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R2D2 à brasileira

Sim, essa novela, Transas e Caretas, tem quase 30 anos – e você tá velho mesmo, se lembra dela…

Hoje no Prata da Casa: Sambanzo

Hoje o Thiago França apresenta seu Sambanzo no Prata da Casa numa noite que promete ser histórica! Se você não sabe o que é Sambanzo, se liga no vídeo abaixo ou no disco em si, que ele acabou de colocar inteirinho pra download… Abaixo, o texto que escrevi na apresentação do projeto:

Thiago França está em todas – seja com seu grupo de jazz MarginalS ou tocando com o Criolo, com a Céu e tantos outros da nova cena paulistana, o saxofonista vem trilhando um caminho interessante e particularmente autoral, caso raro quando falamos de um instrumentista de sopro, acima de tudo no Brasil. Ímpeto bandeirante e alma selvagem, Thiago vem aos poucos desbravando uma África musical que vai muito além do afro beat tão em voga. E começou a registrar essa jornada no ano passado, ao unir-se a Kiko Dinucci e Juçara Marçal no disco Metá Metá. Mas a saga prossegue em 2012 – e mais a fundo rumo ao coração desta africanidade – quando ele nos apresenta ao Sambanzo, uma expedição formada por Kiko, Samba Sam e Welington Moreira e liderada pelo sax intenso e livre de Thiago, que usa-o para abrir caminho para uma base rítmica específica e persistente, conduzindo o público a um transe de groove e harmonias. E o disco de estreia da banda está para ser lançado ainda este semestre.

Max B.O. no Prata da Casa 2012

Semana passada não pude assistir a todo o show do Max B.O. no Prata da Casa porque tinha de entrar cedaço no hospital no dia seguinte (nada grave, mas enfim), mas em momento algum tive dúvida de seu desempenho na noite. Conheço Max de outros carnavais e metade da graça de seu show está no fato de ele encarnar o proverbial “mestre de cerimônias” da genealogia hip hop – não é apenas um MC disparando rimas, mas um showman que domina o público com seu canto-fala. E mesmo que tenha transformado seu show em uma oportunidade de apresentar os amigos (Lívia Cruz cantou sozinha após o dueto com Max e a banda de apoio de todo o show, Os Opalas, tiveram duas músicas inteiras à disposição – eu achei bem fraco), não deixou a bola cair quando o microfone passava para sua mão, desfilando todas as músicas de seu primeiro disco de estréia, Ensaio, do ano passado. Fiz uns vídeos aí embaixo, saca só:

 

O trailer de On the Road, de Walter Salles

Podem falar o que quiser, mas sigo otimista: o fato de uma geração inteira talvez parar de ler Crepúsculo para começar a ler Kerouac já é motivo suficiente para festejar Walter Salles. E, pelo trailer, o filme não parece estar longe da proposta do livro, hein…