E a atração que abre o segundo semestre da minha curadoria no Prata da Casa do Sesc Pompéia é o Madrid – projeto do Adriano e da Marina depois que deixaram suas bandas anteriores (o Cansei e o Bonde, respectivamente). O esquema do Prata você já sabe: chega às 20h para pegar o ingresso (que é gratuito) e o show começa uma hora depois. Abaixo o texto que escrevi para a programação do evento. Vamo lá?
Adriano Cintra e Marina Vello pertencem a gerações e cidades diferentes, mas seus destinos se cruzaram quando duas de suas bandas atingiram o sucesso no exterior. Adriano foi o arquiteto da ascensão do Cansei de Ser Sexy e depois de anos entre as canções do Ultrasom e as guitarras do Butchers’ Orchestra, investiu na dance music de um grupo formado por ele – à bateria nos primeiros anos e à guitarra nos últimos – e um bando de garotas da moda. Já Marina era uma das vozes do Bonde do Rolê, o improvável trio de funk carioca de Curitiba que apelava para a pornografia e para a escatologia enquanto assumia os berros sobre o batidão. Os dois grupos foram os líderes brasileiros da chamada “geração MySpace”, quando a internet permitiu que grupos daqui tivessem uma exposição maior no exterior. Meia década depois daquela época e já fora dos dois grupos, Marina e Adriano se reencontraram apaixonados pela canção e, no formato piano e voz, deixam para trás a juventude do indie pop para abraçar melodias e arranjos adultos, longe da pista de dança ou dos shows de rock.
• O futuro do Google • O Google que conhecemos já não é o mesmo • Piada tem dono? • YouPix cresce em 2012 e ganha mais espaço • Sonho androide • Homem-Objeto (Camilo Rocha): Começa a nova fase dos tablets • P2P (Tatiana de Mello Dias): Como a reação agressiva à pirataria atrapalha a inovação • O Hackatão continua • Impressão digital (Alexandre Matias): O que a lógica do programador e a do jornalista têm em comum • Servidor: Facebook mudou e-mail sem perguntar, Chrome no iPhone, Galaxy invendável, startup de zangados e Instagram na web •
E na minha coluna da edição dessa semana no Link continuei falando sobre o Hackatão.
O que a lógica do programador e a do jornalista têm em comum
A tecnologia ajuda a traçar conexões
Jornalistas e hackers juntos, não apenas ocupando o mesmo espaço, mas trabalhando nos mesmos projetos. Esta era a utopia imaginada quando colocamos em pé o projeto do Hackatão, que aconteceu no fim de semana anterior ao passado, na sede do Estado, no bairro do Limão, na cidade de São Paulo.
Havia uma expectativa natural sobre como o evento se desenvolveria. Olhando de fora, as duas profissões parecem antagônicas: hackers que invadem sites de jornal ou jornalistas que denunciam hackers que surrupiam dados de empresas e pessoas. São situações que já entraram no imaginário coletivo. Felizmente, os dois estereótipos estão se esvaziando e aos poucos ambos começam a reconhecer-se um no outro.
Vale rebobinar a fita do tempo para lembrar como era o trabalho de um jornalista antes da digitalização dos dados. Se era preciso buscar informações sobre determinada pessoa ou instituição, o pobre repórter tinha de passar horas e horas num arquivo cheio de estantes e pastas de papel e pesquisá-las manualmente para, aos poucos, dar uma cara ou um rumo à matéria que estava sendo apurada. Não é preciso nem voltar muito no tempo – em algumas cidades ou em certas instituições, os dados ainda estão em formato físico, e exigem paciência e disposição de um investigador para traçar conexões entre processos, pessoas e empresas.
Já o programador usava esta mesma lógica no mundo digital. Para desenvolver um programa ou aplicativo, era preciso testar formatos, conexões, permissões e extensões para ver o que funcionaria melhor com o quê. A vantagem do desenvolvedor é que, ao lidar com informações eletrônicas, o trabalho de apuração torna-se mais simples e prático, pois é possível criar scripts, algoritmos ou pequenos programas para fazer estes testes sem que haja interferência humana direta. Assim, o processo torna-se bem mais rápido – e, ao mesmo tempo, mais preciso.
Ao aproximar os dois profissionais, abrimos a possibilidade de esmiuçar bancos de dados com o mesmo rigor que fazia parte da pesquisa daquele velho jornalista, sem correr o risco de falha humana ou de lidar com pilhas de papéis e pastas de documentos (haja poeira!). Com os dados digitalizados, basta usar os recursos da ciência da computação para chegar a cruzamentos e resultados que levariam dias – talvez meses – para serem apurados.
Mas isso tudo era o mundo ideal. Temíamos que pudesse haver algum estranhamento ou que as lógicas do jornalismo e da programação de dados demorassem um pouco para engrenar. Não foi o que aconteceu. Depois que Daniela Silva e Pedro Markun (ambos do grupo Transparência Hacker, que ajudou o Estado a produzir o encontro), os temas começaram a ser apresentados e as tarefas foram divididas.
Tudo muito tranquilo, sem discussão, sem briga por pautas, sem afobação. Aos poucos os grupos foram se formando naturalmente e os assuntos foram divididos de maneira orgânica, sem que houvesse a necessidade de alguém designar funções ou organizar quem faz o quê com quem.
Por mais que já esteja acostumado com a noção da hierarquia horizontal dos tempos digitais, é sempre um prazer vê-la na prática. Ainda mais na minha área de atuação – o jornalismo –, que ainda é cheio de vícios dos tempos analógicos. Mas uma prova de que isso está mudando – e é um prazer fazer parte deste processo – é justamente este primeiro Hackatão, que ainda está dando pano para a manga e cujos projetos estão aos poucos sendo concluídos (leia mais aqui).
Nesta terça-feira, durante o evento YouPix, às 19h30, conversarei mais um pouco sobre a relação entre estes dois fuçadores – o hacker e o jornalista – reunindo gente que participou do Hackatão: Raphael Molesim, Jonas Abreu e Wesley Seidel, que desenvolveram o site Para Onde Foi o Meu Voto? e dois repórteres do núcleo Estadão Dados, Amanda Rossi e Daniel Bramatti). O debate acontece no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e a entrada é gratuita.
Nesse inverno, qualquer grauzinho a mais é lucro.
JJ – “10″
Chromatics – “The Page”
ruído/mm – “Índios”
Pazes – “Faders”
Boards of Canada – “Music is Math”
Hot Chip – “Don’t Deny Your Heart”
Mahmundi – “Desaguar (Camara Remix)”
Lana Del Rey – “National Anthem”
Snoop Dogg – “Murder Was the Case”
Tim Maia – “Ela Partiu”
Sister Nancy – “Bam Bam”
Françoise Hardy – “Le Temps de L’Amour”
A Cor do Som – “Palco”
Haim – “Forever”
Beach Boys – “Surf’s Up”
David Bowie – “Life On Mars”
Wilson Simonal – “Vesti Azul”
Conheço Mariana Neri desde que ela ainda morava na Bahia e nem gostava tanto do Wilco, mas, como assume no texto abaixo, descobriu-se fã da banda de Jeff Tweedy e esse fanatismo tornou-se parte da personalidade dela – até que ela tomou coragem e embarcou pros EUA só pra ver se tietava a banda de perto. Gosto bastante do Wilco, mas nem de longe é das minhas bandas contemporâneas favoritas – e seu show no Tim Festival de 2005, no Rio, que terminou com a banda cantando “I Shall Be Released” a capella, foi um grande momento. Só que o grupo desperta esse entusiasmo fofo que é a cara de Nananeri, tanto que quando acompanhei sua saga para encontrar pessoalmente a banda via Facebook, pedi para que ela contasse a próprio punho como foi a jornada. Ela escreveu numa tacada só e me mandou morrendo de vergonha de saber que isso ia ser publicado. Deixa disso, menina, e conta essa história logo!
Sempre sofri bullying pro ser a fã mais retardada do Wilco e ter perdido o único show da banda no Brasil porque vim pro Tim Festival que trouxe eles em São Paulo ao invés de ir pro Rio, onde eles tocaram (eu sabia que eles iam tocar no Rio, não vim sem querer pra São Paulo, calma). Na verdade eu não era fã na época, tinha ouvido uns discos e não tinha batido e como minha vontade de conhecer São Paulo era maior, fui pra lá – ou melhor, para cá. O engraçado é que no ano seguinte eu ouvi Wilco de novo por causa do lançamento do Sky Blue Sky e esse disco, junto com o Yankee Foxtrot Hotel, bateram MUITO e aí eu comecei a curtir a banda cada vez mais. É, meu timing é o pior, sempre.
Desde então eu esperava outro show no Brasil, sofrendo com vários boatos que não davam em nada e ficando cada vez mais fã chata e obsessiva. Algumas bandas eu curto mas não crio essa coisa de querer conhecer e bater papo, abraçar. O Radiohead por exemplo… Acho que eu nem ia conseguir falar nada pro Thom Yorke então nem crio vontade de conhecer porque não saberia o que falar. Mas o Wilco virou minha banda predileta e criou um carinho gigante, eu PRECISAVA ver os caras ao vivo e tinha que ser com essa formação, que é a minha predileta.
Até que eu me dei conta que tinha que parar de esperar show aqui, juntar grana pra ir atrás deles e tinha que ser nos EUA, porque eu podia visitar uma amiga em Chicago. Parei de comprar roupa, ir pros shows em São Paulo e juntar grana pra isso. O plano inicial era ir pro Solid Sound, festival deles… Mas aí a banda jogou a terceira edição pra 2013. Depois eu tive um visto negado e alguns imprevistos… Parecia que nada ia dar certo pra viagem!
Em fevereiro comecei a planejar a viagem pra Chicago em maio mas a banda só tinha data na Europa, achei que eles iam fazer turnê lá. De repente surgiu a Flórida, comprei o ingresso antes da segunda entrevista pro visto americano, na pré-venda do site oficial, só porque Palugan pilhou MUITO. E aí as coisas começaram a dar muito certo… Meu visto foi aprovado, consegui comprar passagem numa promoção, reservei um quarto no airbnb e esperei os dois meses mais longos da vida!
Viajei no domingo de dia das mães, cheguei em Miami na véspera do show e só tive a tarde da segunda pra conhecer Miami Beach. Na terça acordei cedo (já tremendo), fui no teatro e vi os ônibus da banda. Fiquei meio escondida olhando, tentando disfarçar porque tinha um segurança no portão. Fui pra casa, voltei pro teatro umas 13h e chegando lá dei de cara com Jeff saindo, vindo na minha direção. Falei com ele que era do Brasil, perguntei se podia falar, tirar foto e ele disse q tava indo caminhar. Perguntei se podia esperar e tirar a foto quando ele voltasse e ele concordou. Aí fui pro portão e fiquei. Depois de um tempo o segurança veio me perguntar de quem era o show daquele dia e perguntou se eu tava esperando eles. Achei que ele fosse me expulsar mas o cara foi muito legal. Era um tio gordinho, de mullet e bigode chamado Roberto. Ficou lá conversando, toda vez que passava alguém ele perguntava se era da banda, me deu água gelada e cantou “Ai se eu te pego” quando falei do Brasil.
Nisso Jeff voltou, conversei com ele, falei do Brasil, autografei o toy (em 2007 eles lançaram um toy art dos integrantes e desde que ganhei de presente de aniversário em 2008 morria de vontade de autografar todos eles), pedi pra eles tocarem I’m The Man Who Loves You porque eu adorava quando Glenn subia na bateria e dei o CD do Alceu Valença falando que quando os brasileiros ouviram One Sunday Morning acharam ela parecida com Anunciação. Ele riu meio surpreso, disse que ia ouvir, contou que naquele dia tinha conversado com o manager sobre show no Brasil, que ia rolar ano que vem.
Logo depois Pat Sansone saiu, autografei o toy, tirei foto e ele ficou lá conversando! Falei que curtia muito as fotos dele e a gente ficou conversando sobre polaroids e o livro que ele lançou. Aí ele pegou meu nome, disse que ia deixar na lista pro after show assim eu não precisaria ficar naquele sol pra falar com os outros. Agradeci, ele foi passear e eu continuei lá batendo papo com Roberto.
Demorou muito pra aparecer alguém de novo e tava MUITO quente. John apareceu falando ao telefone em outro portao, fiquei de olho pra chamar qdo ele acabasse, mas aí Glenn apareceu e eu tive que ir falar com ele pq ele é meu favorito <3 Nem tremi muito com Jeff mas com Glenn eu tremia que não dava pra disfarçar. Dei 2 CDs pra ele: Acabou Chorare e o Orkestra Rumpilezz (não contei pra ninguém porque eu acho isso de dar presente bem fã boboca, mas Glenn sempre fala de música brasileira e percussão entao resolvi levar esses dois). Ele foi MUITO fofo e carinhoso. Falou que era a primeira vez que autografava um toy dele, elogiou meu sapato, falou da música que gravou com Domenico - disse que não tinha recebido uma copia do cd ainda então ele não tinha ouvido a música hahaahah -, tirou foto, agradeceu os CDs, falou que tinha adorado o Brasil, que amava musica brasileira, João Gilberto, Carlinhos Brown, etc e eu fui falar com John.
Ele também foi super fofo mas foi com quem menos falei porque chegaram outros fãs. Nels veio depois de um tempo, falei do show de SP, ele deu a entender que tinha sido um show dificil, foi todo gentil! <3 Depois dele Pat voltou, me mostrou que tinha comprado um livro sobre Polaroids e entrou porque a passagem de som ia começar. Tentei esperar Mikael mas eu só tinha comido uma fatia de pão, um copo de suco e água e tava debaixo daquele sol bizarro por horas. Deixei pra tentar falar com ele no after show mesmo - embora eu ainda achasse que Pat não ia colocar meu nome :P - e fui embora.
Na entrada do show tinham VÁRIOS seguranças pedindo pra não fotografar ou isso significaria expulsão do show. Entrei e peguei um lugar onde só tinha uma pessoa na minha frente. Era MUITO perto. Logo um cara ao lado puxou papo, perguntou de onde eu era… Ele devia ter uns 45 anos, era de New Mexico e já tinha visto uns 15 shows do Wilco e ainda ia ver em Miami e o do dia seguinte. Tava ele, a esposa e uma amiga. Ele me apresentou pra elas e todos eles foram super fofos, ficaram conversando, falando “é o seu primeiro show? Nossa, tô emocionada por você, você vai amar”. Quando a banda de abertura – Purling Hiss – começou eu tava meio embasbacada, sem acreditar e querendo que o Wilco começasse logo, nem prestei muita atenção. Eles tocaram meia hora, teve meia hora pra arrumar o palco e o Wilco entrou as 21h. Começaram com “One Sunday Morning”, “Poor Places” foi linda, “Art of Almost” ao vivo foi como eu esperava: BEM FODA! (O setlist tá aqui).
Pra mim depois de “War on War” veio uma sequência matadora, não tiraria nenhuma música, mesmo querendo que eles tivessem tocado “Pot Kettle Back”, “Pieholden Suite” e outras que não entraram… Eu gosto de tanta música que é impossível ter um show com todas! hahahaa
“War on War” quase me fez chorar, mas eu tava TÃO FELIZ com tudo aquilo, que não conseguia… Fiquei meio boba, olhando pra banda pra tentar ver tudo e acreditar. Eu sempre procuro vídeo dos shows, aquilo parecia q eu tava vendo algum video numa tela meio grande, em 3D, não parecia real embora eu tivesse tão perto que dava pra ouvir quando John ria. Curti muito “Impossible Germany” (Nels fica muito louco nessa, foi tão bom ver ao vivo :)), “Capitol City” (outra que me emocionou bastante. quase ninguém gosta mas é a minha predileta do The Whole Love, junto com “Art of Almost”), “Handshake”, “Via Chicago” é demais, Glenn destrói a bateria ao mesmo tempo que a música é muito calma. E os fãs do meu lado ficavam me abraçando dizendo que era minha música (pois eu ia pra Chicago depois e voltar do Brasil “via Chicago” <3 pqp até os fãs da banda são good vibe). Teve "Hate it Here" também que eu adoro, mas como na turnê anterior eles meio que limaram do set e já tinha tocado nos shows anteriores aos de Miami, achei q não fosse rolar. Jeff errou a letra no final, foi engraçado! Ele tb reclamou bastante do calor. (Morria quando ele e Glenn ficavam interagindo, são meu Paul & John <3)
Depois de “Theologians” veio o “PEEEEEEEEEEEEUN” de “I’m the Man Who Loves You” que eu tanto queria ouvir. Devo ter feito a cara mais surpresa do mundo quando Jeff apontou pra mim e John olhou pra mim rindo!!! Olhei pra Glenn, fiquei pedindo pra ele levantar mas ele ficou olhando pra mim com cara de “ai que preguiça” e eu ficava implorando… Até que ele finalmente levantou e pqp é realmente a cena mais linda do show! E ele ainda apontou as baquetas pra mim! Lá do alto! Foi bem mágico! 🙂
Depois da música Jeff ainda falou “Glenn stood on his drums tonight because a young woman asked him to because she claims it is the most beautiful thing she’s seen. AND SHE LIVES IN BRAZIL!!!!! I don’t know whether to laugh or cry.” E aí eles tocaram “Hummingbird”, que eu amo, e foi muito foda! Ainda teve um segundo bis, e o show acabou com o roadie dançando em “Hoodoo Voodoo” (outra parte do show que eu queria MUITO que rolasse, porque o cara é MUITO engraçado e ainda rola duelo de guitarras entre Nels e Pat).
Fiquei pedindo o setlist pros roadies e os fãs ao redor ficaram me ajudando falando “dá o setlist pra ela, ela veio do Brasil” <3
Aí depois fui no after, consegui falar com o Mikael e autografar o último toy (ele fez um bigodinho pra atualizar o look, to amando que tenho todos autografados e um customizado pelo proprio hahahha tem foto no instagram!). Todos eles apareceram, exceto Jeff. Ficaram conversando com os fãs e amigos, bebendo cerveja… Foi muito legal! Ainda conversei mais com Glenn, ele me falou do show do Dick Prall, manager da banda, em Chicago no dia 26 e se despediu com “te vejo dia 26”.
Depois disso fui pra Chicago visitar a minha amiga, vi show da banda do Spencer Tweedy, o filho gênio do Jeff e fui no show do manager, claro! Tava mega nervosa com medo de parecer stalker mas não podia perder a oportunidade de encontrar os Wilco em Chicago! Pat, Glenn e John estavam lá… Glenn me reconheceu <3 Fiquei conversando com ele, conheci a mulher, falei com Pat e John também.... foi muito legal! Pra completar a Wilco tour completa só faltou conhecer o loft da banda! :P
A melhor coisa disso tudo nem foi ver como o Wilco é realmente foda ao vivo, o show é perfeito, do jeito que eu já sabia antes… Mas também deu orgulho de ser fã de uns caras tão bacanas e simples… Meio “nossa, o cara ganhou um Grammy e tá aqui batendo papo comigo” hahahahaha até os fãs que eu conheci lá eram legais, é como se a good vibe da banda se espalhasse, sei lá. não quero parecer hippie, mas foi isso… Encontrar eles e ter o pacote completo de emoção da fã tiete só me deixou com mais orgulho, aumentou meu amor pela banda e uma vontade de vê-los novamente o mais rapido possível 🙂
This just in: o próximo Planeta Terra acontece mesmo no Jóquei, como se especulava, no dia 20 de outubro, um sábado. Só faltam as bandas e o preço, pra começar a se programar – ou não.
E a nova vítima da especulação imobiliária em São Paulo não é um barzinho charmoso, um bistrô num sobrado, um cineminha descolado nem aquela baladinha hype – e sim a Via Funchal que, segundo a Sônia Racy, será demolida para a construção de um novo prédio. Pra mim, é a melhor casa de shows de grande porte de São Paulo (e agora ficaremos apenas com os estádios, o Jóquei, o Anhembi, o Credicard Hall, a Chácara do Jóquei… Tristeza). Vi tanto show bom ali: New Order e R.E.M. há uns três anos, Chemical Brothers e o Echo & the Bunnymen em 1999 são alguns que me vêem à cabeça. Teve muito show ruim também, mas esses nem valem ser lembrados…