Laura Vandervoort + Rolling Stones
Vai aí, Vinícius.
Vai aí, Vinícius.
O Vinícius publicou uma que eu já tinha visto – e que ele pescou no Lucio, que entrou no jogo sem saber. Não sei quanto a vocês, achei uma carta apenas OK. Tudo bem que no post original do site dele a tal da Kesha aparece usando outras camisetas de banda e tal, mas mesmo assim… A minha vem a seguir.
Antes de cair no repertório de Lady Gaga, “Telephone” foi dispensada pela Britney Spears…
Apesar de eu preferir a voz da Britney (que voz? você se pergunta – essa mesma, respondo) à de Gaga, a versão da última é melhor porque o rapzinho ridículo que Britney faz no final é substuído pela aparição de Beyoncé, naquela hora em que a música dá uma quebradinha e fica mais lenta, meio gangsta.
E Alice é pior – e melhor – do que eu esperava. Consegue mostrar que Tim Burton, quando quer, não fala nada com nada, passa o filme inteiro delirando na possibilidade vazia de um diretor de arte assumir a direção de um filme. Visualmente Alice é lindaço, delírio psicodélico vitoriano detalhista, quase artesanato digital. Mas cadê a história? Em vez de nos importarmos com os personagens e com o que acontece com eles, tem-se a sensação de estar num parque temático sobre Alice no País das Maravilhas – e na versão Disney, só que humanizada. Se na Fábrica de Chocolates Burton já tinha exagerado no açúcar ao misturar sua história com a do filme, em Alice dá pra sentir a gana do merchandising em cada flor falante, em cada bicho colorido que aparece do nada. Pelo menos a minha queria Mia Wasikowska não compromete, como eu havia lido por aí.
Mas vou falar melhor do filme depois, estou terminando de ler algo que tem a ver com o assunto do filme e achei melhor falar dos dois ao mesmo tempo. Em breve…
Beastie Boys – “Pow”
Dave Brubeck Quartet – “Take Five”
Medeski Martin & Wood – “We’re All Connected”
João Gilberto – “É Luxo Só”
Juan Garcia Esquivel – “Bikina”
LCD Soundsystem – “Never As Tired As When I’m Waking Up”
Outkast – “Behold a Lady”
Scissor Sisters – “Invisible Light”
Happy Mondays – “Dennis and Lois”
Rolling Stones – “Memphis, Tennessee”
Apples in Stereo – “Hey Elevator”
Rita Lee & Tutti Frutti – “Cartão Postal”
Olivia Tremor Control – “No Growing (Exegesis)”
Beach Boys – “Let’s Go Away for a While”
Kassin + 2 – “Futurismo”
Mussum – “Chiclete de Hortelã”
Paul McCartney – “Momma Miss America”
Neutral Milk Hotel – “In the Aeroplane Over the Sea”
Sebadoh – “Two Years, Two Days”
Holocausto vermelho
M.I.A., Romain Gavras e o videoclipe
Um batalhão de choque entra em um prédio com truculência. Armas em riste, os soldados todos de preto atravessam corredores e abrem portas de supetão, em busca de suspeitos. Arrastam-nos para um ônibus cheios de pessoas da mesma etnia e seguem para um terreno baldio. Crianças atacam o veículo com garrafas. Ao chegar em seu destino, o pelotão tira todos os passageiros do ônibus à força e os põe para correr. Muitos percebem que serão alvejados e hesitam em fugir, até que um dos soldados atira à queima-roupa na cabeça de uma criança. A cena grotesca faz que todos saiam correndo – e, um a um. vão sendo mortos, culminando com uma imagem de uma pessoa sendo despedaçada em frente às câmeras.
Sim, câmeras. O novo clipe da cantora cingalesa Mathangi “Maya” Arulpragasam – ou simplesmente M.I.A – é uma bordoada nos sentidos. Chocante ao extremo, o vídeo de Born Free, divulgado online na segunda-feira da semana passada, não impressiona só por suas imagens fortes. Há uma série de símbolos e valores que permitem alguns níveis de leitura. Os soldados remetem tanto à SS nazista quanto a batalhões de choque do terceiro mundo ao mesmo tempo em que ostentam a bandeira dos Estados Unidos no braço. Os perseguidos pelos quase dez minutos do clipe são todos ruivos.
Mas o assunto aqui não é a mensagem por trás do clipe dirigido pelo filho do cineasta grego Constantin Costa-Gavras, Romain Gavras – mas o fato dos dois artistas (a cantora e o diretor) terem escolhido disponibilizar o clipe (um formato velho) na internet (um suporte novo) para divulgar suas obras.
Porque Born Free não é apenas o primeiro single do próximo disco de M.I.A., ainda sem título, como também é um teaser do próximo filme de Gavras, batizado de Redheads, que deverá ser lançado ainda neste ano. Numa só tacada, os dois chamaram atenção para uma questão política em aberto – a eterna disputa entre os mocinhos oprimidos indefesos e vilões truculentos militarizados – e viraram o centro dos holofotes online e, consequentemente, da mídia.
No que diz respeito ao digital, o principal ponto neste episódio, pelo menos no que diz respeito à cultura e ao entretenimento, é o fato de seus protagonistas terem usado um formato típico dos anos 80 (o videoclipe) como único veículo para essa autopromoção.
O motivo? YouTube, claro – que, ironicamente, tirou o clipe do ar por considerá-lo “violento e pornográfico”. Mas a onipresença do site de vídeos online do Google no dia a dia fez que fosse respondida uma pergunta que ecoava há dez anos: com a ascensão do MP3 o single tornou-se maior que o álbum? Não. Como Lady Gaga havia dito em fevereiro com seu curta Telephone, o clipe é mais importante do que a música em si.
DJ
500 Essential Mix
Criado em 1993, o programa Essential Mix da rádio londrina BBC 1 é um dos mais tradicionais palcos para DJs e produtores de música eletrônica do mundo todo e revelou nomes como Daft Punk, Tiga, DJ Hell e brasileiros como DJ Marky, Twelves e Gui Boratto. Nesta semana o programa chegou às quinhentas edições e a rádio fez um especial para comemorar a data em seu site, disponibilizando versões enxutas dos principais sets para download além de uma linha do tempo com as atrações. Confira em www.bbc.co.uk/radio1/essentialmix/essentialmix500.
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