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Como salvar o Planeta Terra 2011

Strokes, Peter Bjorn & John, Beady Eye, Vaccines… Só o Toro Y Moi tira esse Planeta Terra do marasmo, mas por questão de centímetros, afinal a banda é minúscula. E se já se especulam pesado sobre as vindas de Portishead, Primal Scream, Pulp e Suede para o Brasil no segundo semestre, dou aqui minhas sugestões sobre nomes que ajudariam a reequilibrar o festival.


Thurston Moore
Seria um contraponto perfeito para a hora dos Strokes e dividiria bem o festival em faixas etárias. Ainda mais com o novo disco solo acústico…


Beck
Só tocou no Brasil no Rock in Rio 2001, quando não tinha nem metade do repertório que tem hoje. Podia ter um show só dele por aqui, mas no Terra cairia como uma luva. Abrindo pros Strokes, até.


Spiritualized
Golpe baixo no coração de muita gente, teria o mesmo efeito que o Thurston Moore, só que em outras escala e esfera.


Warpaint
Eu as colocaria entre os Vaccines e o Beady Eye, pra tirar o cheiro de mofo do palco principal. Mas imagina no palco menor, num por do sol…


Beastie Boys
Sure shot. Com disco novo lançado no Brasil, ainda por cima…


Xx
Mas tinha que ser no final de tudo, pra soar como missa.



Foster the People ou Tom Vek
Bons artistas que estão aparecendo agora e que, em cinco ou seis segundos, vão começar a ser hypados de verdade.


Architecture in Helsinki
O disco novo é ótimo e cabe no meio do palco indie tranquilamente.


Broken Social Scene
Também causaria o mesmo efeito (mas em menor escala, creio) do Spiritualized ou do Thurston Moore.

Tou esquecendo alguém? Quem mais?

Neil Gaiman, sobre Alan Moore

O criador do Sandman fala como um de seus melhores amigos o batizou de “Scary Trousers”, em uma palestra numa Comic Con.

Tente não saber nada sobre o filme novo dos X-Men

Sério: quanto menos você souber, melhor o filme fica. Não sei se isso é um axioma pra vida (“menos expectativa, menos frustração”), mas, como eu digo no texto escrevi para o Divirta-se, você só precisa saber que esse é o melhor filme dos X-Men.

Vá no escuro

Você só precisa saber de uma coisa sobre o novo filme dos X-Men: é o melhor já feito sobre o time de mutantes liderados por Charles Xavier. Se você puder confiar nessa afirmação e se blindar de todas as formas para não saber mais nada sobre o filme, melhor. Nem quem são seus protagonistas – tanto na história quanto no elenco. Porque não saber o que você irá assistir tornará a experiência ainda mais satisfatória.

Por isso, pare de ler agora se você não quiser nenhuma outra informação. Mas, se quiser seguir em frente, a primeira coisa que você precisa entender é que esse não é mais um filme sobre a equipe de mutantes que se comporta como uma cruza de ‘Barrados no Baile’ com ‘Quarteto Fantástico’. Esqueça o terceiro filme da série ou aquele só do Wolverine (dois lixos) – e não se preocupe, pois o ponto de partida da história não depende de nenhum deles. Não se preocupe nem se não tiver assistido a nenhum dos anteriores.

Basicamente porque X-Men: Primeira Classe (tradução ruim, deveria ser ‘primeira turma’) é o marco zero mutante. O filme bebe na fonte que rejuvenesceu as maiores franquias de ficção científica do cinema (‘Guerra nas Estrelas’ e ‘Jornada nas Estrelas’) com uma pitada da adaptação de ‘Watchmen’ para as telas. Sim, é o início da história dos X-Men, quando Charles Xavier ainda andava, tinha cabelo e começava a descobrir que existiam jovens que, como ele, teriam poderes sobrenaturais. E, sim, ‘X-Men: Primeira Classe’ é um filme de época.

Se passa nos anos 60 de ‘Mad Men’ e, como o seriado, resgata o glamour retrô dos filmes de James Bond para contar uma história cujos personagens são os primeiros mutantes do grupo e não heróis que já são conhecidos do público (um destes aparece rápido, mas é só uma ponta). Os protagonistas, Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), e o vilão Sebastian Shaw (Kevin Bacon) seguram o filme magistralmente, tanto na história quanto nas atuações. Programaço – para quem não tem preconceito com filme de ação, claro.