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Morrissey x Ramones

E por falar em Morrissey, vale citar a carta que o jovem autor, na época com 17 anos, enviou para o Melody Maker em 1976 desancando um hype de Nova York que começava a ser comprado pela imprensa londrina. Ela foi desenterrada pelo Dangerous Minds e a tradução foi feita pelo blog Tenho Mais Discos Que Amigos (dica dum certo XyZ, valeu):

Os Ramones são a mais recente banda de presunçosos degenerados e sem talento cuja realização mais notável até hoje é a habilidade de passar das fronteiras de Nova York, e puramente pela força de uma enxurrada de textos convincentes que projetam os Ramones como um presente de Deus ao rock.

Eles foram recebidos pela bajulação instantânea de um exército de fãs enganados. Musicalmente, eles não lidam com detalhes ou variações de nenhum tipo, a regra da banda é ser tão incompetente quanto o possível.

Para uma banda que diz projetar a juventude da América, a vida suburbana de Nova York, anti-conformismo, sexo e lutas, ou seja lá o que for, eles falham miseravelmente. E na luz sóbria do dia, suas imperfeições têm uma chance.

Os Ramones fazem o Stooges soarem como mestres da música clássica e eu sinto que o único lugar para sua música contraditória é o centro rico de Manhattan com o qual eles, sem dúvidas, estão acostumados.

O New York Dolls e Patti Smith provaram que há alguma vida pulsando nos pântanos e entranhas de Nova York, e eles são os únicos grupos surgidos da cena underground de NY que merecem reconhecimento. Os Ramones não têm absolutamente nada a adicionar em relevância ou importância e deveriam ser esquecidos.

O original, em inglês, segue abaixo:

 

Diplo + Jahan Lennon: “Got my feet on the ground, my head in the clouds”

Pegando leve mais uma vez, Diplo comete outro grande single de 2012 (o primeiro foi “Get Free”, assinando como Major Lazer, que convidou a dirty projector Amber Coffman para fazer os vocais). Desta vez ele assina com seu próprio nome e convida Jahan Lennon para o groove psicodélico de “About That Life” (outra que eu já tinha tocado num dos VFs passados).

…que já tem até vídeo, veja abaixo:

 

Morrissey + Colbert: “Are you ready to rock… Yourself back and forth in the shower while crying?”

Morrissey sendo entrevistado pelo Stephen Colbert sobre os temas de sempre – a família real inglesa, vegetarianismo e a volta dos Smiths -, se saindo bem como sempre, embora muitas vezes sem conseguir segurar o riso das piadas de Colbert, que cai com sangue nos olhos. Só a cara que ele faz depois Colbert responde à respeito da família real norte-americana já vale todo o vídeo:

Muito bom.

Recriando o pôster de “For the Benefit of Mr. Kite!”

Qualquer beatlemaníaco sabe que “Being for the Benefit of Mr. Kite!“, o carrossel psicodélico que encerra o lado A de Sgt. Pepper’s, teve sua letra quase integralmente sampleada de um pôster circense do final do século 19 que John Lennon tinha em casa – e que, por estes motivos, este mesmo item é um artefato raríssimo que a maioria dos fãs dos Beatles cogitaria pendurar na parede em alguma lugar de sua casa. Foi pensando neles que o designer inglês Peter Dean o recriou com minúcia e detalhe, como mostra o curta abaixo:

O cartaz está à venda – o problema é o preço. Dica do Cícero.

Hitchcock, o filme

Um filme sobre Alfred Hitchcock feito em 2012 pode não parecer promissor, mas eis que surge o trailer…

…que parece bom. Bem bom.

Pulp em São Paulo: 28 de novembro, Via Funchal

Lucio confirmou.

Seríssimo candidato a show do ano, hein. Vi ano passado no Hyde Park, em Londres, e, mesmo naquela situação (ao ar livre, festival, muvuca, depois de mil bandas), foi fantástico. Imagina sob condições ideais de temperatura e pressão, repertório completo… Saca uns vídeos que fiz aí embaixo:

 

Bem-me-quer, malmequer, versão século 21

Via Cinismo Ilustrado. Cai bem com esse texto do Ivan Martins, que começa assim:

“Vamos ser francos: nosso problema não é sexo. Isso se arranja com facilidade. O que nos exaspera são as relações que estabelecemos a partir do sexo, ou apesar dele. O que nos sufoca é aquilo que se faz antes e depois de transar. A pessoa que fica ali – ou que gostaríamos que ficasse, mas não fica – constitui nosso maior problema, e talvez nossa única solução”

Continua lá no site da Época.