Trabalho Sujo - Home

Vida Fodona #225: Quatro dias no Rio de Janeiro

Alma lavada, esperando as férias – bring it on.

Sharam + Kid Cudi – “She Came Along”
Cee-lo + 50 Cent – “Fuck You (Remix)”
Tame Impala – “Half Full Glass of Wine (Canyons Remix)”
Letuce – “De Mão Dada”
Rubinho Jacobina – “Toc Toc”
Coconut Records – “Microphone”
MGMT – “Brian Eno”
Two Door Cinema Club – “Something Good Can Work (Twelves Remix)”
Discorockets – “Warmer”
Erlend Oye + Morgan Geist – “Ghost Trains”
Scissor Sisters – “Invisible Light”
Talib Kweli + Estelle – “Midnight Hour”
Apples in Stereo – “No One in the World”
Erasmo Carlos – “Estou Dez Anos Atrasado”
Mopho – “A Carta”

Vamolá.

Assuma

Nem sei onde eu vi isso.

Sobre gostar

Ela – É incrível como uma mulher muda com a vida.
Eu – Então?
Ela – Quando eu era novinha sentia-me muito mais atraída pelos rapazes que não gostavam de mim do que pelos que demonstravam interesse.
Eu – Era?
Ela – Sim…
Eu – Ok…
Ela – Agora, a única coisa que me interessa num homem é que ele goste de mim.

Do Não Compreendo as Mulheres. Deixa de onda – é fácil entender.

Paulo Henriques Britto + Elizabeth Bishop

A arte de perder não é nenhum mistério;
tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas. E um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
tenho saudade deles. Mas não é nada sério.

— Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.

Encerro essa minitrip com a tradução que surge no link “Traduções“, do site do Paulo – Uma Arte, de Elizabeth Bishop, parece ter sido posta como uma homenagem ao ato de traduzir, a tal labuta quieta. E, nesse sentido, o currículo do poeta como tradutor é invejáve: quase todos meus autores favoritos (Pynchon, Auster, Roth, DeLilo), Anthony Burguess, John Updike, Douglas Adams, Edmund Wilson, Raymond Chandler, Patricia Highsmith, William Faulkner, um bando de beats e até o Tarantula da Brasiliense. Nada mal mesmo.