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Blur no Brasil em 2012?

Lúcio que veio com esse papo, que a banda de Damon Albarn baixaria por aqui no segundo semestre… O Blur seria um nome perfeito pra desintoxicar o Terra do risco de virar um festival pop (depois das expectativas criadas a partir da venda de ingressos a jato, depois do anúncio dos Strokes, no ano passado) e retomar suas raízes indies que o tornam um festival tão particular no cenário brasileiro. Mas embora o Blur seja apenas um dos nomes que podem exercer esse poder – Pulp, Suede, My Bloody Valentine, Wilco e Spiritualized são outros fáceis de se encaixar neste perfil -, ele é certamente o nome mais reconhecível pelo público não-indie.

É só torcer pra não ser no SWU, que aí é difícil…

Abaixo, a música nova que o grupo já apresentou como parte do material inédito que irá lançar ainda este ano.

Dedos cruzados.

Damon Albarn + Flea + Tony Allen = Rocket Juice & the Moon

E por falar no Damon, o disco de seu projeto mais ambicioso atualmente – o trio Rocket Juice & the Moon, com Flea no baixo e Tony Allen na batera -, aos poucos começa dar as caras. A linda “Poison” você já conhece – e foi minha música favorita do ano passado. Saca só:

Agora surgem outras faixas do disco que vaza daqui a pouco. A primeira foi essa colaboração com a Erykah Badu, “Hey Shooter”:

…depois trechos curtos de outras faixas, como outra com Badu, “Manuela”:

…”1-2-3-4-5-6″…

…”Leave-Taking”…

…e “Forward Sweep”.

Parece que vem bem…

“Nos galhos secos de uma árvore qualquer…”

Galhos secos? Banda Êxodus? Não estranhe: você conhece essa música. Aperte play e cante junto.

Nos galhos secos de uma árvore qualquer,
Onde ninguém jamais,
Pudesse imaginar;
O criador vê uma flor a brotar,
Olhai, olhai, olhai,
Os lírios cresceram no campo,
E o Senhor nosso Deus,
Os tem alimentado para nossa alegria,
Para a nossa alegria, para nossa alegria

Hoje no Prata da Casa: Dona Cila do Coco

E encerrando o segundo mês da minha curadoria no Prata da Casa, tenho o prazer de apresentar uma mestra de um gênero – Dona Cila do Coco vai comandar o baile na choperia nessa terça – e promete ser memorável. Abaixo, o texto que escrevi apresentando-a para o projeto:

Cecília Maria de Oliveira é dessas lendas vivas da música nordestina. Com quase 80 anos e há décadas carregando o cetro do coco, ela só tem um disco lançado. Mas isso é secundário em sua carreira, pois o coco – um dos gêneros tradicionais mais antigos da cultura pernambucano e um dos poucos que já ultrapassa mais de um século de tradição – pertence a um universo necessariamente oral e qualquer tentativa de capturar seu espetáculo acústico de ritmo e melodia falha, justamente por perder a essência viva da tradição que a nobre senhora representa. Sua presença é o carisma personificado e a força intensa do seu cantar – familiar e expansivo ao mesmo tempo – conduz o público a uma utopia pré-industrial, de estrada de terra batida e lampiões a gás. Um espetáculo esplendoroso e enraizado, forte, feminino e doce, que parece tocar a apresentação como uma conversa de comadres, mas que aponta para o sublime.

Marina Vello + Adriano Cintra = Madrid

E o tal My Dirty Fingers – parceria da Marina (ex-Bonde do Rolê) com o Adriano (ex-Cansei de Ser Sexy) – evoluiu para o Madrid (acrônimo dos dois nomes, sacou?) – e, com a mudança, uma nova vertente, menos despretensiosa que o que ouvimos anteriormente, com Adriano voltando para o piano, que não toca desde os tempos do Ultrasom. Promete.

Lana Del Rey x RAC

Mais um remix da nossa querida Lana… E os caras do RAC não brincam em serviço.