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Carla Lamarca + Kiss

Bom, eu sou puro e acredito em fair play. Já tinha visto a carta acima antes mesmo de terem me indicado no post que o Vinícius citou, mas aprovei o comentário na crença que meu adversário teria mais cartas em sua manga. Pois ele tirou da minha! E que carta… Mas tudo bem, como ele mesmo disse, T-Girls é um jogo e jogo também envolve sorte – e azar, no caso, o meu. Pois abri um baú pra arrumar a próxima.

Pirraças esportivas à parte, o fato é que Vinícius tem razão: lançamos uma tendência há alguns meses que só agora os grandes nomes da moda estão começando a notar. Vide que nossa batalha foi parar até no comentário que a importante crítica de moda do jornal que trabalho fez sobre o fenômeno da camiseta Three Wolf Moon.

Vamos combinar que já não era sem tempo. Essas estampas de camisetas que funcionam como trocadilho visual com marcas conhecidas – bandas inclusive – fazem parte da década do mashup (os anos 00) mas ainda carregavam aquela ironia espertinha que intoxicava os anos 90. Ao voltarmos a usar nossos ícones favoritos no peito, sem piadinha interna ou sacada espertinha pra iniciados, resgatamos uma das principais contribuições da camiseta no imaginário mundial – o fato de que, quando você encontra uma pessoa que você nunca viu na vida com a estampa de uma referência que vocês possam ter em comum, criar um vínculo instantâneo, inesperado, por vezes surreal.

É claro que usamos mulher porque gostamos de mulher. Mas o próprio Vinícius já deu a deixa pras meninas começarem seus T-Boys. Por aqui, continuamos com as gatas.

Jogo a seguir.

Deixa cair…

Anotem esse nome: Breakbot. Quem ouve o Vida Fodona já conhece faz tempo

E, como todo integrante do elenco da Ed Banger, o francês tem aaaltas conexões, se liga:

É muita finesse… Groovesinho manhoso perfeito pra espantar o frio desses dias debaixo do cobertor, só faltava “aquele” café expresso que se materializa num estalar de dedos – opa, olha aê…

Katy O’Gaga

Katy Perry parece que está às vésperas de pular no abismo do WTF – e com o Snoop na bagagem. Isso aí em cima é só um teaser.

A volta dos Strokes

É óbvio que o show-susto que os Strokes anunciaram pra ontem já está online:

É a primeira vez que a banda toca junto desde 2006.

Alguém conhece alguém que foi?

Olha o setlist:

“New York City Cops”
“Modern Age”
“Hard to Explain”
“Reptilia”
“Whatever Happened”
“You Only Live Once”
“Soma”
“Vision of Division”
“I Can’t Win”
“Is This It”
“Someday”
“Red Light”
“Last Night”
“Under Control”
“12:51”
“Juicebox”
“Heart in a Cage”
“Take It Or Leave It”

Na sincera? Esperava um monte de músicas novas e talvez o anúncio do novo disco – no meu delírio mais entusiasmado, imaginava a banda lançando o disco online da noite pro dia, sem aviso, se “vazando online a si mesmo” como o Radiohead ensinou. Ia ser a grande volta por cima dos Strokes e eles podiam até fazer umas músicas fuleirinhas que ninguém nem ia ligar. E aparentemente o que se viu foi uma banda se autocelebrando, acelerando o próprio processo de auto-Creedence Clearwaterização (pobre John Fogerty) de si mesma. Como se anunciassem do jeito mais pessimista que os anos 00 acabaram, que é hora de começar uma nova década, the dream is over, what can I say, quem não dormiu no sleeping nem sequer sonhou.

Mas ainda fico na esperança de que os caras me surpreendam. Se fizerem isso com música boa, melhor ainda.