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Sophia Chablau e Uma Enorme Perda aprontando um monte no Lollapalooza – incluindo três inéditas!

E neste sábado, os queridos Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo debutaram no Lollapalooza com sangue nos olhos e três músicas novas — “Cinema Brasileiro” (que Sophia já toca em seus shows solo), “Ao Sul do Mundo” e “Eu Não Bebo Mais” —, além de terem usado sua aparição em rede nacional para deixar bem claras suas posições políticas. Mandaram muito bem!

Assista abaixo:  

Rumo a Campo Grande

Tem alguém de Campo Grande aí? Neste domingo apareço na capital do Mato Grosso do Sul para fazer a mediação do painel Conceito Artístico – Como dialogar com o público em um mundo cheio de informações, que acontece dentro da feira de música do festival Campão Cultural. Também participam da mesa o gestor Octavio Cardozzo, a produtora Letz Spíndola e o produtor musical Daniel Ganjaman. A mesa acontece a partir das 14h30 na Sala Rubens Corrêa do CCJOG. É só chegar

Ney em cartaz

Eis o pôster da cinebiografia de Ney Matogrosso, Homem com H, dirigida e roteirizada por Esmir Filho. E não é Ney quem está na foto, por mais que possa parecer o homenageado, é o ator Jesuíta Barbosa, idêntico, que estampa o cartaz com a mesma caracterização do cantor na turnê do show Bandido, em 1976. O filme estreia nos cinemas no dia 1º de maio.

Heloisa Teixeira (1939-2025)

Morreu, nessa sexta-feira, a escritora Heloisa Teixeira, que até dois anos atrás assinava como Heloisa Buarque de Hollanda, sobrenome vindo do seu ex-marido, o falecido advogado Luiz Buarque de Hollanda. Uma das principais pensadoras do feminismo brasileiro, também atuava como crítica literária e pesquisadora do país, sendo uma das pensadoras que melhor entendeu fenômenos recentes de nossa história, como a cultura das periferias brasileiras e das igrejas neopentecostais no país. Autora de dezenas de livros, também foi diretora da editora da UFRJ e do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, além de integrante da Academia Brasileira de Letras desde o ano passado. Morreu após complicações devido à pneumonia e insuficiência respiratória.

Debutantes no Picles

Mais um Inferninho Trabalho Sujo daqueles, este com a vantagem de trazer duas ótimas bandas em ascensão que nunca haviam pisado no palco do nosso querido Picles. A noite começou com a banda Morro Fuji, diretamente do ABC, mostrando que está em ponto de bala, com canções redondinhas, boa dinâmica entre seus integrantes e uma presença de palco magnética, mostrando-se como mais uma das novas bandas da cena pós-pandêmica que engrossa a sensação de nova geração que vem se firmando, cuja base rock confunde rock clássico com indie rock e o senso melódico conversa tanto com o pop brasileiro dos anos 80 e 90 e a MPB mais elétrica. E avisaram que tem disco programado pra esse ano, vou ficar de olho…

Depois do Morro Fuji foi a vez da ótima Miragem, que já havia tocado em outra edição do Inferninho Trabalho Sujo mas nunca tinha ido ao palco do Picles. E a banda sonhada pela guitar heroine Camilla Loureiro fica mais intensa a cada nova apresentação, desta vez transformando-se em um quinteto graças à efetivação da ex-diretora de clipes da banda Mariana Nogueira como tecladista da banda. Mas o foco e a força da banda expandem a partir de sua principal compositora e guitarrista, multiartista que faz os clipes de animação da banda e trajava uma camiseta com a capa do disco de estreia do grupo lançado no ano passado, Muitos Caminhos Prum Lindo Delírio. O álbum, esse estranho e atrativo alienígena que soa tanto faz o grupo soar como uma banda de rock brasileiro dos anos 80, uma banda prog cabeçuda, um grupo pós-punk e uma banda de rock psicodélico clássica ao mesmo tempo, às vezes na mesma música, torna-se ainda mais pesado e dinâmico ao vivo e os outros três integrantes – o guitarrista Gustavo Esparça, o baixista Rafael Biondo e o baterista de Lucas Soares – fazem o grupo soar à altura – e voar além – dos delírios de sua compositora, que sempre deixa todo mundo de queixo caído quando sola sua guitarra. Mais um showzaço do grupo, deixando tudo a postos pra que eu e Pérola viajássemos na discotecagem, metamorfoseando a pista do Picles em ambientes completamente distintos a cada parte da noite, misturando todo tipo de vibe (latina, dance, psicodélica, roqueira, R&B ou brasileira) no mesmo astral incansável! E semana que vem tem mais Inferninho!

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Magdalena Bay ♥ David Bowie

Um dos meus artistas novos favoritos, a dupla argentino-californiana Magdalena Bay, dona do excelente Imaginal Disk do ano passado, passeou pelos estúdios do programa Like a Version, da rádio australiana Triple J, que sempre convida artistas para tocar suas músicas e interpretar uma música alheia. E que beleza ver que o grupo não apenas escolheu David Bowie – artista que é claramente patrono de sua personalidade musical -, como pinçou um hit de sua fase oitentista, o que torna ainda mais próximo do som da banda. Dá uma sacada nessa versão de “Ashes to Ashes”… Se você gostou e não conhece a banda, faça-se esse favor:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Miragem e Morro Fuji (28.3)

A próxima edição do @inferninhotrabalhosujo acontece nessa sexta-feira, no lendário Picles, quando convido as bandas Miragem, esta tocando pela segunda vez na festa e comemora o lançamento do clipe “Eterna Distração”, e Morro Fuji, que faz sua estreia no Inferninho ao lançar o single “Cores e Luzes”, para dividir o palco antes de eu começar a discotecar madrugada adentro, desta vez com a comadre Pérola Mathias, que ajuda a esquentar a pista do caótico e amado sobrado no número 1838 da rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros. Os ingressos antecipados podem ser comprados mais baratos aqui.

Missa franciscana

Belíssima a apresentação que Francisca Barreto fez nesta quinta-feira no Cine Belas Artes, ao mostrar mais uma versão de seu espetáculo Bico da Proa, desta vez lançando seu primeiro single, uma versão para a música “Habana”, de seu professor de violoncelo, o cubano Yaniel Matos. Ela tem se cercado de uma banda maravilhosa, tão firme quanto delicada, e Bianca Godoi, Valentim Frateschi, Vítor Kroner e Thales Hashi a acompanham seguindo sua intensidade – quase desaparecem quando ela sussurra, se agigantam quando ela solta sua voz. Revezando-se entre o cello, seu instrumento nativo, o piano e o violão, ela mostrou um repertório próprio bilíngue, temperado com versões para músicas de Joni Mitchell (“Little Green”, que tocou sozinha ao violoncelo) e Massive Attack (“Teardrop”) e deixou claro o quanto já tem o domínio de sua musicalidade, seja interligando as músicas entre si ou fazendo comentários breves mas espirituosos entre as músicas. Ela ainda recebeu Nina Maia e Yann Dardenne para cantar a música que dividem no disco da primeira, “Amargo”, com o produtor daquele álbum mostrando seu lado músico ao tocar violão, e sua amiga e companheira musical voltou para o palco depois que o público, que lotou a sala Luiz Carlos Merten do cinema, pediu para que cantassem “Gosto Meio Doce”, o primeiro single que lançaram, ainda quando apresentavam-se como dupla. Uma noite sensível e intensa, que mostra como Francisca está aos poucos deixando seu trabalho autoral mais consistente, sem perder a delicadeza, transformando a apresentação em uma missa musical que, de carona em seu prenome, ganha ares franciscanos, em que a beleza surge da simplicidade e da generosidade. Lindo demais.

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Trabalho Sujo Apresenta Francisca Barreto no Belas Artes (27.3)

E a primeira sessão do Trabalho Sujo Apresenta traz Francisca Barreto pela primeira vez para o palco do Belas Artes. Acompanhada de Bianca Godoi (bateria e MC), Valentim Frateschi (baixo e synth), Vítor Kroner (guitarra) e Thales Hashigushi (viola), ela segue desenvolvendo o show solo que começou a apresentar ano passado, misturando canções próprias com versões de outros autores, como é o caso da música “Habana” de Yanniel Matos, que será seu primeiro single, lançado nesta apresentação. A noite ainda contará com a participação de Nina Maia e Yann Dardenne, além de projeções de Olívia Albergaria. A apresentação acontece no dia 27 de março no Cine Belas Artes a partir das 20h30 e os ingressos já estão à venda.