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Grande Mini

Que isso não pareça puxa-saquismo nem autopromoção, mas fui pegar a URL do site do Mini para o post anterior e vi que há muito tempo não dava uma passada no Conector.

Vacilo meu.

Desde que ele deu um tempo no carnaval postando desenhos, não passei mais por lá, mas ao visitar seu site desta última vez, percebi como ele está se tornando um dos principais cronistas desta transição analógico-digital aqui no Brasil. E, como bagagem, ele conta com o fato de ser publicitário, budista e ser guitarrista da melhor banda de rock do Brasil atualmente. Isso parece depor contra a qualidade dos textos (publicitário-budista-roqueiro?), mas, pelo contrário, só os aprofunda. Convido-os a ler o Mini falando do impacto da câmera digital nos não-fotógrafos e do Photoshop na vida real, da volta do relógio de bolso, de um jeito moderno de lidar com o stress, de como a mente humana vem se tornando cada vez mais cenário de filmes, do envelhecimento da geração digital, de mobilização digital ou sobre rock gaúcho (usa uma entrevista do Wander para falar sobre o papel do produtor, descobre a ótima Mess e entrevista o Andrio do Superguidis), sobre ficar numa boa, sobre o Avatarfestejando Mulatu ou house fuleiro, ou ainda escrevendo os volumes esparsos da Biblioteca Conector para Estudo de Mídias Variáveis (ã?) e nos entupindo de metáforas (“advogar pureza de métodos e mundos na busca por uma nova solução em qualquer área é como entrar no carro e sair dirigindo com o freio de mão puxado”, “Julie e Julia é, então, uma agradável e consistente Sessão da Tarde com um brinquedinho a la Kinder Ovo incluído pra quem se interessa por comunicação”).

Leiam e vejam se eu estou falando bobagem. Maior orgulho de ser da mesma trupe desse sujeito (Bruno e Arnaldo sabem).

Walverdes 101

O Wilsera fez mais uma coleta foda, desta vez dedicada à melhor banda de rock em atividade no Brasil, os Walverdes do meu compadre e sócio nOEsquema Gustavo Mini Bittencourt (é oficial, aboli as aspas de seu nome do meio). Se você concorda comigo no fato da tríade guitarra, baixo e bateria ser uma das grandes invenções do século 20, aumente o volume para ouvir uma das poucas bandas no mundo que não grilam de ser rotuladas como grunge (embora, no fim das contas, seja apenas rock mesmo). O disco pode ser baixado aqui.

Bom dia com Yo La Tengo

“Blue Line Swinger” no ano em que foi lançada, quatro minutos de microfonia, teclados fúnebres e bateria esparsa que antecedem um transe apaixonante de eletricidade. Ouça com fones.

Eu quero as Circo




“Essa juventude de hoje em dia” não deve se lembrar, mas nos anos 80, a revista Circo, editada pelo Luiz Gê e pelo Toninho Mendes funcionava como um contraponto “sério” às outras revistas da editora que a batizava (primeiro a Chiclete com Banana de Angeli, depois a Geraldão do Glauco e finalmente a Piratas do Tietê do Laerte). Além de, ao lado da Animal do Rogério de Campos (que lançou um livro, preciso ler), trazer para o Brasil algum vestígio do que estava acontecendo no quadrinho internacional do resto do mundo que não fosse Mônica, Disney, Marvel ou DC, a revista ainda funcionava como tela em branco para histórias mais longas e sem personagens fixos, terreno em que Gê era mestre e onde Laerte podia começar a mostrar que era mais do que um bom criador de personagens. O lance é que as minhas Circo que eu comprei nas bancas da W3 em Brasília nos anos 80 estão caindo aos pedaços e eu não tenho paciência pra comprar revista em sebo. Ninguém sabe onde eu acho isso, não?