Surfa, ovelha…
Tudo bem, é viral de publicidade, mas funciona.
Tudo bem, é viral de publicidade, mas funciona.
Ah garouto…
Hoje não tem episódio novo, mas tem Comentando Lost – e apesar do episódio ter sido bem fraco (com alguns pontos altos, mas isolados), estamos confiantes de que os caras vão conseguir amarrar tudo. Embora seja bem provável que eles deixem um monte de coisa sem resposta. Mas mesmo sem saber quem é o único recruta, o episódio rendeu boas teorias sobre o desfecho da série e sobre a importância de Lost para os rumos da cultura pop.
Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias – Comentando Lost: Comentando Lost: The Last Recruit (MP3)
O programa de hoje começa mansinho, devagar, mas aos poucos ele vai anoitecendo…
The Bird and the Bee – “I Can’t Go For That”
Tensnake – “Get it Right”
Daft Punk – “Technologic (GoGoBizkitt Remix!)”
Erlend Oye + Morgan Geist – “Ghost Trains”
Crystal Castles – “Intimate”
Foals – “Black Gold”
Jamie Lidell – “The Ring”
Beck + Liars + St. Vincent + Sergio Dias – “Need You Tonight”
Xx- “Night Time (What Kind of Breeze Do You Blow Extended Edit)”
Vengeance DJs – “Close to Me (Vengeance Mashup)”
Louis La Roche + Ad Apt – “Missing You”
N*E*R*D + Nelly Furtado – “Hot N Fun”
REMIX86 – “Night Like You Better”
Mia – “Born Free”
Bora?
Essa menina é foda.
Tá acabando…
Mia volta à ativa com uma música incômoda de mensagem simples, mas “Born Free” já é uma das coisas mais importantes de 2010 só por causa desse vídeo dirigido pelo Romain Gavras (filho do Costa-Gavras), que já tinha dirigido o polêmico “Stress” para o Justice. Se liga:
Mas não há mera polêmica aqui. Sob um verniz quase didático de publicidade-choque Benetton há uma série de paralelos desagradáveis sobre o mundo que vivemos hoje em dia. Não é só o regime militar que maltrata a vida de gente por etnia nem uma Swat americana que faz às vezes de SS ao mesmo tempo que de exército israelense ou polícia de terceiro mundo, com crianças terroristas que poderiam ser palestinas, brasileiras ou irlandesas. É também uma tentativa de fazer a cultura pop voltar a ser crítica, política, militante – e desagradável. Em nove minutos Mia e Romain pulverizam a importância de “Telephone” de Lady Gaga, tornam todo o cinema político do século 21 obsoleto e destratam todo entretenimento cultural como coluna social.
Outra prova de que 2010 está sendo um ano interessante é esta capa da Fortune 500 acima, que foi encomendada para o Chris Ware e gentilmente recusada pelos editores da revista. Ware é um dos grandes gênios (sério) do século 21 e é uma espécie de terceiro irmão Coen, só que ainda mais melancólico e obcecado. O detalhismo de suas obras ultrapassa de longe a nerdice Revell e levam os quadrinhos para um nível de profundidade microscópica, exposto nesta capa para a Fortune, que seria um mero frila para Ware, que não deixou barato e expôs tudo que achava do sistema que sustenta a lista das 500 pessoas mais ricas do mundo.
O desenho não é nada sutil, com helicópteros levando dinheiro estatal para personagens gordinhos no topo da pirâmide, cassinos, o fim do petróleo, Guantánamo, China, México e o resto do mundo sob os EUA. Era uma situação perfeita para Chris: se a Fortune publicasse sua capa (difícil, ele deveria saber) seu recado seria dado, se não ela inevitavelmente apareceria online e daria seu recado. E o melhor dessa história é que há, sei lá, três anos, um desenho desses ia ser considerado anacrônico, revanchista, recalcado… Os ventos estão mudando de rumo de novo.