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Uma mensagem de Kurt Cobain… em 2013

MTV Unplugged: Nirvana

Uma estudante da Virginia Tech escreveu para a gravadora Sub Pop para ver se conseguia que o Nirvana gravasse uma mensagem de incentivo para os alunos de sua faculdade – aparentemente sem saber que a banda não existe há quase vinte anos pois seu líder Kurt Cobain se matou em 1994. Eis a carta:

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A Sub Pop aproveitou a deixa para tirar um sarro da cara da coitada e reuniu um grupo para posar como se fosse o Nirvana, gravando a tal mensagem (com Mark Arm, do Mudhoney, posando de Kurt Cobain, que era destro mas tocava a guitarra como canhoto):

Mas como a Sub Pop tem a fama de fabricar hypes, não duvide que essa história seja pura cascata. Vi no Daily News.

O outro Lee Ranaldo

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Depois de dois shows com o pé na música pop, o sonic youth Lee Ranaldo mostrou seu lado artsy ao se apresentar na semana passada no mesmo Sesc Pompéia em que mostrou seu disco solo mais recente, só que atravessando o lado da rua, no Teatro da unidade, e não mais na Choperia. Sozinho no palco do teatro, ele desbravou o terreno da microfonia e do barulho sem as muletas da melodia, do refrão ou de letras. Dedicou sua apresentação ao puro ruído elétrico, transformando sua guitarra em uma antena reverberadora de sons muito mais do que um instrumento musical. Mexendo nos botões dos pedais e de dois amplificadores espalhados pelo palco, ele usava um arco de violoncelo e baquetas para vibrar a eletricidade sonora pelas cordas da guitarra, além de arrastá-la no chão, pendurá-la numa corda no palco e girá-la sobre a própria cabeça. O teatro só tinha uma das metades abertas pois a apresentação – chamada “Sight Unseen” contava com uma apresentação em vídeo, feito pela esposa Leah Singer, projetada num telão atrás de Lee. O filme intercalava cenas de árvores ao vento a cenas de diferentes platéias em situações distintas, colando as imagens com sons de diálogos, ruídos de multidão e palavras repetidas. Na primeira performance, na terça-feira passada, ele ficou sozinho no palco e não sentou em momento algum. No dia seguinte, empunhou seu instrumento como guitarra por poucas vezes, convidou um grupo de percussionistas brasileiros (Maurício Takara entre eles) para tocar aleatoriamente ampliando o próprio caos elétrico, além de passear pelo público. Dois shows distintos e bem diferentes do que ele fez na semana anterior. Em comum, apenas o entusiasmo em conversar com o público ao final e, claro, paredes de microfonia, marca registrada do sujeito. Fiz uns vídeos aí embaixo, olha só:

 

Sebadoh e a recompensa de ser cult

sebadoh2013

Mais uma prova do novo disco do Sebadoh, que de novo dá indícios de que pode ter o maior sucesso comercial de sua carreira num disco de volta.

Quando disse que esse novo Defend Yourself levaria a banda “para as massas”, não estava sugerindo que eles fossem chamados pra ser headliner do próximo Rock in Rio nem que gravassem singles com Justin Timberlake e Adele. Mas não custa lembrar que o Sebadoh, por maior que seja sua relevância atual, é uma banda minúscula – daquelas que são conhecidas apenas por quem gosta muito de rock independente norte-americano ou que se interessa por música pop de uma forma bem ampla (um público bem pequeno). O nome até pode ter aparecido em uma capa de alguma edição da Spin nos anos 90 (nem lembro), mas se tiver aparecido foi muito mais para dar credibilidade indie à publicação do que para vender mais exemplares da revista (lembro deles citados na capa de uma Ray Gun que trazia a foto do Beck, mas a Ray Gun era bem menos comercial que a Spin…).

E o pouco de Defend Yourself que já apareceu por aí (mais especificamente essa primeira faixa, “I Will”) é muito mais fácil de atingir um público maior do que o do saudoso Lado B da MTV brasileira, fase Massari. Compare com o lamento de canções como “Two Years Two Days“, “Soul and Fire” e “Happily Divided” ou com rocks frágeis como “Not Too Amused“, “Brand New Love” e “Rebound” com essa música nova (que parece misturar essas diferentes qualidades). Junte isso a uma cultura cada vez mais nostálgica e em breve teremos uma nova geração descobrindo clássicos perdidos dos anos 90 como Bubble & Scrape, Smash Your Head in the Punk Rock e Sebadoh III, além de ser seduzido pela melancolia de parte do hardcore americano dos anos 80 e pelo faça-você-mesmo extremo da estética lo-fi. E, pensando bem, faz todo sentido: depois da volta do vinil e de um revival do cassete, era inevitável que tivéssemos a volta do gravador de fitas Tascam, de quatro canais (é questão de tempo…).

Apesar das brigas da última década do século passado, os três Sebadohs já voltaram a se conversar faz tempo, tanto que o novo disco nem sequer é a primeira volta do grupo (que voltou há cinco anos, tocando ao vivo seus discos na íntegra), mas é a primeira vez que voltam a lançar material novo desde 1999. E podem, como havia dito antes, atingir um público bem maior do que o que tiveram em vida. É a recompensa de manter-se fiel aos seus princípios para, no final, colher o que plantou.

Pazes 2013

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Uma das melhores surpresas da música eletrônica brasileira nos últimos anos – o paulistano radicado em Brasília Pazes – lançou seu primeiro disco fora de nosso país no mês passado. O EP Sleeping Dolls saiu pela gravadora californiana Time No Place e já vem colhendo bons elogios – a Fact, por exemplo, chamou a faixa “Frozen”, gravada com os vocais da cantora turca Biblo, de “o que aconteceria se ‘Tick of the Clock‘, dos Chromatics, fosse gravada pelo Massive Attack”. Responsa:

Tive a satisfação de colocar o Lucas Febraro, nome de batismo do artista, na programação do Prata da Casa do ano passado. Foi o show mais vazio de todo o ano (não tinham vinte pessoas), mas também foi o show mais de vanguarda que passou por aquele palco em 2012. Dá uma sacada nesses vídeos que fiz, aí embaixo:

 

Discutindo ficção científica no MIS

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Pra encerrar a semana de ficção científica que está rolando no MIS, a Galileu propôs uma mesa para falar sobre como as grifes Jornada nas Estrelas e Guerra nas Estrelas ajudaram a popularizar o gênero no final do século 20. Medio o bate-papo logo em seguida da exibição de um episódio da série clássica do Jornada e antes de uma maratona com os seis (isso, OS SEIS) filmes da saga do clã Skywalker na ordem e o Luís e o Ramon participam dessa conversa. Inevitável falar também do futuro das duas grifes. Vamo lá?

27/07 (sábado) – 15:30
“Como Star Wars e Star Trek reinventaram a ficção científica”
Embora sempre popular, a ficção científica era um nicho restrito a iniciados e a geeks, mas a partir do lançamento da série Jornada nas Estrelas e, dez anos depois, dos filmes Guerra nas Estrelas, este cenário começou a mudar – o cinema passou a dar mais destaque para o gênero, que conquista cada vez mais fãs e hoje é um dos principais filões da indústria do entretenimento.
Mediação: Alexandre Matias (diretor de redação da revista Galileu)
Participação: Luís Alberto Nogueira (diretor de redação da revista Monet) e Ramon Vitral (repórter do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo)
Ingresso gratuito: retirar com 1h de antecedência na recepção