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Vida Fodona #238: Numa bowa

O sol desponta no início da semana, parece que o verão agora vem mesmo!

Washed Out – “Feel It All Around (Lushlife Version)”
Krazy Baldhead + Big-O + Mile Yulla – “Katana Power”
Cut Copy – “Future (Chromeo Remix)”
Phoenix – “Fences (Delphic Remix)”
Metronomy – “A Thing for Me (Breakbot Remix)”
Jamaica – “I Think I Like U2”
Pomplamoose – “September”
Bird and the Bee – “I Can’t Go for That (No Can Do)”
Gorillaz – “Crystalised”
M83 – “Graveyard Girl”
Tame Impala – “Desire Be Desire Go”
MGMT – “It’s Working (Air Remix)”
Nina Becker – “Toc Toc”
Darwin Deez – “Radar Detector”
Clash – “Rock the Casbah (Funkagenda Remix)”
Kanye West + Jay-Z + La Roux – “That’s My Bitch”

Vamo?

Freek

E, pra completar, nesse finde tem dois shows do Ornette Coleman. Putalamierda… Quem vai?

Damo Suzuki em São Paulo

E por falar em krautrock, lembrei de quando o Damo Suzuki – o mítico vocalista do Can, sem dúvida a banda mais importante da história do gênero – passou pelo Brasil, em 2005, no festival 4Hype, que rolou no Sesc Pompéia, e fui ver se tinha algum vídeo disso no YouTube.

E, para a minha surpresa, descobri não só que tinha, quanto eles tinham sido subidas no site pelo próprio Paulo Beto, o PB, que estava pilotando instrumentos eletrônicos no mesmo palco que Damo vociferava seus grunhidos zen. Além do PB, a banda montada para o festival era um mini quem-é-quem do rock experimental paulistano do começo do século 21, reunindo nomes como o Cacá do Objeto Amarelo, o Maurício Takara do Hurtmold, o Sérgio Ugeda do Diagonal, o Miguel Barella (que já passou por inúmeros projetos desde os anos 80), entre outros que não me recordo. O show foi tão hipnotizante quanto o do Hallogallo, mas ia para um nível de agressividade e força que não havia na apresentação do trio de Rother. Afinal, era quase uma big band.

Este mesmo evento ainda contou com apresentações do Wolf Eyes, do austríaco Fennesz, o escocês Kode9, DJ Dolores, Toni da Gatorra, Akira S. & As Garotas que Erraram, Tecno Show e Lívio Tratenberg e eu pude entrevistar e servir de intérprete dos quatro estrangeiros em bate-papos abertos ao público na tarde do dia da apresentação de cada um deles. O papo com o Damo foi especialmente legal porque aconteceu no mesmo dia do papo com o Steve Goodman, o Kode9, que além de ser um dos pioneiros na divulgação do dubstep no Reino Unido, também tem um trabalho como pesquisador e historiador de música contemporânea, e dono de gravadora. Em vez de fazer dois papos separados, juntamos Damo e Steve numa mesma conversa que fluiu para muito além da própria trajetória dos artistas e possíveis observações destes sobre a música experimental no mundo na época, e virou uma discussão boa abordando diferentes visões do que pode ser considerado música hoje em dia – indo para a raiz da definição de conceitos tão diferentes quanto estética, mercado e produção.

Os vídeos acima são curtos e só dão uma idéia do que aconteceu no Teatro do Sesc Pompéia naquele dia – transe coletivo que só poderia ser reproduzido na íntegra, não em pequenos trechos. E é nessas horas que eu lembro que o Sesc grava e arquiva bonitinho todos seus shows. Imagina a quantidade de pérola que os caras não têm guardado nesse baú…

Gente Bonita na Avenida Paulista

Muito tempo sem Gente Bonita, nem conseguimos comemorar direito os primeiros quatro anos da festa, que passaram em branco entre setembro e outubro. Mas voltamos a dar as caras neste sábado, em plena avenida Paulista, quando a Livraria Cultura do Conjunto Nacional realiza sua minivirada cultural. Além de shows, autógrafos, exposições e debates, o evento ainda terá uma madrugada voltada para a pista de dança e convidou só gente fina pra cuidar do baile noturno. A noite começa à 1h da madruga com todo o remelexo brazuca do Baile Veneno (do Ronaldo), seguido do groove cabeçudo dos Chaka Hotnightz. A Gente Bonita desfila seu preview de hits da temporada primavera 2010/verão 2011 a partir das 3h da madruga e logo depois entra a festa Boom Boom, do compadre Lucas Santtana. A madruga chega ao fim com os sets da Balada Mixta e dos broders da Funhell, que entram às 6h. Toda essa programação acontece naquela rampa da livraria pro lado de fora da loja, virado pra alameda Santos, então há o pressuposto baile, em vez da mera trilha sonora para megastore. E o melhor: é de graça. Estão todos convidados.

Gente Bonita @ Vira Cultura
Na Avenida Paulista
DJs convidados: 1h: Baile Veneno, 2h: Chaka Hotnightz, 3h: Luciano Kalatalo & Alexandre Matias (Gente Bonita Clima de Paquera), 4h: Boom Boom, 5h: Balada Mixta e 6h: Funhell.
23h45
Sábado, 27 de novembro de 2010
Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Av. Paulista, 2073. São Paulo.
Preço: R$ 00

O papel do artista

“Não acho que seja fundamental, para mim o único dever do artista é fazer seu trabalho bem feito. Mas acho que eles podem apoiar causas sim, e se for a favor de uma causa legal, funciona, é ótimo. Eu mesmo já apoiei muita causa beneficente, social, ambiental. Política é beeem mais complicado aqui no Brasil. Nos Estados Unidos, eles praticamente só tem aqueles dois partidos, é algo bem definido, bem mais simples. Já aqui se você disser que apoia alguém, todo o resto se volta contra você. E aqui a gente vive essa situação bem desacreditada, né? Eu mesma não me empolguei com ninguém nessa eleição. Agora, se aparecesse um nome que eu sentisse que poderia salvar o Brasil, apoiaria totalmente, deixaria usar meu nome e tudo mais.”

Sandy, em entrevista ao Camilo.