Trabalho Sujo - Home

In Time: onde o dinheiro é tempo

Em In Time, filme novo do neo-zelandêns Andrew Niccol (de Gattaca), tempo é o novo dinheiro – e Justin Timberlake é o personagem principal. Parece massa, seguindo a média do diretor (que escreveu Truman Show, do Peter Weir, e O Terminal, do Spielberg), de volta à ficção científica depois do mico S1m0ne e de ter se recuperado com o ótimo Senhor das Armas, com o Nicolas Cage.

Amy Winehouse no Brasil, por Flávia Durante

A Frá discotecou no show da Amy no Brasil e deu um depoimento sobre a experiência para o G1.

O clima era o mais tranquilo possível. Vi o show de Amy ao lado dos músicos da Janelle Monáe e de Mayer Hawthorne, todos encantados por estarem ali. Se não fosse Amy e o resgate do soul old school originado por ela e Mark Ronson dificilmente eles teriam surgido no mapa musical (nem Adele, nem Duffy etc etc). Hawthorne chegou a tuitar: “Back to Black’ é uma das melhores músicas de nossa geração”. Quem ousa discordar?

Encontrei nos bastidores o Pinguim (Djamir), brasileiro que é roadie do CSS (Cansei de Ser Sexy), foi morar na Inglaterra e estava na equipe de Amy. Falou que ela é uma das artistas mais doces e generosas com quem ele havia trabalhado e que tratava com os músicos e equipe diretamente, não através de um produtor e empresário. Disse que construiu uma guitarra especialmente para ela e que ela ficou extremamente feliz. E que ela não era tudo aquilo de ruim que a imprensa pintava, que havia muito exagero.

Confira a íntegra no site.

Vida Fodona #291: Amy Winehouse (1983-2011)


Foto: Dave-Wood

Mais um tributo a alguém que foi embora antes da hora.

Amy Winehouse – “Back to Black”
Amy Winehouse – “Someone to Watch Over Me”
Amy Winehouse – “Do Me Good”
Amy Winehouse + Paul Weller – “I Heard it Through the Grapevine”
Amy Winehouse – “Teach Me Tonight”
Amy Winehouse – “Fuck Me Pumps”
Amy Winehouse – “Me and Mr. Jones”
Amy Winehouse – “Monkey Man”
Amy Winehouse – “Rehab (Desert Eagle Remix)”
Amy Winehouse + Mark Ronson – “Valerie”
Amy Winehouse – “It’s My Party”
Amy Winehouse – “You’re Wondering Now”
Amy Winehouse – “Addicted”
Amy Winehouse – “Procrastination”
Amy Winehouse – “You Know I’m No Good”
Amy Winehouse – “Some Unholy War (Down Tempo)”
Amy Winehouse – “Will You Still Love Tomorrow?”
Amy Winehouse – “Tears Dry on Their Own”
Amy Winehouse – “Hey Little Rich Girl”
Amy Winehouse – “Love is a Losing Game”

Venha.

M.I.A.: “Dedicada a todos os meus amigos que morreram aos 27 anos”

Oportunismo, pressa, angústia reprimida ou sincera homenagem? Escolha sua opção, mas não dá para fugir de nenhuma delas quando a Mia lança uma música dedicada aos amigos que morreram aos 27 no dia seguinte à morte de Amy Winehouse, aos 27. Vi no _M_I_A_“>Hypetrak, a letra segue abaixo:

Mia27 (MP3)

said your all mouth and no brains
all rock stars go to heaven
you said you’ll be dead at 27 seven
when we drunk in a English tavern
the owner poured you the Bourbon
and you drunk your self so rotten
so he got so rich he bought a Bentley
and moved himself to Devon

you started dirty dancing
and you bar tended a dozen
i took you to the clinic
to get you clean but you couldn’t
said in 2 days ur 27 and and ur destiny was comin
so ur papa passed so sudden
and left you with lil somin

you blew that money on a mountain of drugs
and staged your self a bed in
a month later when i popped in
your still high but the winter set in
i bought you a coffee and a muffin
and you quoted me some Lenin
i wished i was that clever
but thats what kept me coming
your friendship did mean somin
but you left me for nothin
when i left, you befriended a rope
and i saw you both were hanging.

A diferença entre um atentado da extrema direita e de um muçulmano, por Gustavo Chacra

Do blog do Chacra:

Quando um ato de terrorismo acontece no Ocidente, sei que meus amigos muçulmanos ficam torcendo desesperadamente para que o autor não seja algum seguidor da mesma religião deles. Sabem que serão associados à ação no outro dia quando forem ao trabalho, à universidade ou à academia. Alguns precisarão esconder os nomes ou adotar apelidos “americanizados”.

Esta espécie de generalização pode ser resumida em um ato de punição coletiva que recebeu destaque nesta semana nos EUA. Depois do 11 de Setembro, um americano matou duas pessoas (um muçulmano e um hindu, mas imaginava que ambos fossem seguidores do islã) e feriu outro (também muçulmano) para se “vingar” dos atentados, por mais que as vítimas nada tivessem a ver com a Al Qaeda. Nesta semana, o autor foi executado no Texas. Ironicamente, até o último minuto, o muçulmano que foi ferido por ele e os parentes das outras duas vítimas, com o apoio do Conselho das Relações Islamico-Americanas, tentaram impedir a execução do islamofóbico. Segundo eles, o assassino deveria ser perdoado pois ninguém deve ser punido com a morte. Uma aula de humanidade em uma nação desenvolvida onde ainda existe a pena capital.

Caso um muçulmano estivesse envolvido nos ataques terroristas de ontem, algumas pessoas poderiam ser alvos de revides em Oslo, como ocorreu no Texas dez anos atrás. E extrema direita da Noruega se fortaleceria justamente pelo discurso islamofóbico. Os muçulmanos seriam vistos como inimigos neste país, por mais que muitos deles sejam nascidos na Noruega, falem a língua e tenham orgulho de sua nação.

Barra.