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Mark Sandman cantando em português

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E na trilha sonora do documentário Cure For Pain – The Mark Sandman Story (veja o trailer abaixo) a faixa “Brazil” traz uma canção cantada em português em que ele fala sobre o nosso país e o que aprendeu no Rio de Janeiro. Ele foi líder do Morphine, uma das bandas mais foda dos anos 90 (embora completamente alheia à cena barulhenta da época), que contava com um saxofonista (que muitas vezes tocava dois saxes ao mesmo tempo), um baterista e o próprio Sandman, balbuciando palavras com sua voz grave enquanto tocava um baixo com duas cordas. “Low rock”, rotulava o próprio grupo, que só terminou porque Sandman sofreu um ataque cardíaco fulminante em pleno palco durante um show em Roma, em julho de 1999. Uma das histórias mais peculiares daquela época.

Dica do Bela.

 

Benedict Cumberbatch é Julian Assange

Eis a primeira foto de divulgação do ator que encarnou o melhor Sherlock Holmes de todos os tempos (Sherlock, da BBC, é nota 10) no papel de Julian Assange (a seu lado, o Daniel Bruhl de Adeus Lênin posa como Daniel Domscheit-Berg). O filme The Fifth Estate, sobre a rápida e polêmica ascensão do site WikiLeaks e a popularização do nome de seu criador, estréia nos EUA no segundo semestre; mas esta notícia me lembrou que tenho de falar sobre o próprio Sherlock (quem já viu? Comentem aê!) e da participação do ator no próximo Jornada nas Estrelas…

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Vi no Vírgula.

Quando dois mundos se chocam: Coxipster

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Lembram do excelente Dicionário Coxês Português? Acabaram de abrir um novo verbete que vai dar tilt em muito neguinho por aí, heheheeh:

Nome: Coxipster Bittencourt
Idade: 21 anos
Signo: Gêmeos
Lazer: Ah, durante o dia eu curto dar um rolê cultural na Paulista, tomar um café gourmet no Starbas, degustar uns macarons gourmet no JK, comer uma pipoca gourmet tomando um refrigerante gourmet enquanto vejo um filme na sala vip do Cidade Jardim, etc. De noite, eu curto ir ali no Studio, no Bêco, gosto muito de ir na Glow In The Dark também – várias tinta fluorescente na cara, várias mina gata, vários drinks moleculares.
Hobbys: Ah, mêo, fotografar, né? Me divirto muuuuuito com a minha Lomo, mas tô a fim de comprar uma semipro, saca? Acho que a fotografia me completa. Também sou DJ nas festas nas casas dos meus amigos e tenho um blog de degustação de cervas premium, mêo.
O que veste: Ah, mein, curto muito a Osklen, Sérgio K., mas na verdade eu gosto mesmo de fazer compras lá fora. Ââââmo a Urban Outfitters, mas uma camisa xadra da Hollister também tem seu valor.
Um fetiche: Ruivas. Mêo, sou louco por ruivas. Mas pegar, mesmo, só pego as loirinha da minha facu, kkkkk.
Onde trabalha: Ah, mêo, eu faço estágio de dizáine na agência do meu tio, mas tô com umas ideias aí de abrir uma startup que vai prestar consultoria pra cupcakerias gourmet.

Um sonho: Ter mais de 100 likes numa foto no Insta.

E agora eles têm página no Feice.

A capa de Rubber Soul sem distorção

Você sabe porque a imagem da capa de Rubber Soul, o álbum de 1965 que funcionou como o primeiro passo dos Beatles rumo ao amadurecimento, foi distorcida sem querer, né? Paul McCartney conta essa história no Anthology:

A novidade é que agora apareceu a imagem original, em versão endireitada:

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Não é melhor que a capa original, mas é uma senhora foto. Vi aqui.

Jean-Yves de Neufville (1957-2013)

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Não conheci Jean-Yves pessoalmente, ao contrário da grande maioria de jornalistas que escreviam para a Bizz, uma das minhas cartilhas nesta profissão. Seus textos, por outro lado, estavam entre os principais no período anterior à chegada da geração anos 90 à redação, dois períodos tidos como auges da revista, por duas gerações diferentes, e ele era um dos poucos a defender a importância histórica dos Beatles num período em que isso não era bem visto (a versão em CD da discografia do grupo, por exemplo, só foi aparecer em 1987, 88…) e lembro ter comprado o Orange & Lemons do XTC, que até hoje é um dos meus grandes favoritos pessoais, depois de ler uma crítica entusiasmada daquele crítico de nome francês na revista. Minha memória até pode estar me traindo e eu posso estar misturando as autorias, mas o fato é que a forte presença de Jean-Yves neste período da revista é contrastante com sua ausência digital. Ao ficar sabendo de sua morte, ocorrida nesta terça-feira e noticiada por sua filha através do Facebook do Alex Antunes (outro que escreveu nestes ditos auges da publicação – mas este eu conheci!), fiz uma busca atrás de informações sobre o crítico e nem mesmo fotos de Neufville eu encontrei. Apenas este minúsculo retrato em seu perfil no Facebook:

JeanYvesdeNeufville

Mais tarde o Sérgio Martins lamentou via Twitter e o Dodô foi atrás de sua coleção de Bizz para desenterrar a capa com o Cure feita pelo velho Jean-Yves, que acompanhou a mítica primeira turnê do grupo de Robert Smith no Brasil e pode descrever, faixa a faixa pela primeira vez no mundo inteiro, como era seu novo disco, Kiss Me Kiss Me Kiss Me. Podem justificar esta ausência dizendo que crítico de música pop ou jornalista que cobre música não têm a importância que outros tipos de crítico ou jornalista, mas não deixa de ser lamentável a ausência digital da obra de Neufville. Vamos torcer para que, pelo menos depois de sua morte, sua obra ressurja.

(PS – E se alguém souber sua data de nascimento exata, agradeço a informação)