• Tensão pré-Amazon • Vida Digital: Catarse • One Laptop per Child: Para educar • Homem-Objeto (Camilo Rocha): Dois preços, duas medidas • Impressão digital (Alexandre Matias): Está cansado do Facebook? Espere só a eleição começar… • No Arranque (Filipe Serrano): Como o modelo da Netflix serve de exemplo para novos negócios • Pioneirismo digital • O fim do Acta, malware no iOS, princípios da internet, transparência no Twitter… •
E na minha coluna no Link dessa semana foi sobre como o Google deve sobreviver ao Facebook.
Está cansado do Facebook? Espere só a eleição começar…
Google pode sobreviver à ascensão do ‘Feice’
Todos querem saber qual será o “próximo Facebook”. Ou pelo menos a rede social vai substituí-lo. Isso em menos de uma década após o Orkut ter aparecido no Brasil dando início a uma sucessão de novos serviços de relacionamento online que foram ganhando adeptos – e ultrapassando os anteriores – pouco depois de os primeiros usuários perguntarem-se “para que serve isso, afinal?”.
Orkut, MySpace, Twitter, Facebook, Tumblr. LinkedIn, Pinterest, Instagram. A lista continua para todos os lados, levando em conta a quantidade de redes sociais de nicho que não param de surgir. Mas a apreensão em relação ao substituto do Facebook não vem apenas a partir da substituição sazonal que já nos acostumamos em relação a este tipo de site. Pelo contrário – a expectativa de uma nova rede social está mais ligada a uma espécie de fadiga que cada vez mais as pessoas estão sentindo em relação à maior rede social do mundo.
Veja o que aconteceu na semana passada, por exemplo. Desde a segunda, à espera da final da Taça Libertadores, que aconteceria na quarta, a rede social foi tomada por uma polarização drástica – corintianos versus anticorintianos versus pessoas que “não supoooooortam ouvir falar em futebol”. Pior que isso é que estes grupos resolveram entupir suas próprias timelines com uma avalanche de imagens, mensagens e links relacionados à disputa. Eu, corintiano, não reclamei. Mas houve quem cogitasse seriamente sair do Facebook.
Isso fora as práticas nada agradáveis que a rede social sempre tenta esconder, como a mudança do e-mail pessoal exposto no perfil de cada um. O Facebook simplesmente sumiu com o e-mail que cada um de seus usuários dispôs para entrar na rede, trocando-o pelo próprio e-mail @facebook.com. É só mais uma na enorme lista de ações desagradáveis praticadas pela rede social.
Mas haverá mesmo uma rede social que suplantará o Facebook? Há quem ainda aposte na tal “camada social” que o Google criou para interligar todos seus produtos, o Google Plus. Mas como há uma oferta cada vez maior de redes sociais de nicho no mercado, não duvide que a presença do Facebook possa ser substituída por vários destes diferentes serviços, cada um deles voltado para uma atividade ou grupo de amigos.
O que nos leva à discussão sobre o tempo de validade do Facebook. Mesmo que continue crescendo, a rede social cada vez mais age como um player de publicidade, interligando seus milhões de cadastrados a empresas que queiram ter acesso a esta base de dados de usuários. Tudo bem que o Google também age como uma empresa de publicidade e que é daí que vem sua maior fonte de renda, mas ele não oferece apenas um ambiente digital de relacionamentos, mas uma série de recursos – mapas, e-mail, o YouTube, o sistema operacional Android, o navegador Chrome, entre muitos outros – que convergem rumo às palavras-chave que caracterizam seu modelo de negócios.
Já o Facebook apenas aprimora um formato já existente. A maior novidade oferecida pela rede ainda é especulação – depois do botão “Curtir”, eles estariam prontos para lançar o botão “Querer”. Mas este botão só facilita a vida dos possíveis parceiros do Facebook, e não oferecem novas formas de interação que vão além das já existentes.
O Google, por sua vez, segue expandindo seus tentáculos. Mostrou no mês passado um novo sistema operacional, um tablet e até seus óculos futuristas, que tiram fotos e filmam, além de enviarem dados por suas lentes. Tudo termina em publicidade, mas são atividades e produtos realmente novos.
A fadiga em relação ao Facebook, por outro lado, está só no começo. E para quem lamenta o cansaço a partir de um jogo de futebol, não esqueça que as eleições vêm aí. E que ela pode dar início a uma evasão em massa da rede social.
Por mais que permaneça atuante por muito tempo (o MySpace ainda existe, não custa lembrar), cogito que o Facebook deve aos poucos deixar de ser tão central em questão de um ano ou menos. Já o Google, por ampliar seu horizonte cada vez mais, deve seguir importante por mais tempo que isso.
Vou pra praia, volto na terça. Mas sigo no Insta.
É isso aí:
Um dos meus poucos ídolos que habitam minha mesma faixa etária, Arnaldo também é broderzaço, sócio-fundador dOEsquema e é gente finíssima. E sexta que vem, ele volta a São Paulo como convidado e protagonista da Noite Trabalho Sujo da semana, fazendo jornada dupla: lançando seu livro na cidade e depois tocando hits de metal farofa dos anos 80 junto comigo na pistinha do Alberta. Vai ser demais.
Hoje é dia de esbórnia na Noite Trabalho Sujo – afinal, é a primeira Gente Bonita em quase seis meses de hibernação. Minha dupla com Luciano Kalatalo é reativada à base de hits de todas as épocas, lugares e gêneros, seguindo aquela tradição da acabação feliz que mudou a cara da noite de São Paulo há quase seis anos. As coordenadas pra festa de hoje são aquelas de sempre – veja lá no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. E para incluir o nome na lista, basta enviá-los para o email noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h. A melhor sexta de São Paulo não pode parar!
Sei que a seção Todo o Show é dedicada só à música, mas vou abrir uma exceção…
Dica do Raid. Grande Raid, foi preciso nessa!
Eis que a parceria entre Lulu Santos e Tulipa Ruiz – feita quase espontaneamente a partir da admiração mútua dos dois – aparece online. “Dois Cafés” é uma delícia, mas ainda não aprofunda-se no cerne do segundo disco de Tulipa, que deve aparecer por aí logo logo…