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Vintedoze: A mudança é a regra

Alexandre Matias, Ronaldo Evangelista, Renata Simões, a discussões online, Esta Vida Puta e All Watched Over by Machines of Loving Grace.


Alexandre Matias & Ronaldo Evangelista (feat. Renata Simões) – “Vintedoze #03” (MP3)

E aqui vai a lista de referências: • Exposicao Miles DavisSherlock do Robert Downey Jr.TintimLuiza Está no CanadáPinterestClarisse LispectorDicas da VovóScarlett JohannsonDouglas CouplandGmail antibêbadosCentury of the SelfSteven JohnsonAll Watched Over by Machines of Loving GraceA Flecha de Deus, Chinua AchebeTintim nu no CongoA Visit from the Goon SquadLa Cumbuca (o outro site do Túlio) • Fita BrutaR.G. • “O pai da cracolândia” • Esta Puta VidaO que é o quê

“People don’t dance no more…”

Rapture
Cine Joia @ São Paulo
25 de janeiro de 2012


“House of Jealous Lovers”

Que show foda foi esse do Rapture, no dia do aniversário de São Paulo. Nem o calor e o som (ainda) embolado do Cine Joia foram suficientes para apagar o excesso de adrenalina feliz que a banda nova-iorquina injetou num público naturalmente empolgado, mostrando que a evolução de clone do Cure rumo a uma abordagem mais séria da dance music erguessem a banda a um posto como uma espécie de reserva do LCD Soundsystem na seleção deste novo rock do século 21. Não é pouco.

Ainda mais quando se leva em consideração que um dos integrantes toca sax – e caminha pelo palco tocando o sax, como num clipe dos anos 80 (faltou o keytar, mas tudo bem). E quando os quatro colocaram para funcionar músicas que não foram feitas para a pista – “Sail Away”, “Children”, “Come Back to Me”, “Never Die Again” e a faixa-título do terceiro álbum da banda, In The Grace of Your Love -, o show voltava a ser uma apresentação de rock moderno, sem os clichês ou chavões que a tempos contaminam a versão tradicional do gênero. Até os ecos de Cure ressurgiam nos timbres de guitarra ou nas linhas de baixo, mas bem diluídos pelos beats que deram o tom da noite.

Mas houve momentos em que público e banda se envolviam num uníssono de vozes e energia, que tornaram o show memorável – como em “House of Jealous Lovers”, “Get Myself Into It”, “W.A.Y.U.H.” e “How Deep is Your Love”, esta última estrategicamente tocada no final de forma a deixar claro sua função na atual fase da banda. O resultado foi um público fatigado e sorridente, suado e sem acreditar direito no que havia acabado de acontecer no palco. E ao ver os rostos dos músicos, a impressão era que havia reciprocidade no sentimento. Imagina isso no Rio…

Abaixo, alguns vídeos que fiz do show: