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O fim do mundo… como o conhecemos

maiaaaa

Rola o papo que toda essa onda de calendário maia e 21 de dezembro de 2012 não é a data do Juízo Final e sim do fim de um ciclo para o início de outro. Já ouvimos essa história desde que descobrimos, lá nos anos 60, que estávamos às vésperas da Era de Aquário e a chegada do terceiro milênio – com todas suas paranóias ao redor dos anos 1999, 2000, 2001 e 2010 – acelerou essa sensação de que ou estamos fazendo hora-extra no mundo ou estamos prestes à presenciar uma mudança drástica na consciência coletiva da humanidade. Fico pensando se não é simplesmente uma questão numérica e depois de séculos e séculos defendendo suas propriedades e sobrevivência com unhas e dentes, imagine se, a partir de hoje, o número de pessoas na Terra mais dispostas a compartilhar (não só no Facebook) começar a ser maior do que o número de pessoas ferranhas em não abrir mão do que é seu. Se a balança virar mesmo para um lado mais generoso e menos egoísta, o que nos pode acontecer enquanto espécie?

Um amigo meu lamentava ontem à noite, quando toquei com a Fer na festa de véspera do fim do mundo do Neu! (valeu pelo convite, Dago), como, de todas as gerações da humanidade, éramos a mais azarada por estar viva justamente quando tudo acaba. Pra mim, é o oposto – somos a mais sortuda por estarmos vivos justamente quando tudo começa.

Bom começo, portanto!

Noites Trabalho Sujo apresenta a Festa do Fim do Mundo

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Sem motivo pra pânico! Se o tema do dia é o fim do mundo, proponho como tema da noite o fim da rotina! E termino o 2012 da Noite Trabalho Sujo com uma festa homérica, em que, ao lado de meus três fiéis comparsas da noite – Babee, Pattoli e Danilo – contamos a história da música pop em ordem cronológica – começando pelas 23h30 nos anos 1950 e indo até o século 21 madruga afora. Só uma desculpa pra organizar o caos de hits de todas as épocas, lugares e gêneros que populam a Noite Trabalho Sujo, uma das cinco melhores festas de São Paulo segundo o público do Guia da Folha. Se você ainda não sabe o rumo de lá, todas as coordenadas estão no site do Alberta e na página do evento no Facebook. E dá pra incluir nome na lista, claro, basta mandar seus nomes para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h.

Obrigado a todos que freqüentaram e me ajudaram a fazer a melhor sexta de São Paulo neste primeiro ano (não viu as fotos das festas do ano? Subi lá no Feice) e preparem-se que 2013 será muito melhor! A Noite Trabalho Sujo desliga suas máquinas na sexta dia 28 e voltamos à luta no dia 4!

Xx x John Talabot

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O autor de um dos melhores discos de 2012 (já ouviu direito o ƒin?) dá uma salvada em uma das muitas músicas vazias do superestimado Coexist, do Xx.

Vida Fodona #365: Se o tempo melhora

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Mentalizando a vinda do sol com som.

Kendrick Lamar – “Bitch, Don’t Kill My Vibe”
Alt-J – “Breezeblocks”
Frank Ocean – “Lost”
Poolside – “Harvest Moon”
Of Montreal – “Jan Doesn’t Like It”
Lucas Santtana – “Jogos Madrugais”
Letuce – “Insoniazinha”
Kika – “Sai da Frente”
Curumin – “Treme Terra”
Sambanzo – “Capadócia”
Siba – “Brisa”
Hurtmold – “Cleptociprose”
Goat – “Disco Fever”
Vítor Araújo – “Baião”
Metá Metá – “São Jorge”
Swans – “Lunacy”
Thiago Pethit – “Haunted Love”
Fujiya & Miyagi – “Your Silent Face”
Toro y Moi – “High Living”

Vai rolar.