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Hoje na Expo Y: Alexandre Matias entrevista Tiago Dória


Depois do papo de ontem com a Bia, a Expo Y começa com uma conversa que tenho com o Tiago Dória, a partir das 14h. O assunto, com nas outras mesas da parceria da Expo Y com o o Link Estadão, continua sendo o papel da opinião em tempos digitais, só que com a Tiago, o foco será mais em mídia, jornalismo e cultura digital. Depois da Bia e do Tiago, amanhã será a vez do papo com o Carlos Merigo, sobre publicidade. Quem vai?

Beastie Boys + Santigold + Spike Jonze: o clipe de “Don’t Play No Game I Can’t Win”

Taí o clipe novo dos Beastie Boys, dirigido pelo Spike Jonze:

Spoilers pra quem ainda precisa de mais motivos pra assistir: combate na neve, paraquedas, teoria da conspiração, zumbis, esquadrão classe A, tubarão, a carreira solo de MCA, bonequinhos e o abominável homem das neves, embalados numa versão mais extensa da música que provavelmente inclui alguns remixes dela no meio.

O sapo arco-íris de Bornéu

Só pelo nome, essa pérola psicodélica merecia um post.

Mas que tal descobrir que esse bicho doido, desaparecido desde 1924, resolveu dar as caras de volta? Vi na Galileu.

Rebecca Black voltou

E “My Moment”, sua nova música, não tem 10% do carisma de “Friday”. Parece uma balada teen genérica produzida pelo David Guetta, daquelas que só as meninas que se formarem no segundo grau ouvindo isso vão se lembrar daqui a dois anos. Não entendo o que esses guitarristas estão fazendo no clipe, deve estar mostrando umas roupas pra ela, sei lá. Vai tocar um pouco, mas se não acontecer nenhuma merda no caminho, começaremos a dar adeus a ela em nosso inconsciente… Uma pena, era uma grande personagem.

Daqui a pouco começa a bater nostalgia de março de 2011.

Gimme more “Gimme More”: o clipe certo da Britney Spears

O clipe que foi lançado há dois anos era assim:

Mas eis que surge outro assado:

Sem o excesso de lens flare, com umas cenas de pole dancing mais próximas do filme pornô do que do comercial de desodorante, com outras cenas de Britney passeando pela rua ou deitada na cama e sem nenhuma cena dela loirinha, esse clipe novo é bem mais legal… Mas só deu as caras por agora… Vai saber.

Enquanto estive fora: News of the World

Essa história do News of the World, pelo visto, mal começou. O que era apenas um escândalo de jornalismo marrom invadindo privacidadesfechou um jornal centenário, derrubou executivos de diferentes redações, fez cair o segundo nome da Scotland Yard e o CEO da Dow Jones, rendeu um pedido de desculpas amarelado no fim de semana, bateu no FBI e agora temos o primeiro cadáver, do jornalista que começou a fazer as denúncias e os hackers do Lulz Sec já começaram a mexer nos sites de Murdoch, primeiro avisando que ele havia morrido. Vale conferir também a geral que o Telegraph fez nos arquivos do News of the World, apontando matérias que teriam saído de grampos telefônicos, para ver que todo mundo estava na mira do jornal: famílias de vítimas de crimes, jogadores de futebol, políticos, celebridades, a família real inglesa. Não duvide se o furdúncio de merda derrubar até o primeiro ministro inglês

Será que Rupert Murdoch cai? Não custa lembrar que foi a Fox News quem puxou toda a onda de neoconservadorismo que permitiu mutações canhestras da direita (como o Tea Party nos EUA e várias cocotas reaças de plantão espalhadas em sites, jornais e canais de TV pelo planeta)…

Vale – e muito – assistir ao depoimento de Nick Davies, jornalista do Guardian que encampou essa briga contra o magnata das comunicações a ponto de valer-lhe o apelido de “Capitão Ahab”, tamanha sua obsessão em caçar sua Moby Dick, que explica o que está acontecendo no vídeo abaixo:

Traduzo uns trechos:

“É sobre poder e sobre a forma que a elite do poder é acostumada a cuidar de si mesma. Eu acho que razoável para qualquer um perceber agora que a corporação de Murdoch tem muito poder. É claro pela forma que a polícia, a imprensa e alguns políticos automaticamente saem do caminho e dizem: ‘Não vamos causar problemas, eles podem nos machucar’. Eles já tinham muito poder antes disso tudo começar e acho que é muito improvável que seja do interesse de nossa sociedade como um todo dar ainda mais poder para essa organização”.

(…)

“Pra mim, isso não é uma história sobre jornalistas se comportando mal. É uma história sobre a elite do poder. É sobre a organização de notícias mais poderosa no mundo, sobre a polícia mais poderosa no país, sobre o partido mais poderoso no país e, em todo caso, sobre a Press Complaints Commission (órgão regulador da imprensa no Reino Unido). E sobre como todos eles espontaneamente se reuniram para tornar suas vidas mais fácil, como presumiram casualmente que a lei não valeria para eles e que era perfeitamente confortável mentir para o resto de nós, pois somos pessoas pequenas, não saberíamos que eles estavam fazendo isso. É isso que definitivamente me deixa com raiva, sobre essas presunções dessa elite do poder”

Isso está apenas começando…