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Réquiem para um Geraldão

Vimos grandes homenagens devido à passagem de Glauco pro outro lado na última sexta. O JT dedicou quase toda sua capa ao Geraldão, personagem-síntese do cartunista. A Folha, por sua vez, fez um bom especial com diversos tributos ao cara (a bela ilustração abaixo feita pelos Dos Amigos restantes, Angeli e Laerte, inclusive), mas matou a pau traduzindo o respeitoso minuto de silêncio em imagens, ao tirar todas as ilustrações da edição de sábado, deixando apenas espaços em branco em memória.

Cuidado!

Não me culpe após ver o conteúdo do vídeo abaixo: você clicou porque quis.

“Telephone” = “Thriller”?

Lady Gaga não me incomoda, mas também não me anima. Lembro da primeira vez que a ouvi num mashup de “Just Dance” com “D.A.N.C.E.” do Justice e de pensar que a outra música, que eu não conhecia, era apenas OK. Depois veio “Poker Face”, que é uma mistura de estrofe do Eurhythmics com refrão da Cher, e que sofreu o efeito “Rehab” ao ser descoberta pelo grande público norte-americano meses depois de seu lançamento original. “Poker Face” virou uma bola de neve que ganhou proporções assustadoras a partir da morte de Michael Jackson, quando todo mundo começou a se perguntar que artista atual mais chegava perto da importância que Jacko teve um dia. Surfando na fama, ela transformou-se numa máquina de automerchandising que atinge um novo patamar com este clipe de “Telephone”, gravado com a Beyoncé. São tantas referências, tantas citações e homenagens, tantos nichos e marcas abordados em um clipe que fica no meio termo entre um filme de arte e um comercial, que tudo indica que Lady Gaga tenha feito seu “Thriller”, um clipe que irá ser lembrado por anos e que será decisivo para mais de uma geração. Posso falar bem mais sobre este assunto, mas por enquanto é hora de assistir ao vídeo – repetidamente…