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O filme mais triste de todos os tempos

Foi comprovado cientificamente, O Campeão (aquele, da Sessão da Tarde) é o filme mais triste de todos os tempos. Diz a revista do Instituto Smithsonian:

The Champ has been used in experiments to see if depressed people are more likely to cry than non-depressed people (they aren’t). It has helped determine whether people are more likely to spend money when they are sad (they are) and whether older people are more sensitive to grief than younger people (older people did report more sadness when they watched the scene). Dutch scientists used the scene when they studied the effect of sadness on people with binge eating disorders (sadness didn’t increase eating).

The story of how a mediocre movie became a good tool for scientists dates back to 1988, when Robert Levenson, a psychology professor at the University of California, Berkeley, and his graduate student, James Gross, started soliciting movie recommendations from colleagues, film critics, video store employees and movie buffs. They were trying to identify short film clips that could reliably elicit a strong emotional response in laboratory settings.

It was a harder job than the researchers expected. Instead of months, the project ended up taking years. “Everybody thinks it’s easy,” Levenson says.

Levenson and Gross, now a professor at Stanford, ended up evaluating more than 250 films and film clips. They edited the best ones into segments a few minutes long and selected 78 contenders. They screened selections of clips before groups of undergraduates, eventually surveying nearly 500 viewers on their emotional responses to what they saw on-screen.

Some film scenes were rejected because they elicited a mixture of emotions, maybe anger and sadness from a scene depicting an act of injustice, or disgust and amusement from a bathroom comedy gag. The psychologists wanted to be able to produce one predominant, intense emotion at a time. They knew that if they could do it, creating a list of films proven to generate discrete emotions in a laboratory setting would be enormously useful.

Scientists testing emotions in research subjects have resorted to a variety of techniques, including playing emotional music, exposing volunteers to hydrogen sulfide (“fart spray”) to generate disgust or asking subjects to read a series of depressing statements like “I have too many bad things in my life” or “I want to go to sleep and never wake up.” They’ve rewarded test subjects with money or cookies to study happiness or made them perform tedious and frustrating tasks to study anger.

“In the old days, we used to be able to induce fear by giving people electric shocks,” Levenson says.

E a cena, clássica indutora às lágrimas:

Leia o resto aqui.

Impressão digital #0068: Kassin e o artista do século 21

Minha coluna no 2 de domingo foi sobre o papel contínuo – e não contido – do artista no século 21, tomando Kassin como exemplo.

A estreia de Kassin
O primeiro disco, depois de muitos

Sonhando Devagar é o primeiro disco solo do músico, cantor, compositor e produtor Alexandre Kassin. É um artista com mais de 15 anos de atuação, com participação em diferentes bandas, trilhas sonoras e que tem até CDs individuais no currículo. São quase duas dezenas de discos com a marca do artista. Então por que o disco de 2011, que pode ser ouvido no site da gravadora (www.coqueiroverderecords.com/kassin/) é considerado seu primeiro trabalho solo?

Talvez porque Kassin seja um dos melhores exemplos, no Brasil, de um novo tipo de artista. Alguém que já entendeu que música, no século digital, não é produto – é processo. Por isso disco, show e canção – antes fundamentos básicos de um músico no século 20 – tornaram-se apenas algumas das peças na construção de uma carreira.

Assim, antes de lançar seu primeiro disco solo, ele já tinha alguns discos no seu nome. O primeiro deles, composto apenas com bases eletrônicas produzidas num GameBoy, foi lançado sob o nome de Artificial. Outro foi lançado sob o nome Kassin + 2, mas que não poderia ser considerado um trabalho individual, e sim do trio + 2, formado por Kassin, Moreno Veloso e Rodrigo Domenico (cada um deles lançou um disco com seu próprio nome).

Também assinou a trilha sonora do anime Michiko e Hatchin, mas preferiu não tratá-la como disco solo. Fora os discos e espetáculos que produziu, de artistas como Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Los Hermanos, Mallu Magalhães, Thalma de Freitas, Vanessa da Mata, Grupo Corpo e Terruá Pará.

O novo disco pode ser considerado sua estreia pois ele reúne os conceitos pelos quais passa desde que era só o baixista da banda Acabou La Tequila: rock e ritmos caribenhos, música eletrônica e arranjos sofisticados, ficção científica e timbres anos 80, vida doméstica e Japão. Por quase 15 anos, ele passou sua carreira reunindo referências para criar uma obra contínua, em movimento. Agora, as concentra todas em um mesmo disco, como se, só agora, começasse sua história. E talvez seja isso mesmo.

MC Sérgio Mallandro

Há quem acredite que isso é o fundo do poço.

…eu ainda acho que pode piorar.