Trabalho Sujo - Home

Dua Lipa ♥ AC/DC

E a Dua Lipa que começou a turnê de seu disco Radical Optimism nesta segunda-feira em Melbourne, na Austrália, chutando a porta ao homenagear os heróis locais AC/DC numa versão bem foda de “Highway to Hell”? Se ela continuar nesse rumo, essa turnê vai render mais que o disco… Assista abaixo:  

Djonga ♥ Milton Nascimento

Neste ano, Djonga retomou sua tradição de lançar discos no dia 13 de março (iniciada em 2017 e interrompida em 2021) quando pintou com Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!, que entre suas doze faixas traz parcerias com Samuel Rosa, Dora Morelenbaum, Coyote Beatz, Rapaz do Dread e sample de Los Hermanos (“Último Romance” abre “Melhor que Ontem”), mas a joia da coroa do novo álbum do rapper belorizontino é a participação do sumo pontífice da mineirice Milton Nascimento, que canta o refrão de “Demoro a Dormir”, música que ainda cita o filme Ainda Estou Aqui:

“Tipo, assisti e achei triste Ainda Estou Aqui
Mas não fiquei surpreso com Ainda Estou Aqui
Já que se eu olho da janela ainda tão ali
E ces tão daí jurando que eles não tão mais aqui”

Muito bom.

Ouça a faixa abaixo:  

Desaniversário | 15.3.2025

Chamou chamou? Neste sábado tem mais uma Desaniversário pra gente se acabar de dançar ali no Bubu. Mais uma vez, eu, Clarice, Claudinho e Camila nos reunimos para outra festa daquelas que a gente nem vê o tempo passar enquanto clássicos de todas as épocas – inclusive os de agora – transformando o restaurante do Pacaembu na nossa pista afetiva – que sempre começa cedo, às 19h, para acabar lá pela meia-noite e todo mundo voltar pra casa são e salvo. O Bubu fica na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/nº) e a festa começa a aquecer logo cedo… Vem dançar com a gente!

A próxima geração tá vindo!

Nesta sexta-feira teve mais um Inferninho Trabalho Sujo no Redoma e as bandas que compareceram desta vez são ainda mais novas que as que frequentam os palcos nesses quase dois anos de festa para revelar novos talentos que venho fazendo desde 2023. A Sinko, que abriu a noite, por exemplo, aproveitou a oportunidade para lançar a nova identidade, abandonando o antigo nome Maçonaria do Samba, e apesar da pouca idade mostraram que não brincam em serviço, misturando rock pesado e música brasileira com desenvoltura de palco que o quinteto formado por Alê Kodama na guitarra, Leon no baixo, Frede Kipnis na guitarra, Jão Mantovas na bateria e Maria Antônia nos vocais. O ataque da banda pode ser resumido nas duas versões que puxaram depois que o público pediu bis, subindo novamente no palco para cantar “Dê um Rolê” dos Novos Baianos e “Killing in the Name” do Rage Against the Machine. Tem futuro!

Depois do Sinko foi a vez do Saravá subir no palco do Inferninho Trabalho Sujo dessa sexta-feira, no Redoma, e o trio formado por Joni (guitarra e vocal), Roberth Nelson (baixo e vocal) e Antonio Ito (bateria) está prontinho para se tornar a próxima grande banda da cena de São Paulo. Nitidamente influenciados pela fase clássica d’O Terno (antes do trio liderado por Tim Bernardes virar MPB), eles conseguem expandir ainda o espectro do indie rock paulistano para a nova década, mesclando os elementos clássicos (como psicodelia, rock tropicalista e rock clássico) com outras referências musicais menos sessentistas. E além de convidar a irmã do vocalista Joni para participar de uma música, encerraram com um bis atropelado por um problema de cabos (que o grupo tirou de letra) em que voltaram a uma de suas músicas mais antigas. A próxima geração tá vindo!

#inferninhotrabalhosujo #sarava #sinko #redoma #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2025shows 037 e 038

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Saravá e Sinko

Agora que o ano começou, que tal puxar um Inferninho Trabalho Sujo com bandas novíssimas? É o que acontece nessa sexta-feira, dia 14, quando mais uma vez trago a festa para o Redoma Club ali no Bixiga (Rua Treze de Maio, 825A), quando reúno as bandas Saravá e Sinko, que estão começando a despontar aqui em São Paulo, misturando rock clássico, indie rock e música brasileira reforçando a tendência característica das novas bandas desta década. E eu discoteco antes, entre e depois dos shows. Comprando antes o ingresso o preço é mais barato, vamos lá?

Mais uma vez no Sabe Som

Thiago ressuscitou seu podcast Sabe Som?, que agora está hospedado na rede Brasil de Fato, e me convidou para participar mais uma vez do programa, fazendo um balanço do que aconteceu na música de 2020 pra cá e me pedindo para levantar os discos que considero os mais importantes lançados neste período. Abaixo deixo tanto o link pra quem quiser ouvir o programa no Spotify – em breve deve ter uma versão no YouTube – quanto ler a matéria que escreveram no site sobre a minha participação no programa.  

E a Clairo cantou pela primeira vez “Steeeam” ao vivo

A turnê internacional de Clairo passou nesta quinta-feira por Londres, onde a cantora norte-americana disse que mostraria uma surpresa – e esta aconteceu quando ela cantou pela primeira vez ao vivo a música “Steeeam”, um dos dois singles que seu grupo Shelly, que montou durante a pandemia com a artista indie Claud e dois amigos de faculdade, Josh Mehling and Noa Frances Getzug. Sempre uma beleza:  

A sétima temporada de Black Mirror

O mundo anda tão bizarro que o anúncio da nova temporada de Black Mirror, normalmente um momento de calafrios e desconfortos causados por uma ficção científica incomodamente próxima da nossa realidade, passou quase sem repercussão. Mas o fato é que a antologia de paranoias cogitadas pelo inglês Charlie Brooker mostra mais uma leva de seus episódios – a sétima – com direito à continuação do clássico capítulo U.S.S. Callister, da quarta temporada, paródia da série Jornada nas Estrelas em que o criador de um jogo online cria uma nave espacial naquele universo em que ele pode tripudiar de clones digitais de seus colegas de trabalho. A nova temporada de Black Mirror estreia no dia 10 de abril e terá seis episódios. Entre os atores que participarão desta temporada estão nomes como Paul Giamatti, Awkwafina, Issa Rae, Peter Capaldi, Rashida Jones, Cristin Milioti e Tracee Ellis Ross. Assista ao trailer abaixo:  

O novo mundo de Arnaldo Antunes

Eis a capa do novo disco de Arnaldo Antunes, Novo Mundo, que será lançado na próxima semana e é o primeiro que o compositor paulistano lança pelo selo Risco, casa de artistas como Ana Frango Elétrico, Maria Beraldo e Luiza Lian, consagrando a gravadora independente como um dos principais nomes desta cena ao fisgar um artista de tal proporção. O disco, produzido por Pupillo, conta com participações de David Byrne, de Ana Frango Elétrico, de Marisa Monte, de Vandal e com uma parceria póstuma com o saudoso Erasmo Carlos, é o primeiro disco de inéditas do compositor desde 2000 e vem coroar a ótima fase que ele atravessa desde antes da pandemia, quando lançou o disco de protesto O Real Resiste (que ganhou outra dimensão com o tragédia daquele ano, num show feito pela internet), seguido da festejada parceria com o pianista pernambucano Vítor Araújo, no projeto Lágrimas no Mar, e com a já histórica volta de seu grupo original, os Titãs. Veja abaixo o nome das faixas e as participações de cada canção:  

E tudo se expande no final do século

Retomamos eu e Pérola nesta quarta-feira o curso Bibliografia da Música Brasileira que estamos ministrando no Sesc Pinheiros e depois de falar da genealogia da MPB, chegamos ao final do século 20, quando o rock brasileiro dos anos 80 inicia um processo de descentralização da música do país que ecoa em outras praças e outros gêneros musicais, como a axé music de Salvador, o sertanejo do interior do país, a lambada de Belém do Pará e a música eletrônica, o rap e o pagode paulistano, que aos poucos preparam o terreno para a expansão ainda maior, que acontece a partir da chegada da internet, assunto para a próxima aula, a última deste curso. (📷: @onlyfarelos)

#bibliografiadamusicabrasileira #sescpinheiros