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Eis o primeiro trailer do Robocop do José Padilha

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Olha só o trailer novo do tão esperado remake de Robocop feito pelo diretor dos dois Tropa de Elite:

Tirando os clichês de montagem dos trailers de Hollywood (que deixa todos os filmes de ação idênticos), a impressão é que há um bom filme vindo aí… E será que essa cor preta tem a ver com o Bope? O que volta àquela minha teoria de que o Robocop do Padilha seria o terceiro episódio de Tropa de Elite: a versão globalizada da saga do Capitão Nascimento. O trailer que ilustra o post, no entanto, não é oficial – foi feito pelo ilustrador norte-americano Joseph Sheldahl.

Garotas Suecas 2013: “Entro no carro e uma fita de reggae começa a tocar”

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Sempre acompanhei o trabalho dos Garotas Suecas à distância, sem muito afinco, mas com alguma admiração. A banda nunca havia me chamado atenção por suas composições e sim por manter uma atitude firme e coerente em relação ao seu próprio tamanho e espaço. Nunca forçaram a barra para correr atrás do hype da vez, não precisaram de polêmicas para chamar atenção, sempre mantiveram-se fiéis à equação tropicalista que os pariu, de tratar samba, funk e rock como se fossem uma mesma linguagem, mais do que primos distantes. Seu Escaldante Banda, de 2010, não tinha nenhum hit instantâneo ou música de destaque e chamava mais atenção por soar completo como álbum, mais do que um apanhado de canções.

Três anos depois, eles surgem com este Feras Míticas.

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E é nítido que o corpo deste novo disco é resultado da constância de um trabalho e da paixão pela própria musicalidade. Os Garotas ainda seguem seu credo musical à risca, mas ao contrário dos Mutantes, inspiração direta e talvez a influência mais nítida no trabalho do grupo, não desequilibrou para um dos gêneros à medida em que foi amadurecendo. Enquanto os irmãos Dias Baptista e Rita Lee foram evoluindo musicalmente, aos poucos foram deixando os ritmos dançantes em segundo plano, enfatizando sua sonoridade no rock (ênfase que, no fim da carreira, expulsou Rita para fora da banda e transformou o ícone tropicalista em uma banda prog), os Garotas Suecas aprofundam-se nas diferentes áreas. Mas em vez de compor um disco pra cima e sorridente, como a junção do funk com o samba parece presumir, fizeram um disco mais sossegado e contemplativo. “Bucolismo”, que a banda liberou para colocar no Soundcloud do Trabalho Sujo, talvez seja a melhor síntese deste nova fase da banda – que, ao contrário do que julgam pela própria letra, não é nada estranha – e sim fértil.

O disco (bem como seu antecessor) pode ser baixado inteirinho no site da banda, pode ser ouvido aí embaixo, junto com os clipes da “irresistível “A Nuvem”, gravada com a Lurdez da Luz e da infame mas grudenta “Eu Avisei Você (Eu Vou Sorrir Pra Quem é Gente Boa)”.

 

O Álbum Branco acústico

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E já que estamos nessa de pirataria beatle, que tal essa versão acústica do Álbum Branco?

Não é um acústico de fato, na verdade é um conjunto de demos gravadas por John, Paul e George na casa do último, em Escher, ao sul de Londres. As canções em sua maioria foram gravadas durante o retiro espiritual que os Beatles fizeram na Índia junto ao Maharish Mahesh Yogi – e quando foram ao estúdio, ganharam corpos musicais bem diferente dos arranjos folk desta versão. O disco podia tranquilamente se chamar The White Album – Hippie Version, devido ao clima de roda de violão que todas as músicas tinham originalmente. Nem todas as músicas chegaram a ver a luz do dia na época – umas nunca foram lançadas, outras foram aparecer em discos solos nos anos seguintes “Child of Nature” mudou de letra e virou “Jealous Guy” no início da carreira solo de Lennon; “Junk” apareceu bem no começo da de McCartney e “Not Guilty” apareceu num disco solo de Harrison do meio dos anos 70, por exemplo. A ordem das faixas tocadas segue abaixo: