E pra fechar a seção Rafa, também vale sacar a coleta que ele fez pro Drive By Truckers, uma banda que ele considera mil vezes melhor que o Wilco no quesito indie country rock. Mas como me disse um segurança certa vez em Curitiba: “aí vai da sua consciência…”. A coleta é foda e no site deles tem umas bônus track.
Coleta Drive by Truckers (mediafire e sharebee)
01 days of graduation
02 where the devil don’t stay
03 71 (this highway’s mean)
04 hell no I ain’t happy
05 women without whiskey
06 aftermath usa
07 dead, drunk and naked
08 marry me
09 I’m sorry huston
10 carl perkins’ cadillac
11 my sweet annette
12 birmingham
13 the sands of iwo jima
14 danko/manuel
15 heathens
16 sounds better in the song
17 the boys from alabama
18 the three great alabama icons
19 cottonseed
20 your daddy hates me
21 decoration day
22 goddamn lonely love
Dica do Rafa de Almeida, o maior estrategista de campanhas digitais da paróquia – elegeu o Tatu!
Se você não conhece o Tatu, a culpa é exclusivamente sua: ele é um dos sujeitos mais figuras do Brasil. Vale perder um tempo na tag Tatu do blog do Rafa (o coordenador de sua vencedora campanha de 2010, que também tem um blog, veja lá) para conhecer a trajetória recente do ícone.
Bom dia…
Não ouviu o disco dela ainda?
Os caras do Porra Maurício não perdoam.
Ainda em Londres, só que na quinta-feira da semana passada, um brasileiro dividiu o palco com Amy Winehouse. O Bruno conta a história e crava: “Essa história vai perseguir o Rodrigo o resto da vida. Tipo aquela do Serguei com a Janis Joplin”.
Essa história do “Cala Boca Galvão” é boa demais pra ser verdade, parece inventada. Tiveram a manha até de criar uma música fake pra Lady Gaga com o nome disso no site do Vagalume, se liga:
Ca Ca Cala Boca
Ca Ca Cala Boca
Ca Ca Cala Boca
Let’s Save the GalvãoI want you say it
I won’t forgive
The birds are dying
and you just can seebut now there’s a hope
and they will take revenge
lets say Cala Boca Galvão!With just three words
we can do one thing
lets say Cala Boca Galvão!Ca Ca Cala Boca
Ca Ca Cala Boca
Ca Ca Cala Boca
Let’s Save the Galvão
Que idiotice, só falta algum desocupado (alô João Brasil!) transformar essa bobagem numa música de verdade, imagina.
Outro brasileiro tava lá no show, o Victor Bianchin, que deu o seguinte relato ao Move That Jukebox e eu publico parte dele aqui.
Cheguei em Camden umas 18h e dei umas voltas ao redor do lugar. Não tinha ninguém na frente do Dingwalls, o que eu estranhei, mas tinha uma galera na porta do fundo. Perguntei pra uma menina se aquilo era a fila pros Strokes e ela confirmou que sim. A maioria ali não tinha ingresso. Os que tinham, compraram no eBay ou no Gumtree por 150, 200, 250 libras. Ouvi uma história de uma menina que não só tinha pagado 200 libras pelo ingresso, como tinha pegado um avião até Londres só pelo show. Era insano.
Conforme o tempo foi passando, várias celebridades foram entrando: Zane Lowe, o apresentador. Nick McCarthy, do Franz Ferdinand. Luke Pritchard, dos Kooks. Gente do The Cribs e do Biffy Clyro. O Coldplay inteiro (Chris Martin posou pra fotos antes de entrar). E nós lá. Eu já tinha perdido as esperanças. E aí o show começou.
Consegui entrar porque, durante a espera, dei uns xavecos num funcionário da casa. A resposta dele era sempre a mesma: “desculpe, mas não dá”. Só que aí, na terceira música do show, ele veio pra mim na fila com um ingresso de convidado. A galera voou em cima, mas o ingresso era pra mim e os seguranças me ajudaram a ficar com ele.
Agradeci mil vezes ao cara e entrei. Porra, era lindo. O Dingwalls tem uma pista com degraus, tipo o Via Funchal (SP), mas guardadas as devidas proporções, claro. No Dingwalls só cabem umas 400 pessoas. Eu fui pra frente tanto quanto deu, mas preferi não descer no gargalo porque a coisa ali tava infernal. Muuuuuito empurra-empurra, não ia dar pra curtir o show. Então fiquei de boa no segundo degrau.
Eu pirei muito, mas MUITO com as músicas. Um clássico atrás do outro, foi muito foda. Tocaram varias das minhas preferidas, como “Hard to Explain” (entrei com ela rolando), “Someday”, “You Only Live Once” e “Juicebox”. Fecharam com “Heart in a Cage” e Take it or Leave it”, e o lugar quase veio abaixo. O pessoal cantou junto todas as músicas, batendo palma e gritando o quanto dava. O lugar estava quente, mas melhor que o Franz em SP nesse ano, e o teto pingava água do vapor que subia. Juro, parecia que tinha goteiras em todo o galpão, era incrível a quantidade de água pingando. Você olhava pras paredes e elas estavam molhadas.
Apesar do calor, Albert Hammond Jr. passou o show inteiro de blazer e Julian Casablancas de jaqueta de couro e óculos de sol. Só o Nick Valensi que optou por uma regata larguíssima, que deixava à mostra seus bracinhos finos e seu peitoral, que não é lá muito bombado. Nikolai Fraiture ficava no canto quietinho e Fab Moretti tocava a bateria com muita energia. Strokes é muito foda.
Julian passou o show inteiro falando “I’m just fuckin’ around”. Ele também falava bastante com o pessoal no gargalo, dava as mãos e tal. Em um momento, ele disse “this is like the first show we do in 4 years, so thank you”, e o povo vibrava, e ele respondia “this is too much, guys, this is too much”.
Falando em gargalo, a coisa ficou tensa por ali. Os seguranças desceram até ali e meio que ficaram protegendo as três primeiras filas, que tinham gente quieta. Eles formavam uma barreira que não deixava o pessoal pulador bater neles. E como eles faziam isso? Dando empurrões animais que faziam belas “ondas” na platéia. De cima, de onde eu tava, dava pra ver bem.
Um dos seguranças era um armário de 2 metros de altura e uns 130 kg, no mínimo. O cara era um gigante. Vi ele pegando pela gola da camisa e levando pra fora pelo menos 3 malacos causadores. Imagine ser arrastado pra fora de um clube por um gigante. Era tragicômico.
Foram umas onze musicas no show e mais umas cinco no bis. Adorei todas. Strokes é muito bom e o show foi histórico, de verdade.

Depois do show, o Victor ainda encontrou o Nicky do Franz e foi lá bater uma foto