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Os Xx reunidos num mesmo palco em 2025!

Embora gravando o sucessor de seu terceiro álbum, I See You (2017), desde o ano passado, os três integrantes do Xx não sobem juntos ao mesmo palco desde o último show que fizeram em 2018, em Nova York – até este fim de semana. Porque durante a apresentação do produtor Jamie Xx no novíssimo festival londrino Lido, que encerrou o sábado realizado com sua curadoria (que ainda contou com Arca, Todd Edwards, Sampha, Panda Bear e o show solo de sua companheira de banda Romy), ele recebeu não apenas Romy como o terceiro integrante do grupo, Oliver Slim, para tocar pela primeira vez juntos a música de seu ótimo disco do ano passado, In Waves, que ele dividiu com seus companheiros de banda, “Waited All Night”, logo depois de ter primeiro chamado Oliver para dividir sua “GMT” e depois Romy para cantar “See Saw”. Os sorrisos e o abraço que os três deram ao final da música que fizeram juntos mostram que eles estão prontos para encarar o mundo mais uma vez com sua banda original, que faz falta no cenário musical desta década.

Assista abaixo:  

Olivia Rodrigo ♥ David Byrne

Olivia Rodrigo foi outra fã que chamou um ídolo para seu palco neste fim de semana, quando chamou ninguém menos que David Byrne para acompanhá-la em uma versão de “Burning Down the House” dos Talking Heads ao encerrar o segundo dia do festival nova-iorquino Governor’s Ball, neste sábado, com direito a coreografias e tudo mais. E isso só faz reforçar a sensação de que os Talking Heads estão preparando terreno para algo maior que apenas o clipe que anunciaram na semana passada.

Assista abaixo:  

Air ♥ Charli XCX

E por falar na Charli, imagine que você está curtindo o show do Air e lamentando que eles não chamam vocalistas para cantar as melodias de algumas de suas músicas específicas até que, logo quando o vocal de “Cherry Blossom Girl” vai entrar, ninguém menos que a própria Charli XCX sobe ao palco para acompanhar a dupla francesa. Foi isso que aconteceu neste sábado, durante a participação do grupo no festival parisiense We Love Green. Imagina!

Assista abaixo:  

Bruce Springsteen ♥ Paul McCartney

Por incrível que pareça, Bruce Springsteen tocou pela primeira vez em sua carreira em Liverpool, na Inglaterra, neste sábado – e para celebrar a ocasião convidou ninguém menos que o principal cidadão vivo desta cidade para participar de seu show. Não é a primeira vez que Paul McCartney sobe ao mesmo palco que Bruce, mas é muito legal ver a animação do boss norte-americano tocando “Can’t Buy Me Love” junto com seu ídolo inglês (bem como ver Steven Van Zandt tocando o que talvez deva ter sido um dos primeiros solos de guitarra que aprendeu na vida).

Assista abaixo:  

Um ano de Maria Esmeralda

Outro discaço do ano passado que está completando um ano este mês de junho é o Maria Esmeralda feito pelos paulistanos Thalin, Cravinhos, VCR Slim, Pirlo e Iloveyoulangelo. Aproveitando o aniversário, o próprio Thalin compartilhou em seus stories tanto a primeira versão da capa do disco como as demos e gravações originais de algumas músicas do disco.

Confira abaixo:  

Brat forever <3

Neste sábado, Charli XCX comemorou os 365 dias de Brat espalhando fotos de murais verde-limão pintados em cidades diferentes com o texto “forever <3” no lugar do título de seu álbum-marco ao mesmo tempo em que lançou uma versão zine do disco – incluindo dois CDs com o álbum original e seu disco de remixes – em uma brochura de 84 páginas vendida apenas em seu site em edição limitada, além de compartilhar versões demo de quatro faixas do disco (“360”, “Club Classics”, Sympathy is a Knife” e “Von Dutch”, esta última ainda sem letra, cantada num inglês meio enrolônico) na conta fechada que criou no Instagram na época do lançamento do álbum, o que abriu uma discussão entre os fãs que talvez teríamos um terceiro disco de Brat – com as demos do disco – engatilhado para sair quando menos esperarmos.

Veja mais imagens abaixo:  

O que acontece quando se junta o Thurston Moore com o Napalm Death para tocar uma versão de Ramones

Dois expoentes do barulho extremo – cada um à sua maneira – uniram suas forças para celebrar um de seus artistas favoritos, quando o grupo Napalm Death recebeu o eterno sonic youth Thurston Moore para participar de um tributo aos Ramones organizado pelo engenheiro de som ítalo-suíço Marc Urselli para a série Redux, organizada pela gravadora nova-iorquina Magnetic Eye. O resultado é uma versão fulminante com pouco mais de um minuto para o clássico “Now I Wanna Sniff Some Glue”, eternizado pelo grupo de Nova York em seu primeiro disco homônimo. Aperte os cintos e se segura!

Ouça abaixo:  

Segura a novíssima geração!

Na sexta-feira tivemos mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma com uma estreia que valeu por duas, afinal da banda Boia, formada na Unicamp por estudantes de música, não fez apenas seu primeiro show na festa como aquele foi seu primeiríssimo show da vida. Surgida a partir da parceria do violonista Leo Bergamini com a vocalista Luli Mello, a banda surgiu a partir da própria república, uma vez que quatro de seus integrantes moram na mesma casa – e os dois que não moram são vizinhos – em Barão Geraldo, distrito de Campinas onde fica a Unicamp. A convivência constante traduziu-se muito bem no palco e ao lado do flautista e saxofonista Renato Quirino, do guitarrista Murilo Costa Rosa, do baixista Murilo Kushi e do baterista João Decco, os dois dominaram a abertura da noite com um repertório autoral baseado nas canções de Leo e Luli, esta um colosso no palco, tanto em termos de voz quanto de carisma. A banda inteira esmerilha no território do jazz brasileiro mas sem cair na caretice típica das faculdades de música e seu entrosamento de casa os coloca num lugar em que podem embalar versões de Moacir Santos e Hermeto Pascoal sem perder o frescor nem o groove. Uma estreia e tanto de uma banda que tem tudo pra crescer bem esse ano.

Depois foi a vez do Saravá e o trio formato por Joni (guitarra), Roberth Nelson (baixo) e Antonio Ito (bateria) também mostrou que não está pra brincadeira, fazendo o rock clássico e o indie rock conversarem como se fossem da mesma geração. Três instrumentistas de peso, passearam pelo repertório já estabelecido em dezenas de shows pela cidade e mostraram músicas novas, além de recuperar um trecho do show que haviam abandonado, quando se entregavam ao improviso elétrico, meio psicodélico meio jazz, no número que batizam adequadamente de “Fritação”. É outra banda que está criando uma ótima casca e já tem uma reputação, ainda que nova, dentro da nova cena paulistana – que não para de ferver!

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