Mais uma sexta-feira, mais uma noite de acabação feliz, desta vez com os préstimos da minha querida Babee, que me ajudou a demolir pernas, quadris, corações e mentes no subsolo do Alberta – sente o drama nas fotos da Bárbara abaixo. Para a sexta que vem, convoquei a Betania Garib para esquentar a pistinha. Pode ir separando espaço na agenda!
Capa do Clowes, textos da Jennifer Egan, Anthony Burgess, Ray Bradbury, William Gibson e Margareth Atwood. Coisa fina.
Você já parou pra acompanhar o trabalho da Claire Boucher? A Toti desdenhou quando me viu comentando uma de suas qualidades (a completa autonomia) e depois parou para prestar atenção melhor e fez um post mea culpa que funciona como uma boa introdução para o trabalho da garota, leia lá.
A Flávia me mandou esse vídeo que reflete bem o clima e a vibração no festival da Cultura Inglesa, que rolou domingo passado no Parque da Independência. Olha que incrível:
O outro abaixo eu fiz no comecinho de “Do You Want To”, quando tiraram os fotógrafos do fosso depois da tradicional permissão para filmar as primeiras músicas.
Quem conseguiu chegar no Parque cedo até pode ter pegado fila, mas entrou e teve um domingo sensacional. O caos do lado de fora (deu no NME) é reflexo da forma como a polícia de São Paulo tem tratado eventos em locais públicos (que o Camilo tão bem abordou em um post no Bate-Estaca) e se há algo a lamentar é isso. Mas de qualquer forma, queria saber a opinião de quem foi – não de quem ficou no Twitter ou no Facebook acompanhando apenas por hashtags e hipérboles. Queria juntar os comentários todos num só post, por isso comentem aqui (onde também tem o vídeo com as tais primeiras três músicas do show dos caras, uma delas do disco novo, que sai em breve).
É impressão minha ou rola mais um constrangimento que orgulho na cara do homenageado?
“O que é que eu tou fazendo aqui…”
“Valeu, aê”
Vai brincando…
Roots e moderno ao mesmo tempo, o pernambucano Caçapa fez um dos grandes discos de 2011 sobrepondo camadas de violas e percussão que ecoam uma tradição secular e o modernismo minimalista. Você já sabe como funciona o esquema do Prata: os shows, de graça, começam às 21h na choperia do Sesc Pompéia e os ingressos podem ser retirados uma hora antes do show. Abaixo, o texto que escrevi para o show desta semana:
Caçula na geração do mangue beat, o pernambucano Rodrigo Caçapa fez o caminho inverso da Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A, que colocaram o maracatu no mesmo mapa pop mundial que contemplava o punk inglês, o rock americano, o afro-beat e a música eletrônica. Caçapa foi influenciado tanto pelo rock estrangeiro que ouvia quando era adolescente pelas aulas de música erudita que teve quando começou a estudar violão e pela música tradicional de seu estado de origem. Depois de 15 anos atuando como músico e produtor profissional, ele finalmente lançou seu disco solo no ano passado. Elefantes na Rua Nova tem forte ênfase na música de raiz instrumental mas sem deixar suas referências extrapernambucanas de fora. No comando de violas e bombos de 10 e 12 cordas – e o auxílio luxuoso de Hugo Lins no violão baixo e Alessandra Leão no pandeiro e no ganzá -, ele conduz o ouvinte a um universo rural e sertanejo mas irreversivelmente moderno, mesmo que não transpareça à primeira audição.