Neusinha Brizola (1954-2011)
New wave brasileira de luto. Não é mentira.
New wave brasileira de luto. Não é mentira.
Escrevi sobre o disco novo dos Beastie Boys no Caderno 2 de hoje.
Beastie Boys volta a atacar
Trio nova-iorquino reafirma sua importância na história do pop com o autorreferente Hot Sauce Committee Part Two
Faz um quarto de século em que três branquelas boca-suja deixaram de ser uma banda de hardcore fuleira para assumirem um dos papéis mais cruciais na história da música pop recente: ensinar para moleques bem nascidos como eles qual era a graça daquele novo gênero chamado hip hop. E 25 anos depois de mudarem o curso da música moderna com o disco Licensed to Ill, o trio nova-iorquino volta a reafirmar sua importância com o autorreferente Hot Sauce Committee Part Two, seu oitavo disco.
A história do novo disco começa no início de 2009, quando o grupo começou a mostrar algumas faixas novas em shows e festivais após o bem sucedido álbum instrumental The Mix Up, de 2007. Mas Hot Sauce Committee tem um prefácio a curto prazo, quando o grupo anunciou que o lançamento do disco seria simultâneo ao lançamento do média metragem Fight For Your Right Revisited. No filme, os Beastie Boys são interpretados pelos atores Danny McBride, Elijah Wood e Seth Rogen e revivem seus dias de arruaça quando entraram para a história da música moderna com sexo, cerveja e hip hop misturado com rock’n’roll. Até que encontram outros Beastie Boys, vividos por Jack Black, Will Ferrel e John C. Reily, que os desafiam para um concurso de break que acaba de forma tristemente infame, bem ao estilo das grosserias originais do grupo.
O filme de meia hora serviu como não apenas como aperitivo para o disco como foi lançado online poucas horas antes do disco vazar na internet, no fim de semana passado (seu lançamento “oficial” chega às lojas estrangeiras no início de maio). A reação do trio ao vazamento foi exemplar – e antes de eles mesmos deixar o disco inteiro para ouvir em streaming em seu site oficial (www.beastieboys.com), o trio também anunciou a audição do novo disco direto do Madison Square Garden, no sábado passado. E transmitiu ao vivo, do meio da quadra do ginásio, o disco sendo tocado em um velho aparelho de som portátil, típico dos rappers dos anos 80. Além do boombox, alguém fantasiado de gorila dava as caras na transmissão, vez por outra.
Mas o excesso de referências e de citações à própria carreira em todo o material promocional do disco se contrapõe à linha direta adotada pelo grupo no novo disco. Segunda parte de um disco cuja primeira parte foi adiada após o câncer de um de seus MCs (Adam Yauch, o MCA) ter sido diagnosticado e curado, o novo disco é primo de Hello Nasty, do final dos anos 90, em que voltavam ao hip hop old skool sem abandonar o humor e as visitas a gêneros diferentes. Nas e Santigold temperam Hot Sauce com participações incisivas e precisas, convidados mínimos da nova edição de um clube que já tem 25 anos de história. Longa vida aos Beastie Boys!
O boato começa a ganhar forças, dessa vez é o Lucio vem dizendo que três festivais brasileiros se estapeando pela banda de Robert Smith. Tomara que seja no Planeta Terra…
Quando esfriar, aumenta o som pra aquecer.
Beastie Boys + Santigold – “Don’t Play No Game That I Can’t Win”
Criolo – “Bogotá”
Holy Ghost – “Do It Again”
Janelle Monae + Big Boi – “Tightrope (Organized Noise Remix)”
Boys Noize – “Starter”
Mystery Jets – “Serotonin”
Young Galaxy – “We Have Everything”
Metronomy – “The Bay (Erol Alkan’s Extended Rework)”
Breakbot + Ruckazoid – “Fantasy”
Data – “One in a Million”
Totally Enormous Extinct Dinosaurs – “Trouble”
Bingo Players – “Cry (Just a Little)”
Gang Gang Dance – “Mindkilla”
Com Truise – “Polyhurt”
Gui Amabis + Céu – “Swell”
Já tinha levantado essa lebre mas não podia me aprofundar no assunto porque tava diretamente envolvido com ele. É que nesta quarta-feira foi oficializada a programação do 15º Cultura Inglesa Festival, o primeiro a ter uma abordagem mais pop, inagurando áreas de shows, casas noturnas, cinema e literatura. Para cada uma dessas áreas chamaram alguém para a curadoria, e eu cuidei da programação dos shows que vão rolar dia 29 do mês que vem, de graça, no Parque da Independência. Além do Gang of Four, também chamei os Blood Red Shoes e o Miles Kane para tocar no festival, que ainda vai ter os Mockers (o Cidadão Instigado sem Fernando Catatau) tocando Beatles e o Cachorro Grande tocando Who, além de três bandas que venceram o festival interno da escola de inglês, que vao abrir os shows, pela tarde.
Não estou sozinho: além de mim, o Lucio tomou conta da área de casas noturnas (e escalou o Alan McGee e o Glenn Matlock pra discotecar), a Flávia que também é lá do Estadão selecionou os filmes da mostra de cinema (que incluem uma retrospectiva Monty Python!) e o Rogério cuidou da área de literatura (que tem uma mostra de ficção científica e um debate com o Causo). Maiores informações no site do evento.
É oficial: o grupo toca aqui em maio, dia 11 em Sao Paulo e dia 12 no Rio. Massa.
Começou fria, mas já saiu o sol. Vai um Junior Boys aí? “Banana Ripple” é a última música do próximo disco da dupla canadense, It’s All True.
Junior Boys – “Banana Ripple“
O “jornal do futuro” esqueceu de publicar em sua versão online ao cartum que o Rafael Campos da Rocha reagia à descrição que eu fazia de seu trabalho num post natalino do fim do ano passado (essa eu curti, Rafael, ficou engraçado). Tive de esperar a publicação no blog do artista para não ter que reproduzi-la numa foto tirada com celular (Helô até sugeriu tirar foto com Instagram, mas eu sou menino, uso Android). Irônico esse lapso acontecer na edição em que o caderno que publica a polêmica sobre o livro do Nicholas Carr, que outro Rafael, o Cabral, entrevistou no Link no ano passado (e também publicamos o artigo de Steven Pinker citado no texto do caderno da “concorrenssa”).
É, complicado…