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Paul McCartney 2010

Fred já havia me mostrado esse vídeo há um tempinho, mas o Bruno postou na semana passada e eu lembrei que não havia colado aqui. Agora sim – e a coincidência não-coincidente: com o Fred vi os shows em Buenos Aires e com o Bruno o primeiro daqui de São Paulo.

Uma brasileira no Wikileaks

E na edição do Link esta semana, a Tati falou com a Natália Viana, brasileira que posta os textos em português no controverso Wikileaks:

É como uma agência de notícias. “Discutimos a pauta, como será o ângulo, quem vai editar e a hora. Como cada um está em um lugar, os horários são diferentes, então temos de coordenar para conseguir que o material saia na hora certa”, explica. Natália conta que não há rotina. “A coisa caminha de acordo com o que acontece no dia”, diz, exemplificando com os últimos acontecimentos desde que o WikiLeaks vazou 250 mil documentos diplomáticos dos EUA. “O site sofreu ataques hackers, foi tirado da Amazon, o dinheiro foi cortado e o Julian foi preso. Claro que tudo isso acaba prejudicando o trabalho, mas continuamos firme”.

E, claro, fala de Assange, com quem lidou por um bom tempo:

“Ele tem uma causa que é maravilhosa, porque questiona os limites do que é jornalismo, do que é transparência e do que deve ser privado e público, é uma compreensão única do potencial da internet. O Julian é um visionário”.

A entrevista toda está aqui.

Britney Spears + Richard Nixon

Bom, falei que ia jogar uma carta baixa, porque a rodada ficou entre o Carlão e o Vinícius, deixo uma boa mesmo pra depois. Mas essa carta tem lá sua graça.

Chromeo + La Roux

Tá certo que essa nova versão quase não tem nada demais se comparada à original – o acréscimo da voz da vocalista do La Roux funciona basicamente pela afetividade que se possa ter ou não ao timbre de Elly Jackson (eu sou fã, portanto, suspeito). Mas serve pra nos lembrar que essa musiquinha do Chromeo tá entre as melhores músicas de 2010.

A propósito: minha lista começa semana que vem.


Chromeo + Elly Jackson (La Roux) – “Hot Mess (MP3)

Sasha Grey + Pacman

A carta do Vinícius quebra algumas regras do jogo (afinal, o Pacman tá na cabeça, não é uma camiseta), mas é tão certeira que eu vou fazer vista grossa. Como não adorar essa Sasha Grey, dizaê… A minha vem em seguida, mas depois de uma rodada tão boa vou jogar uma no morto.

Elisabetta Canalis + Mulher Maravilha

De volta ao belo jogo – e a carta do Carlão é a ragazza que casou com o George Clooney, confirmando a minha teoria que, pra vestir camiseta da Mulher Maravilha, a sujeita tem que ter as manhas. E Elisabetta as têm de sobra. Começamos muito bem.

Impressão digital #0038: iPadmania

Na minha coluna de domingo do Caderno 2 falei sobre a iPadmania pré-natal

O Natal do iPad?
Não para quem não tem pressa

E a febre do iPad chegou ao Brasil com o Natal. Quase um ano após seu anúncio no início de 2010, o tablet da Apple chega por aqui com todos os louros que o coroaram como principal produto digital do ano. Não é à toa, afinal, ele faz a ponte entre os dois aparelhos eletrônicos mais usados do mundo – o computador e o celular –, dando início a uma tendência que deve dominar os anos 10: a transformação radical do computador pessoal, que pouco mudou estruturalmente desde que foi criado, há trinta anos. Mesmo com capacidades de armazenamento e processamento infinitamente superiores às dos primeiros modelos, os computadores atuais seguem o mesmo padrão daquele inventado pela dupla Bill Gates e Steve Jobs no fim dos anos 70: gabinete, monitor, mouse e teclado.

Mas isso não quer dizer que é só comprar um iPad para conhecer o computador do futuro, como festejam seus entusiastas. Não estou nesse time. Por melhor que o tablet da Apple possa ser considerado, ele é claramente um produto transitório. Por isso, se você está em dúvida se entra ou não no hype da prancheta digital, não caia nessa. Como a grande maioria dos lançamentos eletrônicos, ele não está completo. É quase um produto em fase de testes, com a diferença que leva a grife Apple, o que causa todo o auê típico dos produtos da empresa.

O iPad é um produto perfeito para early-adopters, essa fatia do mercado sempre disposta a comprar o último modelo de qualquer produto ou testar qualquer serviço online que comece a ser comentado.

Pertenço à categoria oposta, principalmente quando falo de aparelhos. Demorei para ter um DVD player, só passei a usar celular depois que entrei no caderno Link, há três anos, e só neste ano me rendi a um smartphone. Não por ser avesso a tecnologia, mas ficar a distância ajuda a ter uma perspectiva menos deslumbrada desse tipo de tendência. Não é preciso ter pressa para pegar carona na moda eletrônica da vez. Mesmo porque, como disse, é bem provável que ela ainda esteja em fase beta – termo utilizado pelo mercado digital para definir aparelhos ainda em teste.

E já começaram as especulações sobre o iPad 2. Embora tudo ainda seja nebuloso, uma coisa é quase certa – o novo modelo será mais completo e certamente mais barato que o atual. Tem horas que é melhor esperar…