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Vida Fodona #344: O embate entre o solzinho e o friozinho

Duas horinhas de Vida Fodona hoje, que tal?

Arnaldo Baptista – “Ciborg”
Letuce – “High Tide, Low Tide”
Radiohead – “Morning Mr. Magpie”
Tame Impala – “Elephant (Todd Rundgren Remix)”
Delicate Steve – “Two Lovers”
Spoon – “I Turn My Camera On”
Roberta Flack – “Come Together”
Brian Eno – “Needle In The Camel’s Eye”
Friends – “Home”
Guess Who – “American Woman”
Tatá Aeroplano – “Machismo às Avessas”
Giancarlo Ruffato – “Fliperama”
Odair José – “Praça Tiradentes”
Cream – “Dance the Night Away”
Bonde do Rolê – “Kanye”
A Cor do Som – “Moleque Sacana”
Roxy Music – “Love is the Drug”
Frank Ocean – “Pyramids”
Xx – “Tides”
Joakin – “Find a Way”
Poliça – “Wandering Star”
Cat Power – “3, 6, 9”
Blundetto – “I’ll Be Home Later”
Norah Jones – “Little Broken Hearts”
Damon Albarn – “Apple Carts”
Chromatics – “The Page”
Fujiya & Miyagi – “Your Silent Face”
Nina Becker + Marcelo Callado – “Nuvem”
Paul + Linda McCartney – “3 Legs”
Mahmundi – “Leve”

Bora!

Hoje no Prata da Casa: Gang do Eletro

A Gang é a coisa mais legal que saiu de Belém desde que a capital paraense vive seus dias de “a nova Recife” (e isso já tem uns cinco, seis anos…). E o esquema do Prata você sabe qual é – o show é de graça, às 21h, no Sesc Pompéia e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Esse é imperdível! Abaixo o texto que escrevi sobre a apresentação:

O hype ao redor da cena paraense aconteceu antes mesmo de ela estar pronta, por isso foi possível observar sua evolução numa espécie de reality show visto à distância. O tecnobrega vem sendo festejado desde o início da década passada, mas só há pouco tempo começou a produzir artistas que conseguem sair das fronteiras do estado. E se Gaby Amarantos hoje é autora de música de abertura de novela da Globo, o principal nome para se ficar de olho é a Gang do Eletro, um projeto que começou com dois dos principais nomes da cena do tecnobrega – o MC Marcos Madeirito e o DJ Waldo Squash. Juntos, redesenharam o velho tecno como um novo eletro – que tem menos a ver com o techno de Detroit ou o electro filho instrumental do hip hop e mais com designações típicas locais. O “eletro” do grupo remete mais ao sufixo de “eletrodoméstico” do que a um gênero musical, e juntos com os MCs Keyla Gentil e William, eles apontam para a música paraense do futuro, mesmo que com bases simples e letras diretas. “Treme!”, gritam ao comandar a massa.

Tame Impala x Todd Rundgren

E olha quem ressurgiu pra remixar o elefante do Tame Impala…

Rundgren – que começou no Nazz mas logo lançou-se em carreira solo no início dos anos 70 – é conhecido como produtor daquele rock comercial norte-americano com um pézinho no glam mas sem brilhar demais. Gravou discos do Meat Loaf (seu clássico som-pra-americano Bat Out of Hell), Patti Smith Group, o Skylarking do XTC, New York Dolls, Grand Funk Railroad (justamente We’re An American Band), The Band e Badfinger. Por isso não é propriamente estranho ele se interessar pelo Tame Impala. O curioso é justamente trabalhar com o formato remix, que vem experimentando desde o ano passado, quando remixou o Lindstrøm.

Impressão digital #120: Mais sobre o Instagram

E na edição dessa semana do Link, totalmente capitaneada pelo Filipe, dediquei minha coluna à minha rede social favorita atualmente.

Considerações sobre meu novo brinquedo favorito, o Instagram
Mesmo alienante, app é refúgio do presente

Desde o fim do ano passado tenho me interessado cada vez mais pelo Instagram. Apostei que o aplicativo-rede social será a próxima onda digital a ser aderida por todos neste 2012. Isso antes de a versão para Android ter sido lançada – e, portanto, antes de ter me tornado usuário da rede. E são vários os motivos que tornam o Instagram tão promissor.

Para começar, o aplicativo tem pouquíssimos recursos. É simples entendê-lo e usá-lo. Além dos filtros de imagem, seu primeiro atrativo e diferencial, o app só permite gostar e comentar as fotos. Basta pressionar a tela duas vezes para avisar ao dono da imagem que você gostou dela. É ainda mais simples do que curtir no Facebook via celular porque você pode pressionar em qualquer lugar da foto – em vez acertar exatamente no link “like”. E, por ser usado principalmente no celular, o Instagram não é tão convidativo a comentários e discussões alongadas.

A interface de navegação é simples, exigindo apenas o polegar para acompanhar as atualizações. Não é preciso acertar botões com precisão ou digitar no teclado. A facilidade de navegação torna a utilização do Instagram quase lúdica. É tão fácil quanto brincar. Por isso gosto de dizer que o Insta é meu brinquedo portátil favorito atualmente.

A comunicação que prioriza a imagem causa uma mudança drástica em relação às demais redes sociais. Uma vez que ele é mais subjetivo, pouco importam as notícias ou o que aconteceu nos últimos minutos – ou até mesmo horas. Os assuntos mais comentados são secundários e os temas das imagens quase sempre partem para o cotidiano, o trivial, o doméstico, o singelo.

Por isso a abundância de fotos de crianças, animais domésticos, paisagens, horizontes, viagens, pratos de comida, livros, discos, programas de TV, passeios, detalhes de casa ou do ambiente de trabalho. Isso nos afasta um pouco da enxurrada de informações das outras redes – e de uma certa angústia com o fluxo sem fim de notícias e links.

No Instagram, o ponto de vista é a primeira pessoa – e não a terceira. Por isso é mais comum vermos imagens pelos olhos de quem as tirou do que ver a própria pessoa. E as fotos dos outros funcionam como janelas em que podemos ver os cantos da cidade e do mundo, em imagens que não vão sair no jornal no dia seguinte. Para alguns, a desconexão com o presente noticioso pode parecer alienante. Para outros é um refúgio contra o acúmulo de pessimismo e novidades que brotam sem parar.

Junte tudo isso ao fato de que ele foi pensado para o celular e temos outro motivo de seu sucesso. Qualquer sala de espera é uma oportunidade para ver o que os amigos ou conhecidos andam observando. Qualquer cena mais simpática pode ser registrada facilmente e compartilhada. E o aplicativo permite que as imagens sejam reproduzidas em outras redes sociais, como Tumblr, Twitter, Facebook, Foursquare e Flickr.

Todos esses motivos dão algumas ideias do que deve acontecer com as redes sociais num futuro próximo. Elas precisam ser mais fáceis de usar. E entupir um serviço com muitos recursos pode deixá-lo ruim, além de pesado. Elas não precisam ser abrangentes e onipresentes. Podem se dedicar a trechos específicos das vidas de cada um. E vão para além do texto, permitindo novas formas de comunicação.

Alguns meses depois de ter sido vendida para o Facebook, dá para entender o interesse da maior rede social do mundo. Primeiro, o aplicativo é mais confortável do que o app do próprio Feice (embora muitos tenham elogiado a nova versão para iOS, lançada semana passada). Segundo, as fotos estão se tornando cada vez mais a língua franca da internet. E, finalmente, se o Instagram continuasse crescendo, poderia se tornar um rival sério para o Facebook.

Resta saber o que acontecerá entre 2012 e 2013. O Instagram vai se integrar cada vez mais ao Facebook ou o Facebook vai ficar cada vez mais parecido com o Instagram? Ambas opções são possíveis – embora uma anule a outra – e podem determinar o futuro não só do Facebook mas do ambiente digital móvel em que vamos habitar.

Um quarteto de reggaetime

“I’ll be watching you…”

Melhor coisa que esse Jimmy Fallon fez foi arrumar esse talk show, viu…