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Wilco “Get Lucky”

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Ontem começou o Solid Sound, o festival organizado pelo Wilco em North Adams, Massachusetts, nos EUA, em que eles tocam duas noites e convidam bandas amigas (como, nesta edição, Low, Yo La Tengo, Medeski Martin & Wood, Dream Syndicate, Foxygen, White Denin, os Mutantes, entre outros). O próprio Wilco toca duas noites e na primeira delas, dedicou seu setlist basicamente a versões. Destaco a de “Get Lucky” pois foi o vídeo que encontrei e por motivos de zeitgeist:

E que tal “Cut Your Hair”, do Pavement?

E “Color Me Impressed”, dos Replacements, com o Tommy Stinson na guitarra?

Alguém achou mais outra? A Nayla (valeu!) descolou um trecho de “Marquee Moon” ao vivo, que também pintou no Soundcloud.

E o áudio desse show, será que aparece? O setlist completo e segue abaixo:

 

Você conhece o Unknown Mortal Orchestra?

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A Babee linkou um vídeo do Unknown Mortal Orchestra, e eu lembrei que mal comentei aqui sobre essa banda, autora de um dos melhores discos de 2013, batizado apenas de II. Se os Pixies reuniam, como conjunto, o lado esquizofrênico do Álbum Branco dos Beatles (eles não gravaram “Wild Honey Pie” à toa), o UMO é a materialização de uma banda criada no lado melancólico desse mesmo disco (imagine um disco composto apenas por “Sexy Sadie”, “Dear Prudence”, “While My Guitar Gently Weeps”, “Julia”, “Don’t Pass Me By”, “Piggies”, “Honey Pie” e “The Continuing Story Bungallow Bill” e está indo no rumo certo). Saca só:

O disco é inteirinho bom e eles acabaram de regravar o clássico do Otis Redding num single pro YouTube…

…além de tocarem Pink Floyd do Syd Barrett nos shows:

Dá pra ouvir o disco na íntegra aí embaixo – e II já tem dois clipes, que também colei também logo abaixo:

 

Noites Trabalho Sujo apresenta Betânia Garib

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E a festa não pode parar! Hoje recebo a querida Betânia Garib numa noite alto astral, pra exorcizar esse clima pesado desses dias. No cardápio, músicas de todas as décadas e aquela good vibe já característica da melhor sexta-feira de São Paulo. As coordenadas, se você ainda não sabe, estão tanto na página do evento no Facebook quanto no site do Alberta. E a lista funciona normalmente pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com, mande seus até às 20h. Vai ser demais!

Dias estranhos

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Na noite desta quinta-feira a situação começou a sair de controle, por isso vamos parar um pouco para pensar antes de sair falando qualquer coisa que venha à cabeça, ou dar voz a boatos, paranóias ou pânico. Não estamos vivendo o baile da confusão que os Temptations cantaram nos anos 60 – ainda. Por isso, vou segurar um pouco o clima de protestos e amenizar o tom dos posts até o fim de semana. Já escrevi e reescrevi o post sobre os acontecimentos desses dias algumas vezes – e toda hora tenho que reescrever porque as coisas mudam completamente da noite pro dia. Por isso, peço desculpas por esse momento #offtopic.

Muita calma nessa hora.

1, 2… 1, 2, 3, 4, Ow!

People moving out, people moving in
Why, because of the color of their skin
Run, run, run but you sure can’t hide
An eye for an eye, a tooth for a tooth
Vote for me and I’ll set you free
Rap on, brother, rap on

Well, the only person talking about love thy brother is the preacher
And it seems nobody’s interested in learning but the teacher
Segregation, determination, demonstration, integration
Aggravation, humiliation, obligation to our nation

Ball of confusion
Oh yeah, that’s what the world is today
Woo, hey, hey.

The sale of pills are at an all time high
Young folks walking round with their heads in the sky
The cities ablaze in the summer time
And oh, the beat goes on

Evolution, revolution, gun control, sound of soul
Shooting rockets to the moon, kids growing up too soon
Politicians say more taxes will solve everything

And the band played on
So, round and around and around we go
Where the world’s headed, nobody knows

Oh, great googalooga, can’t you hear me talking to you
Just a ball of confusion
Oh yeah, that’s what the world is today
Woo, hey, hey

Fear in the air, tension everywhere
Unemployment rising fast, the Beatles new record’s a gas

And the only safe place to live is on an Indian reservation

And the band played on
Eve of destruction, tax deduction, city inspectors, bill collectors,
Mod clothes in demand, population out of hand, suicide, too many bills,
Hippies moving to the hills. People all over the world are shouting, ‘End the war.’

And the band played on.

Great googalooga, can’t you hear me talking to you.
Sayin’… ball of confusion.
That’s what the world is today, hey, hey.
Let me hear ya, let me hear ya, let me hear ya.
Sayin’… ball of confusion.
That’s what the world is today, hey, hey.
Let me hear ya, let me hear ya, let me hear ya, let me hear ya, let me hear ya.
Sayin’… ball of confusion.

Daftside e como soaria o disco novo do Daft Punk se ele não tivesse a sonoridade dos anos 70

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Um dos grandes trunfos de Random Access Memories, o recém-lançado e alardeado novo disco do Daft Punk, é o fato de ele ser uma obra fechada, um disco conceitual sobre o universo disco nos anos 70 e a influência sobre a sonoridade da dupla francesa. Isso também o tornou alvo de várias críticas, vinda de gente que esperava que os dois explorassem novas fronteiras dos universos paralelos que habitam – a música eletrônica e a música para dançar. Eu particularmente entendo Random Access Memories como um disco de época, que dá uma grandiosidade épica à disco music que o gênero só foi adquirir ao ser cooptada pela indústria do disco.

Aí vem o prodígio Nicolas Jaar e seu compadre Dave Harrington e remixam, na íntegra, todo o disco lançado há menos de dois meses sob o nome de Darkside – ou Daftside, neste caso. Random Access Memories Memories picota trechos do disco, altera a ordem das músicas, enfatiza a guitarra de Niles Rodgers, praticamente elimina todos os vocais e dá ênfase às distorções digitais, tanto glitches quanto timbres. Um exercício consciente e ousado de plunderfonia, que contesta a sonoridade setentista e a provoca para refletir o estranho ano que estamos vivendo: saem os sorrisos felizes típicos da disco e entra uma obscuridade desconfortável mas familiar, filtrado por uma ótica digital torta. Dá pra ouvir essa jóia na íntegra aí embaixo:

Vizinhos, de Laerte

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E a nova graphic novel do Laerte – Vizinhos, que já está em pré-venda -, é uma história minimalista sobre a rotina entre um guardador de carros e o sujeito que mora na rua em que ele trabalha – uma temática em sintonia com o momento que estamos vivendo, esse confronto entre diferentes Brasis? O fim do preview da HQ pode ser visto abaixo.