Gênio é gênio.
E por falar no Olly, o curta abaixo conta como foi a primeira exposição dele, que é um dos melhores designers do mundo hoje.
Paper Cuts rolou no primeiro semestre desse ano, em Los Angeles. Abaixo, algumas fotos tungadas do iFilm:
Cê consegue identificar todos?
Do Flickr dos Occupy.
Entrevistei certa vez o Sterling para o falecido Mais!, da Folha, apenas sobre a importância de Júlio Verne:
Verne tinha conexões muito boas com o mundo científico, especialmente entre geógrafos e exploradores. Ele pôde tornar públicas muitas tecnologias ainda incipientes, como a energia elétrica, que eram apenas curiosidades de laboratório em sua época. Muitos de seus jovens leitores ficaram tão intrigados por seus livros que se profissionalizaram em campos técnicos – desta forma, ele também agia como recrutador de profissionais técnicos.
No sábado, o Lobão reclamou em vídeo sobre o Lollapalooza:
E agora vem o Perry Farrell falar mal do Lobão na Folha:
Ah, o carinha que ficou bravo? Olha, entendo o ponto de vista dele como artista. Quando o Coachella me põe para tocar às 14h, também fico chateado, mas não falo nada porque sei que é assim que as coisas funcionam. As escalações de line-up são feitas de forma política. Sempre o nome que atrai mais gente fica por último. Vou dar um conselho a ele: grave um disco muito bom, um que todo mundo ame, e faça as pessoas quererem vê-lo ao vivo. Então, ele poderá ser headliner de um festival.
É só o novo capítulo de um livro recente: a crise do rock de gravadora, que começou com o Ultraje brigando com o Peter Gabriel e não deve terminar tão cedo. Mas é sério que é essa a discussão? Sério que o debate sobre a valorização do artista brasileiro depende das brigas de artistas com mais de trinta anos de carreira, que não fazem nada relevante há eras? Sério que eu tenho de escolher entre ficar do lado do Lobão ou do Perry Farrell? Ambos até têm importância específica para a música independentes de seus países quando usaram seu estrelato para canalizar safras inteiras de artistas (com a criação do Lollapalooza e com a revista Outracoisa, respectivamente), mas esse bate-boca só alimenta uma ladainha que, convenhamos, não vai dar em nada, além dessa comparação de egos.
Fala sério: o nível da discussão tem que ser melhor do que esse. E o problema é só o nível do embate – a discussão. Trocar farpas, argumentos e palavras virou regra de quem se dispõe a falar em público (seja online, na TV, no jornal ou na mesa de bar) e todo mundo tem que ter opinião sobre qualquer assunto, como se fosse possível mudar opiniões alheias com alguns poucos minutos de pregação. Inevitável lembrar do cartum do Arnaldo:
Tire Caetano da piada e ela segue intacta. É como se todo mundo que tivesse nem que seja só uma conta no Twitter se dispusesse a virar um polemista de plantão e cuspisse toda a verborragia que lhe for necessário para se parecer esperto. Há abutres salivando à menor fagulha hipster ou hype, mas essa patrulha contra tudo é um fenômeno muito mais presente e mais pentelho do que o deslumbre por qualquer modinha da vez.
Enquanto isso, só pro papo continuar na música, uma geração inteira de artistas não tá muito preocupada em escalação de megafestival ou se vão ser colocados pra tocar antes ou depois de quem – e segue fazendo seu trabalho, diariamente, sem se preocupar com esse tipo de posicionamento…
Falar é fácil.
Parece um aparelho digestivo que criou vida…
Ninguém pediu, mas aí vai ela de novo.
E por falar em polvo, vem aí mais uma edição especial de um dos livros que definiram a ficção científica: 20.000 Léguas Submarinas, de Júlio Verne, é reeditado no Brasil em edição tida como definitiva – e com as ilustrações da edição original, de Alphonse de Neuville e Édouard Riou…
Vi no site da Cult.