Só não entendi do que que é esse viral… Do Autotune?
Ela – É incrível como uma mulher muda com a vida.
Eu – Então?
Ela – Quando eu era novinha sentia-me muito mais atraída pelos rapazes que não gostavam de mim do que pelos que demonstravam interesse.
Eu – Era?
Ela – Sim…
Eu – Ok…
Ela – Agora, a única coisa que me interessa num homem é que ele goste de mim.
Do Não Compreendo as Mulheres. Deixa de onda – é fácil entender.
A arte de perder não é nenhum mistério;
tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.Perdi duas cidades lindas. E um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
tenho saudade deles. Mas não é nada sério.— Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.
Encerro essa minitrip com a tradução que surge no link “Traduções“, do site do Paulo – Uma Arte, de Elizabeth Bishop, parece ter sido posta como uma homenagem ao ato de traduzir, a tal labuta quieta. E, nesse sentido, o currículo do poeta como tradutor é invejáve: quase todos meus autores favoritos (Pynchon, Auster, Roth, DeLilo), Anthony Burguess, John Updike, Douglas Adams, Edmund Wilson, Raymond Chandler, Patricia Highsmith, William Faulkner, um bando de beats e até o Tarantula da Brasiliense. Nada mal mesmo.
Esse “erros de gravação” já pode ser considerado um clássico, não?
Só os dois únicos Beatles que ainda estão vivos.
Da vida só têm substância
a casca e o caroço.
No meio só tem amido,
embromações do carbono.
Porém todo o gosto reside
nessa carne intermediária,
sem valor alimentício,
sem realidade, sem nada.É nela que os dentes encontram
o que os mantém afiados;
com ela é que a língua elabora
a doce palavra.
Muito foda, dizaê.