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Jared Diamond avisa

Muito boa a entrevista que o Ivan e a Carol fizeram com o autor de Armas, Germes e Aço e Colapso à luz das chuvas desse ano:

Em Colapso, o sr. lista cinco razões que explicam o declínio das sociedades. Elas continuam as mesmas?
Sim. Os cinco fatores que levo em consideração ao tentar entender por que uma sociedade é mais ou menos propícia a entrar em colapso são, em primeiro lugar, o impacto do homem sobre o meio ambiente. Ou seja, pessoas precisam de recursos naturais para sobreviver, como peixe, madeira, água, e podem, mesmo que não intencionalmente, manejá-los erradamente. O resultado pode ser um suicídio ecológico. O segundo fator que levo em conta é a mudança no clima local. Atualmente, essa mudança é global, e resultado principalmente da queima de combustíveis fósseis. O terceiro fator são os inimigos que podem enfraquecer ou conquistar um país. O quarto são as aliados. A maioria dos países hoje depende de parceiros comerciais para a importação de recursos essenciais. Quando nossos aliados enfrentam problemas e não são mais capazes de fornecer recursos, isso nos enfraquece. Em 1973, a crise do petróleo afetou a economia americana, que dependia da importação do Oriente Médio de metade dos combustíveis que consumia. O último fator recai sobre a capacidade das instituições políticas e econômicas de perceber quando o país está passando por problemas, entender suas causas e criar meios para resolvê-los.

A indústria do entretenimento mostra, cada vez mais, imagens do fim do mundo, prédios em ruínas, cidades abandonadas. Por que somos tão fascinados por nossa destruição?
Parte disso se deve à força romântica das imagens de civilizações passadas que entraram em colapso, como as ruínas dos maias, incas e astecas. Ou os escombros das guerras no Iraque e no Irã. E pensamos: quem construiu aqueles templos e monumentos, tinha uma cultura e arte admiráveis, podia imaginar que isso aconteceria? Por que essas civilizações entraram em colapso, sem poder evitar? E nos angustiamos: será que isso também vai acontecer conosco?

A íntegra da entrevista segue aqui. E no Big Picture tem mais fotos com essa do post.

Vida Fodona #250: Toma mais 2011

Um monte de músicas novas.

Wire – “Clay”
Edward Shape & the Magnetic Zeros – “Janglin (RAC Remix)”
Tulipa – “A Ordem das Árvores”
I Blame Coco – “Quicker”
Marcelo Jeneci + Marcelo Camelo – “Doce Solidão”
National – “Clampdown”
Studio – “Self Service”
Juliana R. – “Dry These Tears”
Go! Team + Bethany Cosentino – “Buy Nothing Day”
Adele – “Rolling in the Deep (Jamie XX Remix)”
Gang of Four – “Who Am I”
Drums – “Me & the Moon (Clock Opera Remix)”
Sleigh Bells – “Tell Em (Diplo Remix)”
Yelle – “Safari Disco Club”
Cut Copy – “Need You Now”
Blubell + Bruno Morais – “Triz”

Vamo?

Nada como acordar melhor do ano

De novo, este saite ganhou o prêmio tapinha-nas-costas de “melhor blog do ano” – pela quarta vez consecutiva – no prêmio que o Marcelo agita lá em seu Scream & Yell. Tou lá, alguns degraus acima de gente que é leitura recorrente: o Lúcio, o Terron, o André, o Alex e o Lívio, textos que funcionam como o melhor termômetro sobre o que acontece de legal no mundo hoje, pela janela do Brasil. Sinto-me em casa. O único que não acompanho é o Rock’n’Beats, mas que ganha ao menos um leitor hoje pela simples inclusão nessa lista. Ainda sobrou prOEsquema, que ficou em sexto na categoria melhor site do ano (atrás do Facebook, do Twitter, do Pitchfork, do Omelete, do Urbanaque e de um site de downloads de discos) e pro meu Twitter, que pegou também sexto lugar nessa categoria (atrás do Twitter do Cleber Machado, do Arnaldo – aê, OESquema! – do Sergio Martins, do próprio Marcelo Costa e do Chico Barney). Meus votos, a quem interessar possa, estão nesse link. E o Marcelo falou preu ser hors-concours na próxima – acho vacilo, deixa eu aposentar, aí tu me tira da disputa, hahaahahah.