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O nono disco do Kraftwerk

Esqueci de comentar a entrevista que Ralf Hütter deu ao Guardian há menos de um mês, quando revelou que um novo disco do Kraftwerk pode estar às vésperas de ser lançado. O grupo alemão termina em 2013 a série autocelebratória Retrospective 1-2-3-4-5-6-7-8, que começou no início do ano passado em Nova York, e já foi apresentada em várias capitais pelo planeta, em que visitam todos seus oitos discos por oito dias de shows consecutivos, num monumento épico à própria importância.

O oitavo disco desta série é o Tour de France Soundtracks, de 2003, que na verdade é apenas uma revisitação em formato álbum do EP lançado em 1983 e batizado apenas de Tour de France. Se não contarmos este disco como novo material e levarmos em consideração que o disco anterior, The Mix, de 1991, reúne remixes feitos pelo próprio grupo sobre suas próprias faixas, o nono disco do Kraftwerk seria seu primeiro álbum com material inédito desde Electric Cafe, de 1986.

No entanto, o conceito de “véspera”, no que diz respeito ao tempo do Kraftwerk é algo bem elástico – e o próprio Hütter já havia declarado que o novo disco estava pronto há um ano. O problema em relação ao lançamento de novas músicas do grupo é que, à medida em que sua profecia de um futuro eletrônico, feita nos anos 70, foi se concretizando no final do século 20, a sonoridade do grupo alemão foi datando com uma velocidade impressionante. Algumas músicas novas já foram apresentadas ao vivo – inclusive nos shows no Brasil -, mas o resultado era mais próximo de um trance genérico misturado com uma sombra pálida do que o grupo um dia já foi, quase uma caricatura triste. Resta saber se o novo material é este que está sendo tocado ao vivo…

A volta dos Replacements

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Ainda falta alguma outra banda voltar? Entre as poucas que faltavam está os Replacements, clássica banda indie americana dos anos 80 que encerrou suas atividades em 1991 e nunca mais deu as caras – até agora. A volta começou a acontecer no ano passado, quando seus dois principais compositores, Paul Westerberg e Tommy Stinson, toparam se reunir em homenagem ao guitarrista Slim Dunlap, que havia sofrido um derrame. Lançaram o EP de covers Songs for Slim no início do ano e acharam pouco – tanto que acabaram de anunciar que irão voltar aos palcos no segundo semestre deste ano, em três aparições nas três versões do Riot Fest, em Toronto no Canadá (dias 24 e 25 de agosto, com Rocket from the Crypt, Dinosaur Jr., Best Coast e Iggy & the Stooges), em Chicago (de 13 a 15 de setembro, com Motörhead, Violent Femmes, Rancid, Blink 182, Public Enemy, Guided by Voices, Blondie e Bob Mould, entre outros), em Denver (21 e 22 de setembro, com uma programação parecida, além de Iggy & the Stooges, Matt & Kim, Superchunk e Yo La Tengo), nos EUA. Abaixo, quem não conhece pode sentir um gostinho da banda em seu último show, no dia 4 de julho de 1991:

 

8-Bit Kraftwerk

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E por falar em Kraftwerk, não custa lembrar que o 8-Bit Operators, coletivo que reúne diferentes nomes da chamada chiptune music – ou, em português claro, música de videogame -, lançou seu tributo à banda alemã há poucos meses, dá uma sacada:

Disco music de protesto

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A disco music sempre foi tratada como escapista ou alienante, mas agora um documentário (ou mockumentário?) tenta recuperar a moral política do gênero, que teria funcionado como grito de guerra para grupos específicos dos anos 70 (negros, latinos, gays, entre outros) para conseguir pautar a sociedade com suas reivindicações depois de se embrenhar na música pop. Essa é a premissa de Secret Disco Revolution, saca só:

O Calbuque entrevistou o diretor canadense Jamie Kastner e fala mais sobre o filme em seu site.

Junho de 2013

O mês está acabando e não vamos esquecer o que ainda está acontecendo em todo o país. Não é pelo fato de não ter publicado o texto que (ainda) estou escrevendo sobre o que assistimos nas últimas semanas que não esqueci esse assunto… Afinal, como lembra o irônico vídeo editado pelo Tiago Lyra abaixo, é uma questão com vários desdobramentos sobre o que é ser brasileiro e os rumos do país:

Arctic Monkeys 2013

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Além da ótima “Do I Wanna Know?” (que eu não comentei aqui pois apareceu na mesma época dos protestos deste último mês e posto no final do post), a banda de Alex Turner agora vem com essa excelente “Mad Sounds”, que o Tiago comentou no post do Franz (valeu!):

Que música boa… Agora ouça a música abaixo e perceba se não estamos à sombra de um dos grandes momentos dos Arctic Monkeys que, mesmo com seus altos e baixos, quando acerta, acerta direitinho:

 

Velvet Underground e Radiohead em discos de madeira

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A mesma Amanda Ghassaei que usou uma impressora 3D há alguns meses para criar um disco a partir de um MP3 se propõe um desafio ainda maior: fazer discos de madeira. E ela começou testando com uns clássicos, como, por exemplo, “Sunday Morning”, do Velvet Underground. Saca só:

Aí embaixo seguem os vídeos com os testes de gravação feitos com “Femme Fatale”, também do Velvet Underground, e “Idioteque”, do Radiohead.