Não imaginávamos que, quando eles deixaram de ser a música do futuro (por volta de 2001), eles poderiam voltar a ser ouvidos – e fazer sentido – dez anos depois, concordando com os Anonymous e os Occupy. Palmas pro Alec Empire.
Via This Isn’t Happiness.
Demorei pra ouvir (embora as referências fossem as melhores possíveis), mas tendo a concordar que esse Silva, de Vitória, é bom mesmo. Preste atenção.
Silva – “12 De Maio“ (MP3)
Cantando “Video Games”…
E por falar no Padilha, esqueci de comentar aqui como acho o Tropa de Elite 2, que chega aos cinemas norte-americanos nessa sexta, infinitamente superior ao primeiro (que parece uma pornochanchada sem sexo, só se salva pelos bordões de humor anos 70) – e assistindo ao trailer dá pra crer que o filme funcione como uma bomba-relógio sobre o papel do Brasil no novo cenário global. Como Cidade de Deus, se Tropa de Elite 2 não estourar no exterior, inevitavelmente fará crescer no inconsciente estrangeiro, bem devagar, uma nova imagem para o nosso país, frisando como a corrupção e a violência fazem parte das engrenagens básicas que mantém grande parte de nossas instituições funcionando (deixa essa merda toda sobre a Copa do Mundo começar a feder mais…). E, como o filme de Meirelles, é didático o suficiente para funcionar como apoio objetivo para futuras matérias, editoriais e memes sobre o que é o Brasil para o resto do mundo.
O que fode é essa porra de Tihuana, depõe contra toda a credibilidade do filme e consegue ser pior que a cena da rave do Matrix 2 em termos de vergonha alheia…

Foto: Guardian
Fizeram com o Cameron o mesmo que já tinham feito com o Obama e a Hillary naquele curta I’m Not Moving.