O primeiro “That’s what she said”
A tradição de Michael Scott começou com ninguém menos que Alfred Hitchcock (na verdade, ele diz “as the girl said”). Vi no Office Tally.
A tradição de Michael Scott começou com ninguém menos que Alfred Hitchcock (na verdade, ele diz “as the girl said”). Vi no Office Tally.
Midnight Juggernauts – “Shadows”
Fui no show do trio australiano Midnight Juggernauts, que tocou no Hot Hot, no centro de São Paulo, no final de abril. E ao contrário do que eu previa, o fato de um show de rock – digo, baixo, bateria e… teclado – acontecer em um clube para DJs não foi um problema. Dava para assistir à apresentação de vários pontos diferentes da casa. O preço do ingresso deve ter ajudado a diminuir a lotação (medida de contenção?), mas o lugar encheu sem lotar. Subi os vídeos no YouTube há um tempão e fiquei enrolando pra publicar aqui. Olha eles aí.
Midnight Juggernauts – “Road to Recovery”
Midnight Juggernauts – “Ending of an Era”
Midnight Juggernauts – “Tombstone”
Midnight Juggernauts – “Into the Galaxy”
Entrevista que fiz sobre o filme Winnebago Man para o Link de hoje.
Quando um meme vira filme
Como erros de gravação cheios de palavrões deram origem a um documentário
De gravata e camisa social, um homem começa a falar com a câmera. Ele está num comercial de TV, vendendo o trailer que é cenário para o anúncio. Só que esquece o texto e começa a xingar. Joga os braços para cima, com raiva. Faz careta. “Fuck!”. Corta para outra cena. Ele começa a mostrar algo do lado de fora do carro e uma tampa se fecha. Mais xingamentos. “Fuck!”. Mais braços para cima. Mais caretas. Mais “Fuck!”. “Fuck! Fuck! Fuck!”.
Jack Rebney era um dos muitos apresentadores de infomerciais na TV americana durante os anos 80 que, como qualquer um, lamentava os problemas ocorridos ainda com a câmera ligada. Mas sua reação era sempre enfezada e alguém da produção do programa compilou os melhores momentos em um vídeo que começou a circular em fitas VHS.
Até que, em 2005, o vídeo foi parar no YouTube e, como muitos antes dele, Rebney virou uma celebridade. Uma vez online, ganhou o título de “World’s Angriest Man” (O Homem Mais Bravo do Mundo, em inglês) e o vídeo, que antes era objeto de culto entre os poucos que conseguiram assisti-lo antes da internet, virou hit nos Estados Unidos.
Em pouco tempo, entrou no inconsciente digital do país. O personagem de Alec Baldwin na série 30 Rock e o desenho Bob Esponja cansaram de soltar aspas de Jack. O diretor Spike Jonze teria enviado fitas com o vídeo como presente de Natal para amigos. E no recente Homem de Ferro 2 o pai do protagonista esbraveja em um vídeo antigo como se fosse Jack.
Mas uma coisa intrigava o diretor Ben Steinbauer, que havia assistido aos pitis de Jack ainda no videocassete. Ao ver o protagonista de uma piada entre amigos ganhar grandes proporções, estranhou que o próprio não havia aparecido. Teria morrido? Sumido? Estaria ainda mais bravo com a piada que se tornou?
“Queria saber como ele se sentia em relação à exposição que ganhou por algo que fez há quase vinte anos”, explicou o diretor em entrevista ao Link. “Não foi fácil. Em tempos de Google, em que basta digitar o nome de alguém para descobrir quase tudo sobre aquela pessoa, só encontrei seu nome em um comentário que ele fez em um site de venda de barcos, em que ele perguntava qual seria o melhor barco para viajar pelo mundo”.
Fazendo o caminho de volta da fita VHS que recebeu, chegou à produção do programa original, que não sabia por onde andava o sujeito. Até que Ben resolveu contratar um detetive, que o ajudou a encontrá-lo. O homem mais bravo do mundo morava no topo de uma montanha no norte da Califórnia, alheio ao resto do mundo e, obviamente, a seu sucesso inesperado.
O encontro deu origem ao filme Winnebago Man, documentário que já foi exibido em alguns dos principais festivais do mundo, colhendo aplausos e gargalhadas por onde passou, e que estreará nos EUA no próximo mês. O filme está sendo negociado para ser exibido no Brasil ainda este ano, por um canal de TV a cabo.
“Não sei se esse tipo de celebridade se tornará uma regra ou se é só uma anomalia do início do século da internet”, explica o diretor. “Mas uma coisa é fato: hoje é muito mais fácil se tornar famoso no mundo inteiro, mesmo à revelia”.
Jack, no entanto, não é contra a fama inesperada e participou de algumas entrevistas coletivas do filme, participando por celular. Mas o diretor não recomenda que futuros fãs tentem o encontrá-lo. “Além de morar literalmente escondido, ele tem uns rifles em casa…”, ri, sem jeito.
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Já tinha tocado num Vida Fodona passado, mas vi na Frá que o clipe acabou de sair. Boa música.
Sua resposta para todas as horas. Vi no Animal Tropical.
Sábado passado, no festival da Ilha de Wight. Podem não mostrar músicas novas, mas a banda tá tinindo.
Outro desocupado já fez uma campanha em inglês… Ah, Brasil…