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OEsquema 2013: Indieoteca, Nova Carne, Resistro e Calbuque

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Quatro novos blogs já estrearam em 2013 nOEsquema (quem visita nossa home bem sabe), mas nem tivemos tempo de fazermos as respectivas apresentações, devido a como o ano novo está puxado (e isso não é uma reclamação). Por isso peço desculpas aos recém-embarcados passageiros do vôo OEsquema por não ter-lhes apresentado devidamente. Antes de mais nada, não custa realçar que é uma honra tê-los a bordo, Taís, Chris, Cristiano e Calbuque.

Taís Toti é jornalista como mais da metade de nossos condôminos e cobre cultura em veículos tradicionais há um bom tempo, desde antes de sair de Minas Gerais, onde nasceu. Mas é no Indieoteca (outro blog que eu tunguei da Fubap) que ela se solta e fica à vontade para linkar vídeos que gosta e comentar filmes e discos do jeito que tem vontade. Depois de uma passagem pelo Rio, ela veio parar em São Paulo e quando soube que havia uma vaga no Divirta-se do Estadão, dei o toque para ela, que, depois de muito tempo, veio sentar-se perto de mim na redação do jornal do Limão, quando eu ainda trabalhava no Link. Ela já estava na mira para vir para OEsquema há um tempinho, mas oficializei o convite no final do ano passado, quando ela ameaçou começar um papo que queria desistir do blog, que não tinha mais tempo e não sei o quê… Pois eis o Indieoteca nOEsquema, “ex-indie, atual hipster”, como se autodefine, que já estreou com o Indie Crush desse ano (já falo sobre isso).

Já o gaúcho Cristiano Bastos eu nunca vi mais gordo – nos conhecemos virtualmente e mais por páginas de papel do que digitais. Primeiro graças ao hercúleo Gauleses Irredutíveis (um livro sobre a história do rock do Rio Grande do Sul, escrito com o Alisson Avila e o Eduardo Müller) e depois pela série de matérias que ele tem feito para a revista Rolling Stone, quase sempre sobre política ou música brasileira. Uma delas resultou no documentário Nas Paredes da Pedra Encantada (que dirigiu com Leonardo Bonfim), sobre o clássico Paebiru de Zé Ramalho. Cristiano também mantinha seu Zuboski no Blogger, mas queria começar o blog do zero e perguntou se tinha alguma vaga em nosso condomínio. E assim nasceu o Nova Carne, em que ele se dispõe a tratar de seus assuntos favoritos, além de desenterrar matérias, entrevistas e posts do antigo blog, sempre em versão redux.

O Bruno fala mais sobre o Chris e o Calbuqueno URBe, mas não custa registrar também a enorme satisfação de ter o mestre Calbuque em nosso elenco, um cara cujo principal trabalho autoral na imprensa brasileira é a página dupla Rio Fanzine (ao lado do compadre Tom Leão), que inspirou a criação do Trabalho Sujo ainda no papel e que cheguei a colaborar em sua encarnação nos anos 90 e início da década passada. Além de ser um dos pouquíssimos nomes no mundo a poder usar o termo “jornalismo dub” para se autodescrever.

Indie-Crush 2012

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E por falar na Taís, ela escolheu anunciar seu já famoso Indie Crush 2012 no novo endereço dOEsquema. É uma votação anual de “melhores do ano” e que não preza por nenhuma objetividade, uma vez que ela e alguns conhecidos escolhem os nomes da cena indie brasileira prontos para serem objetos de paixão. São meninos e meninas que aparecem e desaparecem do cenário à medida em que suas bandas ou vida social coincidem com o termômetro do calor do ano. Os nomes deste ano estão reunidos lá no blog dela.

Impressão digital #143: My Bloody Valentine

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E na minha coluna de segunda-feira no Link, falei sobre o lançamento do disco novo do My Bloody Valentine (que saiu sem o “y” no título da versão impressa, como dá pra ver abaixo):

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Duas décadas depois, um novo disco do My Bloody Valentine
Anúncio derrubou o site oficial da banda

Fevereiro de 2013 mal tinha começado quando surgiu uma notícia inesperada: o grupo inglês My Bloody Valentine finalmente lançou seu novo álbum. A notícia já seria motivo de espanto, afinal o MBV é um dos grupos mais míticos da Inglaterra nos anos 90 e tinha a fama de demorar para lançar novo material devido ao perfeccionismo de seu líder e fundador, o guitarrista e produtor Kevin Shields.

Construindo paredes de barulho com camadas e camadas de microfonia de guitarra, o som do My Bloody Valentine é carregado de uma inusitada doçura, que vem das melodias sussurradas por vocais melancólicos e pelos timbres das mesmas guitarras distorcidas. Loveless, de 1991, sua obra-prima, foi um dos últimos suspiros da existência da banda.

Eles realmente tinham todo tempo do mundo. Shields juntou-se ao grupo Primal Scream para shows em 2004 (inclusive com passagem pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, naquele ano) e três anos depois ressuscitou o My Bloody Valentine para shows esporádicos, sempre com músicas tocadas num volume tão extremo que eram distribuídos protetores auriculares na entrada. Em 2008, os dois principais álbuns da banda, Isn’t Anything e Loveless, foram relançados em edições luxuosas. No ano passado foi a vez dos EPs serem reunidos em uma edição caprichada.

A reintrodução do My Bloody Valentine ao cenário musical foi tão gradual que, aos poucos, o lançamento de um disco virava uma nota de rodapé engraçadinha sobre a nova fase da banda.

Até que, no fim de 2012, começaram a aparecer notícias que o disco já estava gravado e seria lançado logo. Kevin Shields, em entrevista, disse que sairia até o fim do ano, mas devido ao histórico de atrasos, o anúncio foi visto com bastante descrença. Na véspera do Natal, o grupo anunciou em sua página do Facebook que o disco sairia em breve. Em um show no fim de janeiro, o primeiro desde 2009, o My Bloody Valentine tocou uma música inédita, batizada informalmente de “rough song” (canção crua, em inglês). Os indícios ficavam mais fortes. Mas o que ninguém esperava aconteceu uma semana depois: o grupo lançou seu novo disco, mais de 20 anos depois de Loveless.

Chamado apenas de MBV (as iniciais da banda e como os fãs se referem ao grupo), o novo disco de capa azul surgiu em 2 de fevereiro também numa mensagem via Facebook. A notícia apontava para o recém-inaugurado mybloodyvalentine.org, que trazia diferentes opções para comprar o disco: em vinil, CD e download em pacotes e formatos variados. A notícia espalhou-se e em questão de minutos o site saiu do ar – tanto fãs quanto curiosos ficaram se perguntando nas redes sociais onde é que dava para ouvir o disco novo. O site voltou a funcionar na madrugada do domingo e versões gratuitas do disco começaram a aparecer em sites de download. O próprio grupo cedeu à audição gratuita e colocou todo o seu disco no YouTube, um vídeo para cada faixa.

Artisticamente, MBV pode ser dividido em duas partes: no “lado A”, repete-se a fórmula de duas décadas atrás; no “lado B”, o grupo mostra seu lado mais ousado, experimental, burilando texturas e percussão. Mas isso é o que menos importa. O importante é que, como o Radiohead fez ao lançar o disco In Rainbows gratuitamente em 2007, o My Bloody Valentine quebra um paradigma crucial na era digital.

O lançamento de MBV, no entanto, não é o segundo exemplo desta série. No mês passado, ninguém menos que David Bowie anunciou um novo disco com um clipe no Vimeo de uma música, sua primeira inédita em uma década. O feito do grupo de Kevin Shields chama atenção por dois motivos: o fim de uma espera gigantesca e o fato de não terem lançado seu disco com uma gravadora, fazendo-o por conta própria.

A tendência é que essas exceções tornem-se regra – e o imediatismo da era digital venha a se sobrepor de vez às etapas do processo de produção industrial a que ainda estamos acostumados.

Off-carnaval

carnaval

Adoro carnaval, essa enorme festa sem parar, mas esse eu vou tirar pra descansar. Volto na quarta… ou na quinta. Divirtam-se!

Mombojó 11° Aniversário

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E por falar em Mombojó, o grupo lançou assim como quem não quer nada, seu novo disco, a antologia 11° Aniversário, programado originalmente para ser lançado no ano passado pois foi quando eles perceberam que a banda já existia há uma década. O disco já está à venda digitalmente via iTunes e em vinil na loja do selo do grupo, o Joinha, e o grupo me chamou para assinar o release deste novo/velho trabalho, que reúne novos arranjos para músicas dos três discos da banda como se fechassem a tampa de uma primeira fase. Conheço os Mombojó desde que eles apareceram há dez anos com o disco gratuito Nadadenovo e trabalhei na gravadora Trama na mesma época em que eles foram contratados pela gravadora para lançar seu segundo disco, por isso escrevo o texto abaixo com admiração e orgulho, afinal foram artistas que vi criar seu próprio caminho de perto e é bom vê-los amadurecer assim. Antes, o single do disco novo, “Procure Saber”:

 

Noites Trabalho Sujo apresenta o Baile Psicodélico de Carnaval

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Já em clima de carnaval? Ou tá mais na vibe de jogar tudo pra cima e simplesmente comemorar os dias de folga? Ou está trabalhando no feriado e quer se acabar ao menos em um dos dias, sem querer saber de samba e blocos de rua? Então já convoco: hoje é dia do Baile Psicodélico de Carnaval das Noites Trabalho Sujo, em que eu, Danilo e Malg quebramos tudo na base da expansão da consciência via pista de dança, por isso prepare-se que essa sexta de carnaval promete ser inacreditável. Para chegar à já famosa melhor sexta de São Paulo, basta seguir as coordenadas na página do evento no Facebook ou no site do Alberta – e dá pra mandar nomes pra lista de desconto para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Hora de rasgar a fantasia!