Trabalho Sujo - Home

Toda a poesia de um jogo de tiro

Vi essa propaganda duas vezes no cinema, na gringa. Incrível o efeito de “My Life” num comercial de jogo de tiro, me lembrou o Batalha de Los Angeles, que vi num dos vôos da viagem e é bonzão, quem mais viu?

Enquanto estive fora: Julian Assange não tem preço

E na paralela vou reunindo notícias e acontecimentos que rolaram nas últimas semanas do primeiro semestre para deixá-las registradas aqui no site. Mesmo descontectando as coisas não param de chegar…

Minhas férias: Londres

“Vamos por partes”, já diria certa metáfora


“He one holy roller…”, em foto da Mariana ♥

“Brixton”, “Tottenham”, “Candem”, “Piccadilly”, “Hammersmith”, “Baker Street”… Me dependurava numa barra de qualquer vagão de metrô de qualquer linha em Londres e a seqüência de nomes inevitavelmente cutucava vãos diferentes do imaginário coletivo. “Tham”, “er”, “‘s”, “Street”, “stead”, “Park”, “High”, “ington”, “Road”, “sway”, “St.”, “ptom” – sufixos e prefixos que precedem conhecimentos seculares inteiros e trazem diferentes Londres à imaginação. A da Inglaterra vitoriana, a Swinging London, a da peste negra, a do Monty Python, a do jornalismo inglês, das músicas do Clash, de Sherlock Holmes, dos bombardeios alemães, do steampunk, de Oscar Wilde, da revolução industrial, dos Beatles, do Grande Incêndio, de acontecimentos, revoluções e invenções culturais e tecnológicas numa cidade cuja história se mistura com a da própria História, todos comprimidos em pequenos nomes alinhados em uma horizontal colorida no teto de um vagão de trem.

A ida à Inglaterra tinha um rumo inicial bem definido: a primeira apresentação que o Pulp fez desde que encerrou suas atividades em 2002. Jarvis Cocker concordou e sua banda voltaria no dia 3 de julho de 2011, dentro de um festival cujas outras atrações não importavam perto da importância pessoal que tinha a possibilidade de ver, ao vivo, um ídolo interpretando alguns de seus clássicos junto aos seus companheiros iniciais de banda. As férias ganharam um aspecto ainda mais lúdico à descoberta que dois dias antes o Flaming Lips encerraria um All Tomorrow’s Parties num parque num subúrbio londrino tocando nada menos que seu disco mais clássico, The Soft Bulletin. E posicionando este fim de semana de shows no meio da viagem, restou ocupar as duas semanas restantes com formas diferentes de se conhecer a capital inglesa, com direito a uma esticada rumo à capital francesa, só pra matar saudades…

Vou poupar-lhes do dia-a-dia, dos comentários sobre turismo e viagens e falar um pouco da rotina e de alguns pontos específicos da viagem que tirou o site do ar por duas semanas em posts no decorrer dos próximos dias.

“Got to be a joker he just do what he please…”

Vinteonze: A Orkutização de McLuhan

Sem pauta, voltamos à ativa inaugurando um segundo semestre cheio de novidades velhas e ideologias atemporais que confrontam o novo futurismo com a experiência enquanto meio final, juntando Elis & Tom, Spaced, omertá de mídia, vinis que custam os olhos da cara e o formato álbum, enquanto o Neu! 75 e o Impacto do Hector Costita Sexteto giravam na vitrola.

Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias – “Vinteonze #0013“ (MP3)