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Azealia Banks x Strokes

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Azealia Banks gravando Barely Legal” dos Strokes. No fundo do inconsciente algum neurônio conecta com outro para cogitar uma possibilidade quase imaginário disso funcionar. Ora, os Strokes sempre compuseram quase formulaicamente como uma banda de música eletrônica enfileirando loops de riffs punk e pós-punk (e isso não é uma crítica, pelo contrário), talvez Azealia tenha pego uma veia que os situe na mesma Nova York mesmo que com dez (doze!) anos de distância. Mas aí você aperta o play e é uma fuleiragem do nível “Celine Dion grava com David Guetta”.

Depret. Vi no Stereogum.

Trama Virtual (2004-2013)

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O LaCumbuca que levantou a lebre: o site da TramaVirtual para de existir no final do mês que vem. O anúncio, no site, é curto e triste:

O site Trama Virtual sairá do ar no dia 31/03/13.

Agradecemos a todos que estiveram conosco.

Trama Virtual

Conheci o TramaVirtual quando ele era só uma idéia do Miranda (“vamos fazer o MP3.com brasileiro, véio!”), bem antes do MySpace existir, e trabalhei na Trama naquela que talvez seja a fase áurea do site, quando o Dago era o editor (e a redação ainda contava com a Fer, o Six e o Emo, só gente finíssima), por isso tenho uma memória um pouco mais afetiva em relação ao site além da importância que de fato ele teve – foi ali que não só umas três gerações do rock independente brasileiro conseguiu deixar à disposição uma produção cultural (que em alguns casos datava do início dos anos 90) como as primeiras gerações da música digital no Brasil encontrou um terreno livre para expandir seus talentos. O site virou até um programa de TV, mas veio perdendo a importância (como a própria Trama) por uma série de motivos – e agora vem essa notícia que, embora aparentemente irrelevante, encerra um importante ciclo na história da música pop brasileira do século 21. Só me resta lamentar…

Você tem alguma história relacionada ao Trama Virtual? Contaê!

Johnny Marr: “I am the son and the heir”

E, de bobeira, Johnny Marr me aparece com Ron Wood noutra guitarra pra tocar um clássico dos Smiths no NME Awards na noite desta quarta, em Londres:

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O mais engraçado desse teórico encontro “aluno-mestre” é que o mestre no caso é o caçula: a importância de Johnny Marr para o rock inglês é muito maior que a de Ron Wood, coadjuvante da história do rock que deu a sorte de virar protagonista na história dos Stones.

Mas aê: se o Marr pintar daqui uns meses e mandar um David Gilmour, puxando uma turnê dos Smiths sem o Morrissey, você não iria? Ah iria… Ainda mais que Johnny tá lançando disco solo e não tem nenhum pudor ao voltar à obra da banda que lhe consagrou, como podemos ver no vídeo abaixo (e a história que ele conta – a origem de “Heaven Knows I’m Miserable Now” – é de cair o queixo):

Enquanto isso, o Morrissey continua apavorando na contramão da Fox News dizendo coisas como “não haveria guerras se mais homens fossem homossexuais“. Calma lá, bicho…

O fim do download

Liv me chamou pra escrever um artigo em cima da matéria dela que foi capa no Segundo Caderno do Globo nessa quarta, sobre a chegada do Spotify ao Brasil e a consolidação do streaming como tendência. A ilustração da matéria é do Tiago Lacerda, da Beleléu.

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O fim do download?
Uma análise sobre o cenário atual da música digital

Estamos entrando na fase 2 da indústria fonográfica no século digital. A fase 1 foi marcada por uma série de decisões arbitrárias, posicionamentos radicais e tiros no pé — principalmente logo que as pessoas começaram a trocar MP3 de graça entre si, graças à invenção de um adolescente americano. Shawn Fanning criou um programa que permitia que as pessoas trocassem arquivos digitais entre si sem que esses arquivos estivessem hospedados em um servidor central, no fim do século passado, e inaugurou uma lógica chamada P2P (do inglês “peer-to-peer”, parceiro para parceiro). Vimos gravadoras multinacionais processando seus próprios clientes, a ascensão da Apple nesse mercado, a consagração do YouTube como uma grande rádio global, a ascensão e queda do MySpace, a solução do Radiohead para a crise e a caça às bruxas que começou com o julgamento dos caras do Piratebay e a prisão espetacular de Kim Dotcom, do Megaupload, no final de 2011.

Enquanto isso tudo aconteceu, artistas, agentes, empresários, gravadoras e novos players entenderam melhor a lógica da internet e hoje vivemos uma fase em que o streaming por assinatura parece ser a aposta certa. São vários novos nomes aos poucos se estabelecendo — Spotify, Deezer, Rdio, Pandora, Grooveshark —, mas a tecnologia pode dar uma rasteira nesse novo cenário. Afinal, em poucos anos teremos pendrives com a capacidade um terabyte (mil gigabytes) ou mais, a preços bem razoáveis. Mais do que isso: essa capacidade de armazenamento vai para os nossos celulares (ou qual seja a espécie de dispositivo móvel de acesso à internet que estaremos usando lá). Já há aplicativos de torrent para celular e já é possível acessar conteúdos em streaming usando a lógica P2P. Em pouquíssimo tempo, download ou streaming vai ser uma diferença meramente técnica. E talvez possamos finalmente falar em fim do download — não por vitória dos grandes conglomerados, mas pelo fato de que as pessoas não precisam mais baixar para consumir. A setinha do download aos poucos vai ficando bem parecida com a do play…

Vida Fodona #369: Não tão regular quanto antes

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Tava com saudade?

Knife – “A Tooth For An Eye”
Atoms for Peace – “Before Your Very Eyes…”
Hurtmold – “SNP”
My Bloody Valentine – “A New You”
Melody’s Echo Chamber – “You Won’t Be Missing That Part Of Me”
Unknown Mortal Orchestra – “From the Sun”
Kurt Vile – “Wakin’ On a Pretty Day”
Curumin – “Paris, Vila Matilde”
Anthony Hamilton – “Freedom”
Kika – “Sai da Frente (Victor Rice Dub)”
Van She – “Jamaica (Mad Professor Dub)”
Little Boots – “Motorway”
Foals – “My Number (Hot Chip Remix)”
!!! – “Slyd”
Justin Timberlake – “Mirrors”
Phoenix – “Entertainment”

Então vem

Sónar no Espaço das Américas; Terra fora do Jóckey

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Más notícias para dois bons festivais brasileiros. Segundo o jornal Destak, o Sónar deixa o Anhembi onde havia funcionado bem no ano passado para ir para o complicado Espaço das Américas e o festival Planeta Terra deste ano não deve acontecer no Jóckey Club, como no ano passado, indo para um lugar ainda menor. E como não há grande oferta de lugares em São Paulo…