A décima dimensão
Está tranquilo? Em casa? Na paz? Então relaxe e aperte o play:
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Quer dizer, não é um filme, é uma animação. Mas será que o épico do Grant Morrison sobre o azulão conseguiu ser adaptado para o desenho animado? A DC tá numa fase boa nesse tipo de filme (vide o aclamado Under the Red Hood, do Batman, do ano passado) e, se desse certo, podia ser a possibilidade destas animações saírem do nicho do fanboy.
E se você não tem idéia do que seja All Star Superman, só te digo uma coisa: você não sabe o que está perdendo. Sério.
Pra quem manja inglês, duas dicas: o documentário sobre o Grant Morrison (e o trecho em que ele fala como encontrou o próprio Super-Homem, um dia) e uma entrevista que ele deu falando da dualidade entre o Batman e o Super.
Projetinho: reunir todas as letras de rap num só banco de dados, tornando possível descobrir que rapper usou mais a palavra “damn” ou “joint”, quantas canções citam nomes de outros rappers, quem foi o primeiro cara a usar o nome de um programa de TV numa faixa. Ou questões que você nunca parou para imaginar: qual era a marca de champanhe mais popular entre os rappers entre 1993 e 2003? Morar em lugares com maior altitude torna os rappers mais propensos ao gangsta rap? O Hip-Hop Word Count foi bolado pelo nova-iorquino Tahir Hemphill, que se dispôs a reunir mais de 40 mil músicas num só software de cruzamento de dados para chegarmos às cruciais respostas a estas cruciais questões. Meteu o projetinho no Kickstarter, atingiu sua meta e em breve teremos essa maravilha à nossa disposição.
Enquanto um monte de gente tentava decifrar o sentido – ou simplesmente se entediava ao ver quem fazia isso – de The King of Limbs, o resto dos ouvintes do mundo estavam dando atenção ao novo single de Britney Spears. “Hold It Against Me”, no entanto, é uma decepção. A música é uma colcha de retalhos de pedaços que poderiam virar canções, caso trabalhados em separado. Uma estrofe sem alma conduz a música para um clima de de pista, com beats secos e diretos que de uma hora pra outra descamba num refrão de balada teen chorosa, que não emenda com nada. Não bastasse isso a parte final da música ainda tem um exercício de virtuosismo de vocoder que não deveria ter saído da piada interna.
E ainda tem o clipe, um festival de nonsense hi-tech superproduzido, em que é notória a influência de Lady Gaga, como também a completa falta de noção de quem o conduziu. Lembra aqueles clipes do filho da Jane Duboc (como é o nome dele mesmo?) se eles fossem bancados pela Globo, que resolvesse chamar o Guel Arrais para fazer uma paródia de filmes de ficção científica de Hollywood. Ou algo como se o Michael Bay fosse o diretor do Perdidos na Noite, o velho programa do Faustão, e o tema da vez fosse Matrix. O mais provável é que tenha alguém cheio de grana pra torrar pirando em parâmetros de fodice que só fazem sentido na cabeça de publicitários – e o clipe ainda faz referência explícita à publicidade (o perfume de Britney, como se houvesse alguma sutileza. Tudo errado. Tem até uma luta no final do vídeo (bem na hora do vocoder, pra piorar). Mesmo assim, o single foi ao topo da parada (seja lá o que isso queira dizer hoje em dia).
Talvez um bom método de comparação do impacto de Britney seja colocar o novo clipe – do canal oficial – ao lado do novo clipe do Radiohead e comparar o número de vezes que cada foi visto. No meio da tarde desta terça, Britney já tinha passado dos dez milhões de views e o Thom Yorke dançarino acabara de passar dos quatro milhões. Se isso serve de medida pra alguma coisa, talvez seja que o Radiohead esteja ficando grande demais (ou não, porque boa parte desses views são repeats eternos dos megafãs da banda)…
Mas será que Britney perdeu o momentum? Ou será que ela tem algum ás na manga?
Ora vejam só. Aguardemos.
Deixa eu pegar o gancho e mudar de assunto, porque se eu começar…
Esse maluco dissecou o hit maior do Prodigy usando o Live da Ableton, mostrando como Liam Howlett construiu tudo que a gente ouve na música a partir de samples distorcidos. Uma aulinha que deve ser vista principalmente por quem não entende picas do assunto.
E não custa lembrar que o Liam fez isso na unha, sem computadô.
Oh well, fudeu, abri a porteira, mashup de “Smash My Bitch Up” com cenas do show dos Beatles no Shea Stadium. Perca seu tempo:
Serve de aulinha pra galera que tá mashupando o Thom Yorke com… qualquer merda que vem pela frente (sério, parei de postar isso, só vou mandar quando for realmente legal, nego tá perdendo a linha 2.0, hahaahaha).
E por falar em Beatles psicodélico, toma aê mais um mashup do Faroff, que colide “Walrus” com aquele hit do Fatboy Slim com o Christopher Walken…