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Impressão digital #108: O dia em que minha conta do Facebook foi desativada

Minha coluna na edição desta semana do Link foi sobre como desativaram minha conta no Facebook.

O dia em que minha conta do Facebook foi desativada
Estamos às vésperas de um êxodo em massa do Facebookistão?

Sexta passada acordei, li o jornal, tomei café e liguei o computador. Abri meu e-mail e, quando comecei a abrir as abas subsequentes para continuar minha rotina matutina dentro da rede, um aviso a interrompeu: “A sua conta do Facebook foi suspensa”.

Um microssegundo de pânico (“Minhas fotos! Minhas mensagens! Meus contatos!”) foi seguido de um longo segundo de paz (“Imagine não ter que me preocupar mais com o Facebook…”). Enquanto a metade mecânica do meu cérebro abria novas abas para buscar “Como recuperar minha conta no Facebook” em fóruns específicos, a outra, a racional, procurava pelo telefone da assessoria de imprensa da rede social ao mesmo tempo em que eu pensava em você, caro leitor do caderno que edito, que pode passar por uma situação semelhante sem saber a quem recorrer.

Porque nem sequer há um e-mail para quem você possa mandar sua reclamação. O máximo que dá para fazer é acessar a página facebook.com/help e ver o que é que você pode ter feito para ter a conta suspensa. Milhares de perfis do Facebook são suspensos ou bloqueados diariamente pelos motivos mais diversos: os usuários infringem direitos autorais, publicam conteúdo impróprio ou tentam se passar por pessoas que não são. Outra possibilidade de ser defenestrado da rede social – ou ter algumas funções do perfil desabilitadas – é a falta de noção ao usar ferramentas básicas do site. Quem adiciona centenas de amigos no mesmo dia, publica fotos ininterruptamente ou convida desconhecidos para participar de grupos, por exemplo, pode ter desativado o recurso que usou sem parcimônia.

E enquanto tentava descobrir como fazer para minha conta voltar a funcionar (e em todas as dificuldades que alguém que não tenha contato direto com a equipe do site poderia passar), fiquei pensando que este tipo de atitude pode acabar frustrando o usuário casual.

Motivos para deixar o Facebook – como motivos para permanecer lá – não faltam. O site é constantemente acusado de utilizar informações valiosas sobre cada um de nós para transformar-se num negócio bastante lucrativo – isso sem contar as teorias de conspiração que acusam a rede social de ser uma máquina de espionagem governamental. Mas não chegamos àquela fase que aconteceu logo depois do auge do Orkut no Brasil, antes da tal “orkutização”, quando centenas de usuários da primeira rede social do Google resolveram cometer o que foi batizado, à época, de “orkuticídio”.

Mas os números de crescimento do Facebook vêm diminuindo. A rede passou os 800 milhões de cadastrados no final de 2011 e levou quase seis meses para atingir os 900 milhões de usuários que ainda não foram oficializados em comunicado, apenas nas especulações que precederam sua abertura de capital na Nasdaq.

E os casos de contas desativadas, por motivos diferentes, vêm aumentando. E se eu, que me encaixo na categoria hard user da rede social, pensei na possibilidade de uma vida sem Facebook, imagine quem entrou na rede porque os amigos insistiram (“todo mundo está lá!”) ou porque se sentiram por fora, mesmo sem ter intimidade com o meio digital…

Steve Coll, jornalista da revista norte-americana New Yorker, nem precisou passar pelo perrengue que passei para decidir deixar a rede social. No artigo “Deixando o Facebookistão”, ele explica a série de motivos que o fizeram abandonar o site e conta que, ao encontrar o botão escondido que permite desativar a sua conta, foi perguntado sobre os motivos da saída. Não encontrou as alternativas reais que motivaram sua desistência (sugeriu “regras cidadãs inadequadas” e “dúvidas sobre governança corporativa”) e escolheu a que mais se encaixa com sua insatisfação: “Eu não me sinto seguro no Facebook”.

No início da tarde de sexta-feira, uma mensagem chegou ao meu e-mail dizendo que minha conta havia sido desativada “por engano”. Vai entender… Mas não duvide se começarmos a ver, até o fim do ano, um êxodo massivo da maior rede social do mundo.

Adam Horowitz fala sobre Adam Yauch

David Frickle entrevistou um dos dois beastie boys vivos sobre o que acabou de morrer, na Rolling Stone:

“My wife is like, ‘I want to make sure you’re getting it out.’ But then I’m walking the dog and I’ll start crying on the street.” Horovitz shook his head wearily. “It’s pretty fucking crazy.”

Yauch was the oldest of the Beastie Boys. Was he a leader in the early days?
Yauch was in charge. He was smarter, more organized. In a group of friends, you all come up with stupid shit to do. But you never do it. With Yauch, it got done. He had that extra drive to see things through. We each had our roles. One of his was the make-it-happen person.
I’d be like, “We should take these pictures where we’re dressed as undercover cops. That would be funny.” But Adam was really into movies. So we made a whole video of that [“Sabotage”]. It wasn’t just a nice picture for us to have.

What was Yauch’s musical role in the Beastie Boys?
He was a really good bass player. He loved Daryl [Jennifer] of the Bad Brains. And he could sound like that. When we met [producer-musician] Mark Nishita, he and Adam would talk all this musical shit: “You should go up a fifth here.” I’d be like, “Tell me where to put my fingers, and I’ll play that for four minutes.”
Adam was the Techno Wiz – that’s what me, Mike and Rick [Rubin] called him. I went to his apartment in Brooklyn once. He had a reel-to-reel tape recorder, and he had strung the tape all over the place – through the kitchen, around chairs. He was cutting up this Led Zeppelin beat, playing it over and over. I was like, “How did you figure that out?” He said, “I heard Sly Stone did that.”

A entrevista continua lá no site da revista.

Vida Fodona #330: É inspirador

Solzinho providencial pede um Vida Fodona vintage.

Rita Lee & Tutti Frutti – “Cartão Postal”
Carole King – “I Feel the Earth Move”
Cure – “Lullaby”
Spiritualized – “Ladies & Gentlemen We’re Floating in Space”
Badly Drawn Boy – “Pissing in the Wind”
Girls – “Vomit”
Wilco – “Impossible Germany”
Kavinsky + Lovefoxxx – “Night Call”
Daft Punk – “Make Love”
Queen – “Don’t Stop Me Now”
Bobby Womack – “Across 110th Street”
Van Morrison – “Astral Weeks”
Doors – “The Soft Parade”
Neutral Milk Hotel – “Oh Comely”

Vem aqui.

Aquele silêncio constrangedor…

…e por falar em pornografia, o clipe novo do Bad Lamps reúne cenas de filmes pornô (clássico ou novíssimo) antes das de sexo explícito e cogita uma casualidade que, mesmo com o tema sexualidade escancarado, parece refletir uma certa ingenuidade tensa, a versão pornô daquele silêncio constrangedor antes de chegar lá. E isso até melhora a fragilidade da música original…