Pizzaburguer
É real, do Burger King americano.
É real, do Burger King americano.
E o assunto da minha coluna no 2 desta semana foram os hipsters.
A vitória dos nerds
Quem são estes tais hipsters
Há duas semanas, Heloisa Lupinacci, que edita o caderno Link comigo e também assina a Crítica de Segunda do blog de Moda do Estado, me perguntou: “Matias, o que diferencia um indie de um hipster?” Ela havia escolhido esta tribo urbana como tema de sua coluna semanal e, com o cuidado que lhe é peculiar, tentava descrevê-la com referências mais conhecidas em vez de tentar partir para o rótulo puro e simples.
“Hipsters”, para quem não está habituado ao termo, define um novo tipo de personalidade urbana, atenta às novidades que vão da moda à música e novidades digitais.
O termo tem origens no meio do século passado e não constituía uma tribo – era um adjetivo para designar que determinada pessoa estava atenta a novas tendências de comportamento e cultura. Surgiu, nos EUA, mais ou menos à mesma época em que o termo “cool” deixou de significar apenas “gelado” para virar sinônimo de “legal”.
O hipster dos anos 10 não é só alguém atento às tendências em geral – mas a todas as tendências. Discos de vinil, tumblrs, câmeras fotográficas Lomo, máquinas de escrever, aplicativos para o iPhone e roupas de brechó. E, como a Helô definiu logo depois da nossa conversa, “hispter que é hipster não se leva muito a sério”.
Mas olhe para eles – procure pelo termo no Google Images, caso não esteja habituado. Eles evocam os beats, os hippies, a discoteca, o indie rock e a cultura techno – mas por baixo das franjas, dos óculos coloridos, dos cabelos compridos, bandanas e maletas, há outra tribo urbana, tão conhecida quanto as anteriores, mas raramente citada quando se fala em hipsters: os nerds.
No filme de 1984 que os consagrou como tribo (A Vingança dos Nerds, de Jeff Kanew), alguns alunos rejeitados por todos na universidade devido à sua inaptidão social começam a andar juntos e formam um grupo. “Nerd”, originalmente um xingamento, torna-se rótulo e, finalmente, motivo de orgulho, quando os integrantes da fraternidade Lambda-Lambda-Lambda conseguem dar o troco nos playboys arrumadinhos que os infernizam. No final do filme, vencem felizes, assumem suas personalidades sem medo da opinião dos outros e cantam We Are the Champions, do Queen.
Veja a foto acima, quando, no final do filme, os nerds podem ser quem realmente querem. Agora compare às fotos de bandas como Animal Collective e MGMT, ícones hipsters, e chegue à mesma conclusão que tive: os hipsters consagram o momento atual, em que ser nerd é ser cool.
O hit do verão 2011
– http://www.myspace.com/ceelogreen. Cee-Lo Green conseguiu de novo. O rapper, que, com o produtor Dangermouse forma a dupla Gnarls Barkley (autora de um dos hits do século, Crazy), acaba de lançar o provável hit do fim do ano. Fuck You é perfeita – ouça-a.
• Orkut na puberdade • Amigos, amigos… • Personal Nerd: O país do Orkut • Paypal no Brasil • Vem aí mais um produto Apple: será que é o golpe contra a TV? • Gameoverdose • Clube do jogo • Samsung, Blockbuster, iPhone 4 e Google • O homem-linux vem para cá • Vida Digital: Jason Sigal, do Free Music Archive •
E você achando que já viu tudo…
A lista de filmes imperdíveis feita com garrancho de criança de doze anos foi feita pelo Michael Cera em um encontro com um primo do dono do blog Intervals of Awesome (ele até tirou foto com o ator). Será que também é viral pro Scott Pilgrim?
Tem mais cenas do seriado no YouTube (deve ter ele inteiro, mas sem legendas), só que não dá para embedar no blog.
A série Spaced, que a Gi se referiu há pouco, é o seriado que revelou Simon Pegg, Edgar Wright e Nick Frost como novos nomes do humor inglês. Escrita pelos protagonistas Pegg e Jessica Stevenson (que depois casou-se e virou Jessica Hynes), Spaced, como todo bom seriado inglês, durou apenas duas temporadas, e é o equivalente britânico de Freaks & Geeks – o seriado que lançou a turma do Judd Apatow – Seth Rogen, Paul Rudd, Jason Segel, James Franco, Jonah Hill – pronta para dominar a comédia dos anos 00 nos EUA.
Na Inglaterra, a turma de Spaced teve apenas o Office de Ricky Gervais pela frente, o que não impediu Wright, Frost e Pegg continuarem juntos nos ótimos Hot Fuzz (uma paródia sobre filmes policiais) e Shawn of the Dead (sobre zumbis). Em Spaced, Pegg e Jessica são Tim e Daisy, forçados a morar juntos por conveniência, têm de fingir que são um casal num sobrado habitado por malucos típicos inglês. Há um quê de Fawlty Towers no seriado (nunca acontece nada), mas as referências pop – características de todas as produções a seguir do mesmo time – não param de pular de todas as cenas.
Eis a importância de Scott Pilgrim – o filme: ele faz a conexão entre duas gerações de humor de lados diferentes do Atlântico. O diretor Wright como representante do time inglês e Michael Cera (que fez Superbad, da turma de Apatow) no time americano. Mas, pela repercussão, o primeiro contato não rendeu – ou será que Scott Pilgrim é um De Volta para o Futuro da era da Cauda Longa? A ver.
E, sim, é um comercial.
Muita psicodelia. Dica do Ariel.
Marvio se joga à obra de Nick Cave, em show que fez no Rio para o lançamento do novo livro de Cave no Brasil, A morte de Bunny Munro. Tomara que ele também faça esse show em São Paulo que, no Rio, teve a participação do Dado Villa-Lobos…
…e da Letícia do Letuce.
E Nick Cave pro Brasil, ninguém anima trazer?