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Nothing Can Hurt Me conta a história de como o Big Star seria a maior banda de todos os tempos – e como isso não aconteceu.
Deve ser foda.

O funeral de James “Tony Soprano” Gandolfini – cuja morte completa um mês nesta sexta – foi realizado no fim do mês passado e reuniu não apenas sua família de sangue, mas também de TV. E a cerimônia foi um momento para reunir nada menos que todo o elenco original da série que lhe eternizou, como dá pra sacar nas fotos do Daily Mail – separei algumas aí embaixo. Um momento de tristeza, respeito e homenagem:

Uma noite épica, quem foi, sabe. A Sol deixou seus anos 90 de lado e emendou várias músicas que nunca tinham aparecido no melhor inferninho da cidade, de clássicos esquecidos a hits recém-saídos do forno. Nos retratos da Bárbara, a onda boa está escancarada, veja abaixo. E nesse fim de semana tem dose dupla de Noites Trabalho Sujo: a Babee toca com as meninas da Brasa (e eu devo dar um pulo no início da noite) no Alberta e, no sábado, eu, Babee, Pattoli e Danilo recebemos ninguém menos que os Talco Bells na versão da festa que rola na Trackers. Estão preparados?

The Beatles – o primeiro disco duplo da carreira dos Beatles e o primeiro álbum lançado pelo grupo em seu próprio selo, a Apple – é o disco mais polêmico do grupo inglês. Foi lançado após seu primeiro fracasso de crítica e público: o filme psicodélico Magical Mystery Tour, exibido pela BBC no natal de 1967, não foi entendido por quem assistiu e foi considerado caótico, amador e mais uma prova que os Beatles não iam bem. Seu empresário Brian Epstein havia acabado de morrer logo após o lançamento do mítico Sgt. Pepper’s e havia uma nuvem negra no horizonte do grupo (que culminou com o fim da banda, poucos anos depois). Ao apresentar-se em quatro lados de vinil (com um deles – o último – contando com a longa e caótica colagem sonora chamada “Revolution #9”), o grupo criou um debate que se discorre até hoje, sobre o excesso de gordura em álbuns duplos, e pintou o autorretrato do próprio esfacelamento como unidade, perceptível por todas as faixas do disco.

O diagnóstico seria mais preciso ainda ao levar em conta que o título original do disco seria A Doll’s House (em homenagem à peça do dramaturgo norueguês Herink Ibsen, que questiona as regras do casamento tradicional e termina – spoiler, hehe – com a esposa saindo de casa para “descobrir a si mesma”) até sua capa final e definitiva, de uma única cor – o branco. O minimalismo se refletiria também no título escolhido – apenas The Beatles – escrito em autorrelevo na capa de papelão ao lado de uma numeração em série, que começaria no código A0000001.
Com o tempo, a numeração da capa foi abandonada nas reedições posteriores (nos anos 90 uma versão em CD retomou essa referência) e sempre imaginara-se que os primeiros números desta série fossem os discos que passaram para a coleção dos próprios Beatles. Até parece. Ficou na mão de um executivo de gravadora, que vendeu à loja Let it Be Records, de São Francisco, no início dos anos 70. Ele mudou de mãos em abril de 1989, quando a loja o vendeu para David Mincks, em uma carta escrita pelo dono da loja, Clifford J. Yamasaki, que dizia:

“This is to certify that ___ purchased Beatles ‘White Album’ number: A0000001 in mint condition on this date. It is one of approximately two dozen copies given out as early promotional items to the Beatles and top Capitol Records executives. I purchased said copy from one of the above executives in the early 1970’s. Said executive was head of the classical division at Capitol Records. The ‘White Album’ number A0000001 was shown at a Beatles Convention one time only. ‘White Album’ copies with this number A0000001 were never sealed with records or sold to the public. I certify that all of the above is true and correct.”
Agora o próprio Mincks põe a cópia à venda num site de leilões online com o lance inicial saindo de 10 mil dólares. Quem quiser fazer alguma proposta, faça aqui.
Vi essa notícia no Dangerous Minds, que ainda desenterrou essa entrevista com o artista plástico Richard Hamilton, responsável pela criação da capa que ele chama de “uma das primeiras capas conceituais de disco”, veja abaixo:

Musiquinha nova do Ariel Pink, coisa boa.

Neill Blomkamp eleva o conceito de seu Distrito 9 para a escala planetária e seu Elysium, a cada novo trailer, parece ser um dos grandes filmes de ficção científica propostos para este 2013.
Mesmo porque Pacific Rim (que eu já vi, conto depois) foi uma dessas promessas que se cumpriu (como o segundo Jornada nas Estrelas do J.J. Abrams). Boto fé que o Elysium é a próxima.
