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Impressão digital #0067: O terceiro disco de Mallu Magalhães

A minha coluna no 2 do domingo foi sobre o disco da Mallu Magalhães e a forma como ela vem o divulgando online.

Mallu ao vivo
Blogando vida e obra

“Último dia de mixagem. Terminamos Moreno do Cabelo Enroladinho e fizemos Lonely. Amanhã é o dia de refazer o que falta ou precisa. Temos uma ou duas prioridades, mas estamos contentes com o resto. Acho que estou prestes a sofrer aquela tristeza do pós-disco… Aquele vazio, aquela insegurança… Preciso arrumar o que fazer… Acho que vou inventar de gravar uns clipes.”

Assim Mallu Magalhães chega aos finalmentes de seu terceiro disco, num post em seu blog publicado na sexta passada, resumindo o dia anterior. “Dia 27 de julho de 2011… #54 em estúdio” é o título do post, um dos muitos em que, em seu site, mallumusic.com, descreve o diário da gravação do novo álbum.

Mas não apenas um diário de gravação. É o diário de Mallu. É um blog no sentido mais essencial do formato. Não são notícias, informações que poderiam render notinhas ou análises sobre qualquer conjuntura atual. São pequenas epifanias caseiras, recortes de um cotidiano íntimo, às vezes pessoal demais, que transbordam para a internet. No mesmo post em que comemora e lamenta o fim do processo de gravação, ela divaga: “Enquanto Victor (Rice, técnico de som do disco) timbrava os últimos detalhes de Moreno do Cabelo Enroladinho, eu bordava numa das aquarelas que havia pintado ontem. E um feixe de luz colorido veio banhar minha obrinha. Não demorou, Vic ficou também impressionado e sugeriu novas posições. Fotografei o tal arco-íris nos meus pés, cabeça e à minha volta. Só pode ser um bom e lindo sinal de alegria para o Pitanga.”

Muita gente torce o nariz, acha forçado, acha fake, acha bobo. “Haters gonna hate”, repete o meme-mantra da internet que pode ser traduzido como “sempre vai ter alguém que odeie”. E Mallu, coitada, sempre foi alvo desses ‘haters’. Desde que surgiu empunhando seu violãozinho aos 15 anos, cantando Dylan e Johnny Cash com sua vozinha frágil e virou um dos melhores exemplos brasileiros de uma artista que usou a internet para se estabelecer, ela é alvo de brincadeiras, chacotas, paródias e pragas. As coisas não melhoraram quando ela começou a namorar Marcelo Camelo – outro que, ainda nos Los Hermanos, cansou de ser vítima da fúria de um público xingando tudo confortavelmente nos computadores de casa. Juntos viraram motivo para piadas de toda a sorte – algumas boas, a maioria bobas. Mas não os abalou.

E, mais que isso, não abalou Mallu. Prestes a completar 19 anos, ela deixa o mesmo ar lúdico de suas letras e melodias invadir seu blog, abrindo seu coração e mente sem medo de se expor ao ridículo. Ela não bloga porque ajuda no marketing, porque o empresário pediu ou porque cai bem com o público. Não que esses motivos não existam, mas ela mantém o blog pelo mesmo motivo que faz música: é natural para ela. Portanto, como reza outro mantra online, “deal with it” (“lide com isto”).

Céu + Guilherme Arantes

E ainda no tema, olha a Céu cantando o primeiro hit de Guilherme Arantes com os arranjos do marido Gui Amabis.

Três dias no nordeste

Suspendo o Sujo até a próxima quarta-feira, pois vou passar um tempo com a família lá em cima do Brasil. Deixo um Vida Fodona, talvez linke o Link e depois da terça-feira tudo volta ao normal. Fiquem em paz e até mais.

Vida Fodona #292: Uma praia, uma família e um tempo fora

Tou esticando pra Fortal, volto na quarta.

Marina – “Fullgás”
Washed Out – “Wicked Game”
Thurston Moore – “January”
Bonifrate – “A Farsa do Futuro Enquanto Agora”
Errors – “Bridge or Cloud”
Givers – “Up Up Up”
Rafael Castro – “Manso”
Neon Indian – “Fallout”
Danger Mouse & Daniele Luppi – “The Gambling Priest”
Bo$$ in Drama – “Pure Gold”
Britney Spears – “Up’N’Down”
Uffie – “Wordy Rappinghood”
Two Door Cinema Club – “What You Know (Religion Remix)”
Mark Ronson + Amy Winehouse – “Valerie”
Cansei de Ser Sexy – “La Liberación”
Dorgas – “Fez-se Cristo”
Grimes – “Vanessa”

Shall we?

Vou discotecar na Glow in the Dark hoje

Discoteco hoje de novo na Funhouse, na ótima Glow in the Dark, também conhecida como “a festa da luz negra”. O esquema, pra quem não conhece, é simples e divertido: vá de branco (a cor da roupa também dá desconto na porta) e, lá chegando, você ganha umas canetinhas fluorescentes pra riscar tudo à vontade. Aí as luzes se apagam, liga-se a luz negra e todo mundo fica brilhando no escuro. Além de mim, que toco a partir das 0h30, também tem discotecagem dos Adverteasers, o Poms da Balada Mixta, o próprio Alex Correa (que além de organizador da festa ainda comemora seu aniversário, junto com a Helena, fotógrafa da festa) e o Péricles, também conhecido como Bo$$ in Drama. Vamo lá, vai ser altos! As coordenadas tão todas na página da festa no Feice.