Espantando o friozinho na base da chillwave
Vai Teen Daze.
Vai Teen Daze.
Indie + hip hop = The Hood Internet. A equação já é um clássico nas mãos da dupla Derek Becker e Steven Matrick – e eis mais uma mixtape dos caras, que pode ser baixada aqui.
The Hood Internet Mixtape Volume 5 (MP3)
Intro [R. Kelly x Drake x Ally Sheedy x Tim Blaney]
Bars In The AM [Ninjasonik x !!!]
L is For Love Junkie [Donwill x Harlems Cash x Peter Hadar x El Perro Del Mar x Caribou]
Hot Tub Freaks Like You [Slug x MURS x Tobacco]
Rude Baptism [Rihanna x Crystal Castles]
Ariel Pink’s Haunted Grafitti – Round And Round (The Hood Internet remix)
Moar Doo Wop N Whatever [Lauryn Hill x Deadmau5]
Show Me Red Lights [Robin S. x Holy Fuck]
Psycho Break [Talking Heads x Ellen Allien & Apparat]
Show Me The O.N.E [Yeasayer x Jump Jump Dance Dance x Grum]
Back You [Cee-Lo Green x Sir Mix-a-Lot]
Freeze, Barbra! [Young Dro x Gucci Mane x Duck Sauce]
Blowin’ Money At The Deli [Drake x Birdman x Delorean]
It’s Front Row Love [Metric x Treasure Fingers]
Giving Up The Sunshowers [M.I.A. x Vampire Weekend]
Ignition (Keep It Remixing Louder) [R. Kelly x Major Lazer]
Chi Citizens [BBU x Broken Bells]
How Purple Can You Go [Ludacris x Joker & Ginz]
Swag Boost [Soulja Boy x Rusko]
Lorem Ipsum Dolor Sit Amet [Waka Flocka Flame x Flock Of Seagulls]
Cards And Quarters And Green Lights [Local Natives x John Legend x Andre 3000]
Oh My Kids [Usher x Sleigh Bells]
Virginia Is For Cameras [Clipse x Matt & Kim]
Dougie Vision [Cali Swag District x Toro Y Moi]
This Shit Was (All I Know) [Drake x Free Energy]
Brigade & Yellow [Wiz Khalifa x The Go! Team]
Shutterbugg In Miami [Big Boi x Foals]
Nuthin’ But A Journal Thang [Dr. Dre x Snoop Dogg x Class Actress]
The XX Gon Give It To Ya [DMX x The XX]
Outro [John Barry x Faith No More x Larry David x Robin Bartlett]
Romulo manda avisar: faz o último show do último disco nessa sexta-feira, no Sesc Belenzinho, e começa a nos apresentar ao novo disco, Um Labirinto Em Cada Pé, aos poucos. E a primeira faixa a surgir retoma a vibe sambista do disco Cão, de 2006, mas sem perder a experiência não-samba que foi seu último disco duplo. E, aos poucos, chega a um equilíbrio interessante. Lembre-se que há uma distância entre “interessante”, “bom” e “legal”. Mas gosto do fato de ele topar errar em público (arte é isso, presumo).
Romulo Fróes – “Muro by (MP3)
Um milagre moderno.
Falando em Laerte e Chiquinha, é bom ficar de olho no documentário Malditos Cartunistas, que está para ser lançado (nem sei direito, se alguém souber certinho, dizaê). O doc, como diz o Mini, “supre uma lacuna histórica ao documentar, de forma direta, com uma simples e bem sacada edição de entrevistas, um pedaço fundamental porém pouco valorizado na cultura brasileira”. Ele continua:
Não estamos falando de gente que simplesmente desenha, mas de uma categoria que ajuda a moldar a forma como o país se diverte, se pensa e se enxerga. Quando não é pelas invisíveis cordas das publicações underground, que colocam os malditos cartunistas na posição de influenciadores indiretos da cultura (como a finada revista Animal que pautou editores, diretores de arte, designers, escritores, jornalistas durante sua vida), temos a atuação direta no mainstream, como Angeli e suas 100 mil edições de Chiclete com Banana vendidas em banca, o pequeno império de Mauricio de Sousa, as tiras diárias de Caco Galhardo, Ota, Arnaldo Branco e outros espalhados por jornais brasileiros, o Reinaldo com o Casseta e Planeta na Globo (por sua vez filhotes do Pasquim de Jaguar e Ziraldo) e, claro, não podemos esquecer, da época em que o Laerte e o Adão Iturrusgarai faziam parte da equipe de roteiristas do TV Colosso.
É mais do que uma tradição, é um cânone. Ó o trailer:
Parece foda. E é bom pra esse povo que aprendeu a rir com o CQC e com LOLcats aprender que o buraco, no caso do humor brasileiro, é beeeem mais embaixo…
E quem não ama? Vi no blog dela.
Se há uma banda que colocou Santa Catarina no mapa musical e no cenário pop brasileiro, ela chama-se Repolho. O grupo de Chapecó inaugurou um tumblr dedicado a contar suas incríveis peripécias que formam sua biografia. Selecionei trechos:
Fomos para são Miguel no final de tarde e o show era na mesma noite. Chegamos umas seis e pouco e fomos comer algo. Um x-salada básico. As dez horas a produção do show chamou a gente para uma espeto corrido. Comemos tanto que não dava pra se mexer. Imagina a encrenca. Subimos ao palco eu não conseguia raciocinar direito. Parecia que o mundo inteiro rodava e olha que eu não bebo. O Demétrio na terceira musica deu um pulo e afundou o palco. Nada demais. Eu via tudo em câmera lenta. O palco era baixo e dava pra ver uma gurizada na frente. O figurino do Girino era um colchão com umas 20 raquetes de tênis. Ele ficava enrolado no colchão somente com as mãos e a cabeça pra fora (faça um esforço pra imaginar porque vale a pena). As raquetes de tênis foram inseridas aos poucos como se fossem aquelas caixas que o mágico vai colocando as espadas. Tudo devidamente amarrado com umas cordas. Na medida que ele ia se mexendo as raquetes iam caindo.
O som estava horrível. (continua…)
E segue:
Começamos o show tocando 4 vezes “Paulo Balanço”. Os inícios de show do Repolho sempre são um desastre. Sempre tem algo que sai errado, mas esse foi fantástico. Olhamos pro publico e dissemos: tocamos Paulo balanço errado (como se precisasse avisar isso), agora vamos tocar a versão certa. Saiu errado de novo. Tocamos a terceira vez. Daí saiu certo. Como saiu certo pedimos ao público se eles queriam ouvir de novo. A resposta foi positiva. Tocamos pela quarta vez. (continua…)
E tem mais:
O nosso ilustre baterista Anderson “Uilia” Gambato (primeiro e único) popularmente conhecido como Passarinho, Homem Pássaro, verme e outros apelidos impublicáveis, resolveu fazer psicologia. Até aí tudo bem. O ser humano precisa de uma atenção e de momentos introspectivos que fazem conhecer a essência da vida etc. etc. O que é estranho é que ele resolveu fazer um estagio na penitenciaria de Chapecó, mais inusitado é que para encerrar o estágio propôs um show com a Banda Repolho.
Lógico que topamos na hora. A idéia era muito boa. (continua…)
Vale também ler a versão oficial da banda para o show em que o Repolho abriu para o Los Hermanos, tocando “Anna Júlia” em várias versões diferentes (parte 1, parte 2 e parte 3), um capítulo bisonho de sua carreira que começou a ser desmistificado de forma impressionista num velho post aqui no Trabalho Sujo.
Muito mais aqui.