E na entrevista feita pela Fader no vídeo acima, a dupla antes de se apresentar no Bonaroo deste ano ao lado do patrono Darryll Hall – e ainda respondem à pergunta sobre como seria um festival que eles pudessem ser os curadores. Entre os nomes, Phoenix, Daft Punk, Cash Money Millionaires (a banda do Lil Wayne) e… The Time. The Time?
E por falar em Double Rainbow, Arnaldo mandou essa no Twitter, mas não tem exagero: o Planeta Terra desse ano merece o delírio histérico que recebeu. Com um elenco em que até as atrações menores são bem boas e com um preço dentro da realidade dos fãs deste tipo de música, o festival chega ao seu auge e 2010 pode ser o melhor festival de música pop que fizeram no Brasil até hoje. Basta manter o já conhecido e reconhecido bom nível na organização que não tem erro. E não custa lembrar: o elenco não está fechado e ainda serão anunciadas duas atrações internacionais (entre elas, o headliner do segundo palco) e as brasileiras. Quem poderia ser, hein?
Já o Vinícius foi pra área de celebridades puras e simples e “fragou” as duas herdeiras dos hotéis Hilton dividindo-se entre os lados da separação de Brad Pitt. Uma boa dupla, cartas harmoniosas que, se perdem em beleza, ganham em significado. Mas desculpem aí – essa rodada é minha.
Essa chegou ontem por duas vias diferentes, agradeço de cara às colaborações. Primeiro o Leonardo passou a versão menor acima, por email. Depois o Fred – torcedor do jogo que basicamente fica pilhando nos comentários, foto a foto – finalmente resolveu ajudar e mandou essa versão abaixo num comentário:
Vamos lá molecada, joguem as próximas – essa, admitam, foi minha (risada de vilão).
Porque esse papo que eu falei é sério: os caras tocaram “Disarm” seis vezes nesse ano e “1979” só duas vezes, que é o mesmo tanto de vezes que tocaram “Tristessa”, a única música do Gish que tocaram em todo ano de 2010! Enquanto isso, músicas de discos medonhos como Adore e Zeitgeist aparecem bem alto no ranking das músicas tocadas ao vivo pela banda, segundo a rede social Setlists.fm. Se a banda insistir nesse repertório recente – e desconhecido da maioria do público brasileiro – vai assistir uma debandada em massa durante o show. Se bem que isso até é bom: se eles dividissem o horário com o Pavement, que pode fechar o segundo palco, dá pra organizar esvaziar naturalmente o palco principal enquanto quem quiser ver um show legal encosta no show do Pavement. E sabendo do nada fácil temperamento de Corgan, duvido que ele admita só tocar hits do passado (mesmo que os atuais sequer sejam hits).
Out on tour with the Smashing Pumpkins Nature kids, i, they don’t have no function I don’t understand what they mean And i could really give a FUCK.
E o Terra 2010 revive o clássico embate dos anos 90 entre Pavement e Smashing Pumpkins, quando o primeiro citou o segundo na letra de “Range Life” citada acima. Stephen Malkmus, vocalista do Pavement e autor da letra, disse que só citou a banda como se fosse um velho falando de uma banda nova de rock, que não tinha intenção de brigar com a banda de Billy Corgan, mas Corgan não gostou da brincadeira e até ameaçou abandonar um Lollapalooza (o de 94, acho, quando eles eram o principal nome do festival e, acreditem, “o novo Nirvana”) caso o Pavement fosse escolhido para tocar no evento. Numa entrevista ao OregonLive há dois anos, Malkmus comentou o caso, que parece aporrinhar Billy Corgan até hoje:
I read that Billy Corgan is still ticked off that you dissed him 13 years ago with “Range Life.” It was a tribute to their (Smashing Pumpkins) relevance at that time. It was like reading the headlines. I don’t think he should be that upset. It’s a backhanded compliment. They were significant. They made some good songs in their time.
Mas, fora essas bobagens, os Pumpkins têm uma chance de fazer um show fodaço caso assuma que é praticamente um show revival e que os fãs não querem ouvir as músicas novas. Porque se eles tocarem só as boas, vai ser fodaço também…