Ué… Se essa é a versão oficial (ao menos o “radio edit”) da música nova do Daft Punk, isso quer dizer que os fãs acertaram no edit ou que a dupla não conseguiu controlar os vazamentos?
Música nova da Lana Del Rey, uma versão para “Summer Wine” de Nancy Sinatra e Lee Hazlewood em que ela divide os vocais e o clipe – novamente na linha retrô-caseiro – com o namorado Barrie-James O’Neill. Mais uma bola dentro.
Mais do que o capista do Pink Floyd ou o comandante do estúdio Hypgnosis, Storm Thorgerson deve ser lembrado como um visionário da associação da música com o design. Ele não apenas escolheu a capa de disco como sua emblemática tela, como não se furtou a transitar por diferentes gêneros e artistas, deixando suas distinções estéticas em segundo plano para criar fotografias surrealistas que brincava com a expectativa do público em relação à imagem da banda ou músico. Suas primeiras capas para Peter Gabriel são implacáveis, seu trabalho com o Led Zeppelin transcende a epicidade do som do grupo para um universo quase zen, os Wings de Paul McCartney tornam-se plásticos e um disco do Black Sabbath exibe pornografia robô. Além de, claro, seu trabalho com o Pink Floyd, uma parceria entre música e som indissociável à identidade da banda. A cada novo disco lançado por Gilmour, Mason, Wright e Waters, Thorgerson paria tirava uma série de imagens para o sons e sensações friamente capturadas por uma psicodelia no limite do normal, um surrealismo com um pé em Salvador Dali e outro em Norman Rockwell, um Man Ray techicolor. A vaca no campo, o close na orelha, o porco na fábrica, o aperto de mãos em chamas – são imagens que transcendem a música da banda e viraram ícones de uma década. Mas seu trabalho não parou nos anos 70 e ele continuou trabalhando com artistas completamente diferentes como Biff Clyro, Muse, Mars Volta, Ween e Audioslave. Morreu vítima de câncer. Abaixo, uma pequena amostra de seu trabalho.
Mesmo que nenhuma das versões estendidas de “Get Lucky” que apareceram até agora seja a definitiva, está sendo bem interessante acompanhar a chegada do novo disco do Daft Punk – principalmente pelo fato de nada ter aparecido sem a autorização da dupla. E a hora H acontece na virada de hoje pra amanhã, quando uma fonte ligada à gravadora Columbia confirmou à MTV que o single aparecerá hoje à meia-noite (de Nova York, uma da madruga pra gente aqui no Brasil). Seguimos à espera…
Na minha coluna no site da Galileu esta semana aproveitei o gancho do início da edição 2013 do projeto Fronteiras do Pensamento para falar com o curador do evento, o gaúcho Fernando Schüller, sobre como o mundo tem melhorado.
Otimismo racional O projeto Fronteiras do Pensamento também aposta em um futuro melhor nos próximos anos
Começa, nesta quarta-feira, 17 de abril, a edição 2013 do projeto Fronteiras do Pensamento. O primeiro palestrante é o escritor peruano Mario Vargas Llosa e a GALILEU fechou uma parceria com o evento garantindo 50% de desconto nos ingressos para quem assina a revista. O tema deste ano é o cosmopolitismo: como as discussões sobre questões relacionadas à cidade grande são importantes para o mundo todo. Conversei com o curador do projeto, Fernando Schüler, no início do mês e ele falou sobre este tema, veja no vídeo abaixo:
“A humanidade vem superando padrões éticos progressivamente, geração a geração”, me disse o acadêmico, citando como temas tidos como certo – tais como a escravidão, a disputa por meio de duelos e a discriminação vem diminuindo gradativamente. Foi bom ouvir que o idealizador de um dos principais projetos intelectuais no Brasil hoje não é um pessimista e acha que o mundo está melhorando, principalmente graças aos avanços da ciência e da tecnologia. Reforcei este aspecto na pergunta seguinte, e Schüler confirmou, falando que intelectuais tendem ao que ele chama de “pessimismo metodológico”, explicando que nossa visão de mundo é pautada por sentimentos e impede que vejamos as melhoras significativas que tivemos em muitas frentes nos últimos anos, como a queda da pobreza e da mortalidade infantil e o aumento da longevidade, isso devido à ascensão das periferias do mundo, que vêm da transferência do conhecimento e trocas globais que só aconteceram devido à abertura nos últimos séculos. “Nunca houve na época da história um desenvolvimento harmônico”, reforçou, lembrando que este desenvolvimento historicamente é paradoxal. E lembrou que isso não significa que as pessoas serão felizes ou que a cultura deixará de ser trivial, mas que é inevitável percebermos que houve “progresso social, econômico e até mesmo político”, nos últimos anos. Assista a seguir:
A constatação de Schüler vai de encontro ao tema da palestra que abre o Fronteiras do Pensamento de hoje, em que Mario Vargas Llosa crucifica a sociedade moderna e a espetacularização de nossa cultura tendo como base seu livro mais recente, A Civilização do Espetáculo, que ainda não tem edição brasileira. Na próxima coluna eu comento como foi a palestra de Vargas Llosa e continuo esta discussão sobre se a civilização está melhorando ou piorando.