Caetano Veloso x Magic Numbers
E por falar no Caetano, que versão horrorosa essa que os Magic Numbers fizeram pra faixa que abre o Transa…
E eu até acredito que a intenção seja boa, mas ficou bem palha.
E por falar no Caetano, que versão horrorosa essa que os Magic Numbers fizeram pra faixa que abre o Transa…
E eu até acredito que a intenção seja boa, mas ficou bem palha.
E por falar em Mick Jagger, vou puxar a sardinha pro Brasil pra lembrar do clássico episódio em que Caetano Veloso entrevistou o vocalista dos Rolling Stones para a TV Manchete, nos anos 80. O surgimento da Manchete, lançada numa década em que só haviam três ou quatro canais da TV (internet? hahaahahah), foi saudado na época mais ou menos como o lançamento da revista Piauí no mercado editorial brasileiro. Além de revelar novos talentos (Angélica e Xuxa são crias de lá) e explorar novos rumos para a telenovela (culminando na épica e memorável Pantanal), a emissora também investia no telejornalismo em diferentes frentes – de um lado havia o Documento Especial, que apresentava o submundo da cidade grande para o resto do Brasil, do outro o Conexão Internacional, programa de entrevistas capitaneado pelo Roberto D’Ávila, que abriu uma edição do programa para Caetano Veloso entrevistar Mick Jagger. Só achei esse trecho da entrevista no YouTube, que a descrição diz ser do filme Cinema Falado, do próprio Caetano Veloso (que nunca tive coragem de assistir).
Devia ter na íntegra, ninguém sabe onde tem isso?
A entrevista é clássica por ter dado origem a uma das principais polêmicas cultivadas pela Ilustrada, na Folha de S. Paulo, o embate memorável de Paulo Francis e Caetano Veloso. Afinal, olha como Francis tratou a entrevista de Caetano em sua coluna:
“É evidente, por exemplo, que Mick Jagger zombou várias vezes de Caetano na entrevista na TV Manchete. O pior momento foi aquele em que Caetano disse que Jagger era tolerante e Jagger disse que era tolerante com latino-americanos (sic), uma humilhação docemente engolida pelo nosso representante no vídeo.”
Além de ter tripudiado da ingênua pergunta de Caetano sobre a importância do rock para a história da música:
“Essa pergunta simplesmente não se faz em televisão, ou até em jornal. É de um amadorismo total. Só serve para seminários de ‘comunicação’ no interior da Bahia. Não é uma pergunta jornalística. Jagger começou a debochar aí.”
Caetano ficou putaço, chamou Francis de “bicha amarga” e Francis não deixou barato:
“Duas sorridentes cascavéis deste caderno me comunicaram hoje que Caetano Veloso me agrediu numa coletiva. Outro tema de debate: cantor de samba fazendo show vale uma coletiva? Por quê? Bem, fiz críticas culturais ao estilo de personalidade de Caetano, o flagelado milionário de ‘boutique’, servil como um escravo diante do condescendente Mick Jagger. São críticas, certas ou não, mas culturais. Qual é a resposta de Caetano? Diz que sou uma bicha amarga e recalcada. É puro Brasil. Ao argumento crítico, o insulto pessoal. Mas o insulto é o próprio Caetano. Afinal, o que ele quer dizer é que sexualmente sou igual a ele, e usa isso como insulto.”
A história virou pauta em que o intelectualismo cultural brasileiro foi submetido à enquete “Paulo Francis ou Caetano Veloso?” – e essa história está toda contada melhor aqui.
Em tempo, eu sou time Caetano.
Comemorar o aniversário de 69 anos só vale de verdade quando é de uma pessoa próxima, mas o Dangerous Minds aproveitou que hoje Mick Jagger completa idade para resgatar essa pérola do meio de Performance:
Tudo foda. Mick Jagger não é Mick Jagger à toa.
E por falar em Beatles, que tal essa versão visual do designer italiano Stefano Agabio para “Hey Jude”?
Ficou demais.
Os Beatles lançaram mais uma coletânea, desta vez apenas via iTunes (portanto, digital), chamada Tomorrow Never Knows, como foco no caráter pioneiro e vanguarda da maior banda de todos os tempos. Além do vídeo acima de “Hey Bulldog”, que já circulava via YouTube e agora foi oficializado, o disco ainda conta com a seguinte seleção de faixas:
“Revolution”
“Paperback Writer”
“And Your Bird Can Sing”
“Helter Skelter”
“Savoy Truffle”
“I’m Down”
“I’ve Got a Feeling” (Let It Be… Naked version)
“Back in the U.S.S.R.”
“You Can’t Do That”
“It’s All Too Much”
“She Said She Said”
“Hey Bulldog”
“Tomorrow Never Knows”
“The End” (Anthology 3)
É uma coletânea besta, as músicas só conseguem ser costuradas pelo fato de não serem as músicas mais conhecidas do grupo, e não traz nada de novo, só compila coisa que todos os fãs já conhecem. Mas o detalhe é a capa:
Não duvide que Tomorrow Never Knows seja apenas um teste de mercado da banda em 2012 para saber qual o impacto do lançamento da discografia do grupo em vinil… Se uma coletânea meia-boca (meia-boca dos Beatles, né…) em MP3 vender bem, quem sabe…
E não custa lembrar que o Yellow Submarine está às vésperas de ser relançado em blu-ray… e será que vai passar nos cinemas daqui? Imagine só…