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A Ride for Two: Hey Life

Com muita satisfação recebemos nesta terça-feira no Centro da Terra a primeira apresentação ao vivo de uma dupla que nasceu no hardcore, mas se encontrou no folk. Carox (das bandas Carox e Miami Tiger) e Flávio Particelli (das bandas Fullheart, Falante e Anônimos Anônimos) se começaram a fazer música no período de isolamento social da pandemia e criaram a dupla acústica A Ride for Two, que já lançou seu primeiro EP, batizado com o próprio nome da banda, mas nunca apresentou-se ao vivo – até hoje. Sua estreia acontece no espetáculo Hey Life, quando tocam tanto sozinhos quanto acompanhados por uma banda formada por Marcelo Crispim na guitarra, David Margelli no baixo, Thales Stipp na bateria e Luiz Viola no piano e sintetizadores, além de receberem duas participações especiais, Cyro Sampaio, do grupo Menores Atos, e Cyz Mendes, do grupo Plutão Já Foi Planeta, todos entrando no clima de introspecção e delicadeza proposto pala dupla. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

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Cissy Houston (1933-2024)

Embora tenha entrado para a história por ser a mãe de Whitney Houston, a cantora Cissy Houston, que morreu nesta terça-feira, tem uma longa ficha de serviços prestados à música, muito antes mesmo de sua filha começar a fazer sucesso. Liderou os grupos vocais Drinkard Singers e, seu trabalho mais conhecido, as Sweet Inspirations, com quem gravou com inúmeros artistas, como Otis Redding, Wilson Pickett, Lou Rawls e sua sobrinha Dionne Warwick, além de marcar presença em clássicos como “Son of a Preacher Man” de Dusty Springfield, “Brown Eyed Girl” de Van Morrison, “Ain’t No Way” de Aretha Franklin e “Burning of the Midnight Lamp” do grupo Jimi Hendrix Experience. Ela estava internada vítima do mal de Alzheimer e morreu nesta terça-feira.

As datas da vinda do Mudhoney para o Brasil no ano que vem

Que o Mudhoney está vindo pra cá ano que vem você já sabia – a novidade é que agora liberaram as datas em que a banda mais barulhenta de Seattle estará na América do Sul em 2025. Dia 21 de março (uma sexta) tocam em São Paulo no Cine Joia (ingressos aqui), no dia seguinte tocam no Rio de Janeiro no Circo Voador (ingressos aqui) e no domingo 23 tocam em Belo Horizonte na Autêntica (ingressos aqui), para encerrar a volta pelo continente no dia 26 (uma quarta-feira) com show na Argentina. Vai ser fogo!

Luedji Luna canta Sade

E se você estava esperando as datas dos shows da Luedji Luna cantando Sade em São Paulo anote aí: o espetáculo acontece três vezes durante o mês de novembro, além da data no Circo Voador (dia 19), que já teve seus ingressos esgotados. Na cidade, a musa toca dias 27 e 28 de novembro na mitológica sala Adoniran Barbosa, no Centro Cultural São Paulo, e no dia 30 no Festivalzinho, evento que será realizado no Parque Villa-Lobos, e pretende unir atividades para pais e filhos, trazendo shows infantis (como os palhaços Patati Patatá, o espetáculo Os Saltimbancos, a Galinha Pintadinha, o grupo Tiquequê e a banda Beatles para Crianças) e para o público em geral (e além de Luedji ainda se apresentarão Mariana Aydar com Mestrinho, Céu com seu Baile Reggae, Maria Gadú e a dupla Anavitória. Teve quem pedisse que ela fizesse esse show na abertura do show que vai fazer para Erykah Badu no dia seis de novembro, mas ela vai apresentar seu próprio show – mesmo porque além de fazer bonito frente à gringa com suas próprias músicas, ela não precisaria invocar outra diva gringa da soul music para dividir atenção com Badu. Os ingressos para os shows no Centro Cultural ainda não estão disponíveis para compra, mas os do Festivalzinho já estão à venda neste link.

Eis o trailer para A Complete Unknown, a cinebiografia de Bob Dylan com Timothée Chalamet

E se havia alguma dúvida de que A Complete Unknown, a cinebiografia de Bob Dylan com Timothée Chalamet dirigida por James Mangold, pode ser um bom filme, ela dissipa-se com a revelação de seu trailer principal nesta terça-feira. Não só o astro da vez está convincente como o protagonista- e não apenas cantando -, como algumas cenas e trechos de diálogo mostram que há um compromisso sério com a história de Dylan, mesmo que o próprio não se leve tão a sério – e fala sobre isso até no trailer (“As pessoas inventam seus passados, elas lembram-se do que querem e esquecem do resto!”). O trailer mistura cenas de sua chegada em Nova York, trechos de seu relacionamento com Joan Baez (vivida por Monica Barbaro) e Suze Rotolo (que transformou-se em Sylvie Russo por algum motivo, vivida por Elle Fanning), com seu empresário Albert Grossman (vivido por Dan Fogler) e com seus mestres Pete Seeger (vivido por Edward Norton), Johnny Cash (Boyd Holbrook), Alan Lomax (Norbert Leo Butz) e Woody Guthrie (Scoot McNairy). O filme estreia nos EUA dia 25 de dezembro e deve chegar por aqui em janeiro. Confira o trailer abaixo:  

Canções cruas

Pélico começou sua temporada Cá com os Meus Botões nesta segunda-feira no Centro da Terra voltando em momentos distintos de seu repertório revistos de forma direta e reta, deixando a força de suas canções de amor soar para além de arranjos meticulosos, silêncios de câmara e várias participações, como pedem seus registros fonográficos. Ao lado de Pedro Regada, que revezou-se entre os teclados e o piano, ele preferiu mostrar suas canções cruas, fossem acompanhadas por seu violão ou conduzidas apenas por sua voz. E assim passou por diferentes momentos de seus três discos mais recentes – Que Isso Fique Entre Nós, de 2011 (representado por “Não Éramos Tão Assim”, “Não Vou Te Deixar, Por Enquanto”, “Sem Medida” e pela faixa-título); Euforia, de 2015 (que também veio com sua faixa-título e “Olha Só”) e por seu disco mais recente, Quem Me Viu, Quem me Vê, de 2019 (que veio com “Machucado”, que abriu o show, “Nosso Amor” e “Amanheci”) -, além de visitar duas pérolas alheias, “Espelhos d’Água” de Dalto que ficou famosa com Patrícia Marx, e “O Que Me Importa” que Cury Heluy fez pra Wanderlea, mas que foi gravado depois por Tim Maia, Ira! e Marisa Monte. Em todas as canções, a intensidade de sua voz reforçava a força das letras e das melodias, que se integravam perfeitamente quando o piano se misturava ao violão, como fizeram na última canção da noite, ao visitar mais uma do disco de 2011, “Recado”. Foi bem bonito.

Assista abaixo:  

Pélico: Cá com Meus Botões

E com prazer recebemos durante as segundas-feiras de outubro o grande cantor e compositor Pélico, que depois de uma temporada no exterior, começa a preparar sua volta aos palcos e aos discos, lentamente preparando um próximo álbun à medida em que volta a sentir a pulsação do momento. E ao propor a temporada Cá com Meus Botões, ele volta-se para si mesmo, como o título deixa claro, para, a cada segunda-feira, visitar um trecho de sua carreira com diferentes formações. Na primeira segunda, dia 7, ele vem acompanhado do tecladista Pedro Regada, para depois, no dia 14, visitar um repertório de canções que canta em casa acompanhado do violão de Kaneo Ramos: violão. No dia 21 ele vem escudado pelo compadre Regis Damasceno, que toca guitarra, violão e o acompanha nos vocais, e do cello tocado por Thiago Faria, para revisitar velhas canções nesta nova formação. E encerra a temporada no dia 28, acompanhado de sua atual banda (formada por Regis Damasceno, Pedro Regada, Jesus Sanchez no baixo e Richard Ribeiro na bateria), quando começa a mostrar sua produção atual. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos estão à venda na bilheteria e no site do Centro da Terra.

#peliconocentrodaterra #pelico #centrodaterra2024

Neil Young e Stephen Stills juntos novamente!

Dois monstros sagrados da canção norte-americana se reencontraram neste sábado para um sarau elétrico com cargas de nostalgia, quando os ex-companheiros de banda Neil Young e Stephen Stills tocaram juntos no festival Harvest Moon, que arrecada fundos para duas instituições que acompanham o tratamento de crianças com necessidades especiais, a Bridge School, fundada por Neil Young, e a Paint Turtle, fundada pelo ator Paul Newman. O reencontro aconteceu na tarde do sábado passado, quando revisitaram não apenas músicas de suas antigas bandas do final dos anos 60 – Buffalo Springfield (“For What It’s Worth”, “Bluebird” e voltando pela primeira vez em 57 anos “Hung Upside Down”!) e Crosby Stills Nash & Young (“Helplessly Hoping” e “Helpless”)- como abriram a apresentação com “Long May You Run”, da banda de breve duração que os dois tiveram no meio da década seguinte, a Stills-Young Band, que só existiu durante um único disco. Além de canções solo de Stills (“Love the One You’re With”) e do velho Neil (como “Vampire Blues”, “Field of Opportunity”, “Human Highway”, “Heart of Gold” e “Harvest Moon”, as duas últimas com a vocalista Lily Meola), ainda contaram com a presença de John Mayer, que também fez seu show no festival, na última música do bis, “Rockin’ in the Free World”. Veja o setlist completo e as músicas que heróis filmaram da plateia abaixo:  

Xande de Pilares ♥ Luedji Luna

Não sou propriamente fã do disco que o sambista Xande de Pilares gravou ano passado cantando Caetano Veloso porque acho que cai naquele lugar cinzento entre a MPB e o elemento fofo do cenário independente deste século, dois recortes que gentrificam – com meio século de diferença – a música brasileira (e eu que não vou entrar nessas polêmicas caça-clique, que preguiça…), mas entendo a importância do disco ao apresentar diferentes artistas para diferentes públicos, passo crucial rumo à união das duas metades de um país que sempre foi partido. Mas ao regravar “Banho de Folhas” de Luedji Luna, meu xará acerta na mosca em uma veia que precisava ser pressionada há tempos. Pois são dois artistas contemporâneos que vêm da mesma matriz mas saem de cenários distintos e a nova versão para a música de Luedji (com seu belo clipe, veja abaixo), reforça uma beleza sambista que a música original apenas insinuava – e isso sem precisar recorrer à nostalgia. A versão ficou lindona e, com isso, consagra de vez “Banho de Folhas” como um estandarte do repertório da atual música brasileira.

Assista abaixo: