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Pixies a capella

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E já que estamos na sessão nostalgia, que tal isolar o vocal do Black Francis de clássicos do Pixies?


Pixies – “Hey” (a capella)


Pixies – “Debaser” (a capella)

Vi no Slicing Up Eyeballs, dica do Bruno (valeu!).

Audac, Glue Trip e Cambriana na reta final para tocar no Rock in Rio

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Quase 50 bandas foram indicadas para ganhar um espaço na programação do Rock in Rio, no convite que a Oi fez ao Trabalho Sujo – e a outros blogs de música – para descobrir novos nomes. A escolha foi difícil, mas eis Audac, de Curitiba, Glue Trip, de João Pessoa, e Cambriana, de Goiânia, foram as bandas que escolhi para a etapa final desta escalada. Ei-las:

Audac

O Audac está puxando uma nova cena musical curitibana, que tem os pés no indie rock e também na pista de dança. Acabaram de lançar seu primeiro disco, que foi produzido por Gordon Raphael (que produziu os dois primeiros disco dos Strokes) e pode ser baixado de graça em seu site oficial.

Glue Trip

Essa dupla vem de João Pessoa, na Paraíba, e sua praia é mais sossegada, entre a MPB – mesmo cantando em inglês – e o chillwave, também têm influências de música eletrônica e de indie rock. Ainda não têm disco – querem lançá-lo no fim deste ano, quando reunirão todas as músicas que já estão disponibilizando online.

Cambriana

Na contramão do rock de Goiânia – que é conhecido por ser barulhento, adolescente, inconsequente e acelerado – o Cambriana opta pelo pop contemporâneo na linha de grupos como Grizzly Bear, The National e Radiohead, com formação de banda de rock mas sem cair nos clichês do gênero. Lançaram seu segundo disco (Worker) no início de 2013.

Além do Trabalho Sujo, outros seis blogs também selecionaram três jovens bandas para a ação Banda da Galera, para ouvir todos os selecionados, confira no link: #BandaDaGalera. Um deles irá tocar no Rock in Rio!

Chaves e o Inferno

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Vocês acham que assistem apenas à rotina de uma vila mexicana com humor de circo e personagens unidimensionais? Reveja seus conceitos – Chaves é a melhor metáfora para o inferno católico. Ou, pelo menos, é o que argumenta brilhantemente Ademir Luiz na revista Bula. Um trecho:

Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de in­ferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela so­lução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Nin­guém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.

A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.

Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.

Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.

E continua lá…

OEsquema voltou!

…e o Trabalho Sujo também!

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Baleiamos esses dias por problemas com o servidor, mas aparentemente voltamos ao normal. Aos poucos, novos posts.